<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><channel><title>fernandomesquita</title><description>fernandomesquita</description><link>https://www.fernandomesquita.net/blog</link><item><title>6º Congresso (inter) NACIONAL</title><description><![CDATA[6º CONGRESSO NACIONAL CONVERSAS DE PSICOLOGIA ------------ "Saúde e prevenção: Pensar a Comunidade"]]></description><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2019/08/11/6%C2%BA-Congresso-inter-NACIONAL</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2019/08/11/6%C2%BA-Congresso-inter-NACIONAL</guid><pubDate>Sun, 11 Aug 2019 20:05:22 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>6º CONGRESSO NACIONAL CONVERSAS DE PSICOLOGIA ------------ &quot;Saúde e prevenção: Pensar a Comunidade&quot;</div><div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_61a778478b7f4ae0a0c1d886c1ae1520~mv2_d_1447_2048_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_5a492cf953b5477b8ec45fd069d9cc8e~mv2_d_2340_3308_s_2.png"/></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Guia para se libertar de uma relação tóxica</title><description><![CDATA[O psicólogo Fernando Mesquita ajuda-nos a reconhecer os tóxicos da nossa vida, e, mais importante, a livrarmo-nos deles.Psicólogo, sexólogo e consultor no programa 'Casados à Primeira Vista', Fernando Mesquita recebe no seu consultório pessoas a quem os 'tóxicos' (personalidades perturbadas e que de amorosos nada têm) estragaram a vida. Falámos com ele, para aprender a reconhecê-los. Comecemos pelo princípio: o que é uma relação tóxica? Assim, de repente, é fácil: "É aquela relação que nos faz<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_f8af9e9f9af14f628efc1abe2c599c91%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_417/dc6463_f8af9e9f9af14f628efc1abe2c599c91%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Revista ACTIVA, Catarina Fonseca</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2019/07/03/Guia-para-se-libertar-de-uma-rela%C3%A7%C3%A3o-t%C3%B3xica</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2019/07/03/Guia-para-se-libertar-de-uma-rela%C3%A7%C3%A3o-t%C3%B3xica</guid><pubDate>Wed, 03 Jul 2019 09:03:27 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>O psicólogo Fernando Mesquita ajuda-nos a reconhecer os tóxicos da nossa vida, e, mais importante, a livrarmo-nos deles.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_f8af9e9f9af14f628efc1abe2c599c91~mv2.jpg"/><div>Psicólogo, sexólogo e consultor no programa 'Casados à Primeira Vista', Fernando Mesquita recebe no seu consultório pessoas a quem os 'tóxicos' (personalidades perturbadas e que de amorosos nada têm) estragaram a vida. Falámos com ele, para aprender a reconhecê-los. </div><div>Comecemos pelo princípio: o que é uma relação tóxica? Assim, de repente, é fácil: &quot;É aquela relação que nos faz sentir mal, que nos suga energia, onde não nos sentimos felizes, onde o parceiro nos está constantemente a criticar, a fazer-nos sentir indesejados&quot;, explica Fernando Mesquita.</div><div>Claro que às vezes nos perguntamos: se isto não é bom para nós, como é que há quem caia numa relação destas? E as explicações para escolhermos alguém são muitas: às vezes, fazêmo-lo consoante a nossa experiência de infância. &quot;Há quem tenha tendência a um padrão de escolhas amorosas ligado a experiências passadas com os pais&quot;, explica Fernando Mesquita. &quot;A pessoa pode querer contrariar tudo o que viu e procurar algo totalmente diferente, ou, pelo contrário, concluir que violência é amor.&quot;</div><div>Faz sentido: repetimos o padrão que conhecemos, mesmo disfuncional, porque é aquilo que conhecemos. Por outro lado, nem todas as mulheres apanhadas nas teias dos 'maus rapazes' vêm de famílias disfuncionais. &quot;Há pessoas com pais saudáveis que caem em relações que não as fazem felizes, porque, infelizmente, muitos dos tóxicos são pessoas fascinantes&quot;, diz Fernando Mesquita.</div><div>Por outro lado, o desespero torna-nos vulneráveis. Estamos em tempos de baixa autoestima, em que, apesar de todas as redes sociais, pode ser mais difícil conhecer alguém, e quando se está sedento de amor e carinho é mais fácil cair em qualquer 'canção do bandido'. </div><div>&quot;Houve uma altura em que me apareciam muitas mulheres desesperadas porque estavam a chegar aos 40 e não conseguiam encontrar ninguém&quot;, conta Fernando Mesquita. &quot;E não há nada pior que o desespero para começar uma relação: é como ir às compras com fome, só compramos 'lixo'. Qualquer pessoa desesperada se agarra a qualquer bocadinho de atenção e sujeita-se a más relações. Mas ter alguém para apresentar à família ou com quem ter filhos é um sonho poderoso.&quot;</div><div>FIQUE ATENTA AOS PRIMEIROS SINAIS</div><div>Além de trabalhar a autoestima, construir uma sólida rede de amigos e perceber que não tem de estar numa relação para ser feliz, o principal conselho é mesmo estar atenta aos primeiros sinais de alguém tóxico: se a pessoa é demasiado encantadora mas depois se transforma, se quer controlá-la, se a afasta dos seus amigos, se começa a criticá-la... &quot;Esteja atenta aos sinais que vão surgindo, saiba que não podemos mudar ninguém, por isso não entre numa relação se houver sinais de que aquela pessoa não é a indicada para si&quot;, explica Fernando Mesquita.</div><div>Claro que nós não temos nenhum raio-X para os reconhecer à primeira vista, e, como já vimos, até as pessoas mais avisadas podem cair na teia. &quot;O que acontece muitas vezes é a nossa intuição dizer-nos que aquela pessoa não é indicada para nós, mas a paixão cega-nos e põe o GPS da intuição de lado. Mas não há leis: às vezes, a nossa intuição está errada. O meu conselho é arriscar e depois ponderar se queremos permanecer na relação. Os manipuladores funcionam assim: começam a enredar-nos em atenções e encanto, e quando a pessoa já está completamente dependente minam a nossa autoestima e a nossa rede social. Numa terceira fase, se o manipulador sente que a pessoa já não lhe dá o que ele quer, parte em busca de uma próxima vítima.&quot;</div><div>OS 'TÓXICOS' NÃO SÃO TODOS IGUAIS</div><div>Às vezes, o que é muito tóxico para mim pode não ser para outra pessoa. &quot;Por exemplo, há quem ache insuportável um menino da mamã e quem o suporte&quot;, explica Fernando Mesquita. &quot;Mas os manipuladores são muito perigosos, porque nos deixam a autoestima de rastos e nos tornam totalmente dependentes. Depois há os ‘só amigos’, que nunca desenvolvem uma relação, e os ‘fantasmas digitais’, que encontramos na net e depois desaparecem sem deixar qualquer contacto.</div><div>O que é que torna alguém numa pessoa tóxica para o resto da Humanidade? Nasce-se já 'tóxico' ou torna-se 'tóxico'? &quot;Há questões ligadas à educação, depois há mitos como ‘amar é sofrer’, experiências amorosas por que vamos passando e nos transformam, tornando-nos mais inseguros e mais alerta.&quot;  Há quem defenda que não podemos mudar a nossa personalidade amorosa, tal como não conseguimos mudar a cor dos olhos, mas a ideia é que tudo na vida nos transforma e nos molda.&quot; E, portanto, podemos acreditar que esta pessoa é assim comigo mas pode não o ser com outra. Isto acontece muito, as pessoas ‘alimentarem’ os defeitos uma da outra.&quot;</div><div>O ciumento é um dos 'tóxicos' mais comuns e mais devastadores. Mas nem todo o ciúme é considerado tóxico, e haver algum é normal em todas as relações. &quot;O problema é quando se torna patológico, ou seja, quando, contra todas as evidências de que o nosso medo não é real, insistimos naquilo que tememos e criamos ali um ‘complot’ e uma ficção em que acreditamos&quot;, explica Fernando Mesquita.</div><div>SAIR DE UMA RELAÇÃO QUE NÃO NOS FAZ FELIZ</div><div>Agora, que já passámos algum tempo com aquela pessoa e que finalmente descobrimos que não nos faz bem, devia ser fácil abandonar a relação. Não é. E também aqui as razões podem ser muitas: &quot;Há pessoas emocionalmente dependentes, com baixa autoestima, e as pequenas migalhas de amor que recebem parecem-lhes um manjar&quot;, adianta Fernando Mesquita.</div><div>E muitas vezes acontece isto: uma relação de ‘migalhas’ torna-se viciante, porque estamos sempre à espera do próximo minúsculo ato de amor. &quot;Ou seja, quando não existe um reforço contínuo, como na experiência de Pavlov, o cão saliva muito mais. No amor acontece a mesma coisa. A adrenalina é viciante, e uma relação onde existem este picos é muito mais viciante do que uma relação de duas pessoas acomodadas.&quot;</div><div>Outras vezes pensamos, ‘se já estive cinco anos com esta pessoa, não vou deitar tudo para o lixo’, ou ‘mais vale isto que nada’, ou ‘depois não vou conseguir encontrar alguém’. &quot;Mas eu nunca digo a ninguém 'deve abandonar esta relação'. &quot;O que o terapeuta faz é trabalhar a autoestima e os apoios sociais da pessoa, ou seja, torná-la menos dependente do 'tóxico' para que perceba que não está sozinha. O problema é que ela acha que não tem mais nada além dele e isso vai torná-la a ela própria tóxica, porque espera tudo da outra pessoa, e ninguém pode dar tudo. Tornamo-nos mais frágeis mas também mais exigentes.&quot;</div><div>COMO SE DESENREDAR</div><div>E então, sair ou ficar? &quot;Deve refletir sobre a sua situação, se acha que faz sentido permanecer ou se do outro lado há espaço para alguma mudança&quot;, conta Fernando Mesquita. &quot;Porque nem todas estas personalidades são estanques, e às vezes aquilo que somos com uma pessoa não somos, ou não somos tanto, com outras.&quot;</div><div>Portanto, se já estiver enredada na teia, o conselho do psicólogo é este: &quot;Tenha uma conversa sincera com o parceiro, ponha o assunto em cima da mesa, e se acharem importante, procurem ajuda. Se o outro não se mostrar disponível, questionar se queremos permanecer numa relação deste tipo.&quot;</div><div>E uma coisa é ajudar-se a si, outra ajudar os outros. Às vezes temos uma amiga entalada numa relação destas e não sabemos como ajudá-la. &quot;Comece por arranjar estratégias para que ela tenha uma rede social: leve-a para o ginásio, para jantares de amigos&quot;, aconselha Fernando Mesquita. &quot;Mas não adianta dizer-lhe duas coisas: ele não é a pessoa indicada para ti (porque ela já sabe) e dizer-lhe o que fazer. Só estaremos a criar ainda mais sofrimento. É como alguém que está deprimido: essa pessoa não precisa que lhe digam ‘sai disso’. Isso só vai culpabilizá-lo mais. O que podemos fazer é estar lá para ele, e dar-lhe estratégias para que ele consiga lidar com a situação, se assim o desejar.&quot;</div><div>Fonte: <a href="https://activa.sapo.pt/sexo/2019-07-02-Guia-para-se-libertar-de-uma-relacao-toxica">Revista ATIVA</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Convite</title><description><![CDATA[É com imenso gosto que lhe envio este convite.Posso contar com a sua presença?<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_785292f616c4451aba3d3dfef1047c8d%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_326/dc6463_785292f616c4451aba3d3dfef1047c8d%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Fernando Mesquita</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2019/06/04/Convite</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2019/06/04/Convite</guid><pubDate>Tue, 04 Jun 2019 12:16:47 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>É com imenso gosto que lhe envio este convite.</div><div>Posso contar com a sua presença?</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_785292f616c4451aba3d3dfef1047c8d~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>13 formas de identificar um desesperado por relações amorosas</title><description><![CDATA[Liberte-se das relações tóxicas. Esta é a recomendação – e, ao mesmo tempo, ponto de partida – do psicólogo e sexólogo Fernando Mesquita no livro Deuses Caídos, onde mostra, em mais de 200 páginas, os vários tipos de personalidades que podem compor uma relação. Como as identificar e como lidar com elas são apenas algumas pistas deixadas pelo autor e especialista que marcou também presença no formato da SIC, Casados à Primeira Vista.“Apresentam-se como autênticos deuses. Aos nossos olhos não têm<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_0144fad4b5334e7ca3536bff9bdcf7a4%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>JOANA CABRITA, DELAS</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2019/01/26/13-formas-de-identificar-um-desesperado-por-rela%C3%A7%C3%B5es-amorosas</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2019/01/26/13-formas-de-identificar-um-desesperado-por-rela%C3%A7%C3%B5es-amorosas</guid><pubDate>Sat, 26 Jan 2019 23:59:55 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_0144fad4b5334e7ca3536bff9bdcf7a4~mv2.jpg"/><div>Liberte-se das relações tóxicas. Esta é a recomendação – e, ao mesmo tempo, ponto de partida – do psicólogo e sexólogo Fernando Mesquita no livro Deuses Caídos, onde mostra, em mais de 200 páginas, os vários tipos de personalidades que podem compor uma relação. Como as identificar e como lidar com elas são apenas algumas pistas deixadas pelo autor e especialista que marcou também presença no formato da SIC, Casados à Primeira Vista.</div><div>“Apresentam-se como autênticos deuses. Aos nossos olhos não têm defeitos. Fazem-nos acreditar que são especiais, e isso leva-nos a sonhar com uma vida a seu lado. Porém, com o passar do tempo, começamos a ver o seu verdadeiro ADN! Pouco a pouco, encontramos um defeito… e depois outro… e outro”, podemos ler na contracapa de Deuses Caídos, uma obra editada pela editora Chá das Cinco. O livro será apresentado dia 22 de janeiro, segunda-feira, pela atriz e apresentadora Diana Chaves.</div><div>Fernando Mesquita identifica vários tipos de relações tóxicas numa relação, desde os desesperados por uma relação amorosa até aos acumuladores de conquista amorosas ou os meninos da mamã. Será que sabe reconhecer se tem a seu lado algum destes amantes?</div><div>O que são, afinal, os desesperados por relações amorosas?</div><div>Este tipo de pessoa acredita que a vida não tem sentido sem “alguém ao seu lado”. Por isso, apaixonam-se facilmente e sempre que alguém lhes dedica um pouco mais de atenção, investem “imenso tempo e energia a construir ‘castelos de areia’ com possíveis romances”, afirma o psicólogo no seu livro.</div><div>A maioria dos desesperados por relações amorosas são, na verdade, mulheres. Mulheres entre os 35 e os 45 anos que se vêm sem ninguém para “partilhar a vida”. No caso dos homens, isto acontece normalmente quando chegam aos 50 anos. Pode acontecer também o caso de existirem pessoas que se dedicaram tanto tempo a algo, como os estudos ou o trabalho, em detrimento de relações sociais e amorosas, que acabaram por ficar desesperadas por contacto e amor.</div><div>Percorra a galeria de imagens e veja as 13 características mais comuns que os desesperados por relações amorosas tendem a apresentar. E se vir que está com uma pessoa destas a seu lado, não pense que não precisa de fazer nada pela relação, aconselha o psicólogo. Estas pessoas dão muito à relação mas também exigem bastante aos seus parceiros.</div><div><a href="https://www.delas.pt/13-formas-de-identificar-um-desesperado-por-relacoes-amorosas/?fbclid=IwAR3oGWvepy5sewCmBV6WEY-FfRivNFjtOsDNV_eh24S4R-21RXpYnM7p8gQ">Veja tudo aqui</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Personalidades Amorosas desvendadas</title><description><![CDATA[O psicólogo clínico e sexólogo, Fernando Mesquita, faz um raio-x das pessoas numa relação amorosa no seu livro mais recente. Em “Deuses Caídos”, o autor identifica vários defeitos generalizados nas pessoas, que no início de uma relação amorosa se apresentam como «autênticos deuses».Com efeito, são algumas as linhas de comportamento que acabam por moldar as diferentes personalidades amorosas que Fernando Mesquita aponta. Desde a acomodada à acumuladora de conquistas amorosas, não esquecendo a<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_cd6dbe97d40d4252ad3a66465ef5be91%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_359/dc6463_cd6dbe97d40d4252ad3a66465ef5be91%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Forever Young</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2019/01/10/Personalidades-Amorosas-desvendadas</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2019/01/10/Personalidades-Amorosas-desvendadas</guid><pubDate>Thu, 10 Jan 2019 14:54:12 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_cd6dbe97d40d4252ad3a66465ef5be91~mv2.jpg"/><div>O psicólogo clínico e sexólogo, Fernando Mesquita, faz um raio-x das pessoas numa relação amorosa no seu livro mais recente. Em “Deuses Caídos”, o autor identifica vários defeitos generalizados nas pessoas, que no início de uma relação amorosa se apresentam como «autênticos deuses».</div><div>Com efeito, são algumas as linhas de comportamento que acabam por moldar as diferentes personalidades amorosas que Fernando Mesquita aponta. Desde a acomodada à acumuladora de conquistas amorosas, não esquecendo a ciumenta patológica, manipuladora, mimada, narcisista ou viciada em sexo, ainda são muitas as personalidades que podem «fazer da vida um inferno».</div><div>O mestre em sexologia clínica revela, na obra, como todos têm a condição de mortal e ninguém é um deus, como inicialmente se idealiza. Ao mesmo tempo, Fernando Mesquita faz o leitor proteger-se de cada uma das personalidades amorosas e pensar se será um “deus caído” sem o saber.</div><div>Fernando Mesquita é, ainda, sexologista pela American Board of Sexology, terapeuta sexual pela Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica (SPSC) e mais conhecido do público pelas suas aparições em diversas rubricas de programas de televisão, revistas e jornais nacionais, na capacidade de psicólogo/sexólogo. É, também, o coautor do livro “SOS Manipuladores” e autor de “Aprender a A.M.A.R.”.</div><div>Editora: Saída de Emergência</div><div>Fonte Original: <a href="https://foreveryoung.sapo.pt/deuses-caidos-fernando-mesquita/">Forever Young</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Parceiros &quot;Sabonete&quot;</title><description><![CDATA[CONHECE ALGUM?<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_ecc6a595ea6d4bf1a1258df64d10fa59%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_354/dc6463_ecc6a595ea6d4bf1a1258df64d10fa59%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Fernando Mesquita</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/12/29/Parceiros-Sabonete</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/12/29/Parceiros-Sabonete</guid><pubDate>Sat, 29 Dec 2018 23:03:58 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>CONHECE ALGUM?</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_ecc6a595ea6d4bf1a1258df64d10fa59~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>E quando é ele que não quer ter sexo?</title><description><![CDATA[Os preconceitos dizem que quando não há sexo num casal heterossexual é porque "ela não quer". Mas a verdade é que o desejo dos homens não sobrevive a tudo. Tentámos descobrir porquê.“Tive praticamente de implorar para que o meu marido fizesse amor comigo na nossa noite de núpcias”. O relato é de uma mulher anónima, de 31 anos, que escreveu diretamente da África do Sul ao The Guardian a contar os problemas que enfrenta num casamento sem sexo. À semelhança dela, muitos outros leitores sentiram<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_3cce41dd2bf40865aced9e07df5ad7fc.jpg/v1/fill/w_545%2Ch_363/dc6463_3cce41dd2bf40865aced9e07df5ad7fc.jpg"/>]]></description><dc:creator>Ana Cristina Marques, Observador</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/07/22/E-quando-%C3%A9-ele-que-n%C3%A3o-quer-ter-sexo</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/07/22/E-quando-%C3%A9-ele-que-n%C3%A3o-quer-ter-sexo</guid><pubDate>Sun, 22 Jul 2018 00:26:37 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_3cce41dd2bf40865aced9e07df5ad7fc.jpg"/><div>Os preconceitos dizem que quando não há sexo num casal heterossexual é porque </div><div>&quot;ela não quer&quot;. Mas a verdade é que o desejo dos homens não sobrevive a tudo. </div><div>Tentámos descobrir porquê.</div><div>“Tive praticamente de implorar para que o meu marido fizesse amor comigo na nossa noite de núpcias”. O relato é de uma mulher anónima, de 31 anos, que escreveu diretamente da África do Sul ao The Guardian a contar os problemas que enfrenta num casamento sem sexo. À semelhança dela, muitos outros leitores sentiram necessidade de desabafar e trocar dois dedos de conversa com o jornal britânico, que dias antes publicara um artigo com dicas para melhorar a relação sexual dos casais. </div><div>A falta de sexo não é uma tema novo, mas é seguramente pouco debatido quando se invertem os papéis: e se, ao contrário do que estamos habituados a ler, ouvir e dizer, for o homem que não tem apetite sexual?</div><div>Ultrapassados os três anos de namoro, a rotina instalou-se na relação de A.*. A frequência do sexo foi diminuindo progressivamente, até que a ausência total de intimidade protagonizou os últimos dois meses do namoro. “Ele preferia de manhã. Eu preferia à noite e, a essa hora, ele dizia sempre que tinha sono, que no dia seguinte acordava cedo”, recorda ao Observador. A. levou tantas “tampas” que pura e simplesmente deixou de tentar, reduzindo-se a ser alguém “que estava ali para quando ele finalmente tivesse vontade”. O casal perdeu a espontaneidade e, mais ainda do que a falta de sexo, foi isso que ditou o fim. “Os problemas no trabalho, os pais, a inspeção do carro e as mais pequenas coisas eram suficientes para o deitar abaixo, deixando-o num canto onde eu não entrava, mesmo que estivesse toda nua”.</div><div>&quot;A ideia de que o homem está sempre disponível é um mito </div><div>que ainda está muito presente na sociedade.&quot;</div><div>Fernando Mesquita, sexólogo</div><div>O homem está sempre predisposto, vontade nunca lhe falta e é quase sempre ele a iniciar o contacto. As ideias preconcebidas são muitas e estão enraizadas numa sociedade patriarcal que está pouco habituada a discutir o sexo, ou a falta dele, embora o use como ferramenta de marketing para vender os mais variados produtos.</div><div>Se num passado não tão remoto quanto isso se pensava que a eventual falta de desejo era específica das mulheres, atualmente, as coisas estão mais equilibradas. Cada vez mais homens procuram ajuda e não é de todo incomum ver mulheres a dar o primeiro passo nesse sentido, mesmo quando o sintoma está do lado deles, assegura Fernando Mesquita, terapeuta em sexologia, que recebe muitos casais “nessas condições”. “A ideia de que o homem está sempre disponível é um mito que ainda está muito presente na sociedade.” Na mentalidade deles existe um grande constrangimento e frustração de cada vez que o desejo sexual não é “normativo”, esclarece o especialista.</div><div>Stress, depressão, disfunção erétil, falta de testosterona, trauma e até pornografia são fatores que podem contribuir para uma menor disposição sexual entre os homens. Quando não se trata de um problema de saúde, é a cabeça que comanda o desejo sexual, como já antes escreveu o Observador.</div><div>S.* vivia junta há dois anos com o namorado quando o sexo começou a rarear. Sentada à mesa de um café lisboeta, recorda ao Observador com alguma exatidão as vezes que se sentiu rejeitada, quando tentava trocar intimidades com o parceiro e ele reprimia-se, afastando-a. “De cada vez que íamos dormir ou estávamos deitados no sofá, eu começava a acariciá-lo e, quando chegava às partes íntimas, ele afastava as minhas mãos. Isso deixava-me sempre triste e frustrada.” Nos últimos seis meses da relação não houve sexo. S. refugiava-se na pornografia que via à porta fechada e satisfazia-se a si própria. Anos depois de a relação ter chegado ao fim, consegue perceber os motivos da diminuição sexual do então namorado: “A relação sexual nunca foi muito fácil. Ele perdeu a virgindade comigo aos 28 anos. No início não era um problema de rejeição, antes de performance, mas com o passar do tempo o sexo não evoluiu. Acho que o cansaço, o stress do trabalho, a autoestima e a influência negativa da família contribuíram para que tudo isto acontecesse”.</div><div>&quot;De cada vez que íamos dormir ou estávamos deitados no sofá, eu começava a acariciá-lo e, quando chegava às partes íntimas, ele afastava as minhas mãos. Isso deixava-me sempre triste e frustrada.&quot;</div><div>S., testemunho anónimo</div><div>“Eu não sou como os outros. Os outros são super-heróis na cama”</div><div>A falta de desejo sexual pode corresponder ao Transtorno do Desejo Sexual Masculino Hipoativo. No DSM-5 (Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais), encontra-se a seguinte definição: “Pensamentos ou fantasias sexuais/eróticas e desejo para atividade sexual deficientes (ou ausentes) de forma persistente ou recorrente”, sendo que os sintomas definidos persistem por um período mínimo de aproximadamente seis meses. De acordo com este manual, cerca de 6% dos homens mais jovens, com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos, e 41% dos homens mais velhos, entre 66 e 74 anos, têm problemas ao nível do desejo sexual. No entanto, “a falta de interesse persistente pelo sexo, com duração de seis meses ou mais, afeta apenas uma pequena proporção de homens com idades entre 16 e 44 anos (1,8%).”</div><div>Isto não é uma questão de género, diz Marta Crawford ao Observador, para explicar que a falta de desejo sexual nos homens manifesta-se de forma semelhante à falta de vontade das mulheres. A conhecida sexóloga reitera a noção de uma sociedade hiperssexualizada, que promove a ideia errada de uma “potência sexual masculina”. Muitas vezes, acontece o homem não estar disponível por motivos relacionados com a vida profissional, com a vida interior ou com a própria relação a dois.</div><div>Num artigo de 2016 da BBC, lê-se que durante décadas persistiu a ideia de que os homens têm mais desejo sexual do que as mulheres — até porque existem vários estudos que confirmam esta descoberta. O artigo continua, citando “evidências mais recentes”, que sugerem que asdiferenças entre os géneros podem ser “mais subtis ou até mesmo não existentes”, dependendo de como definimos e tentamos medir o desejo. Há estudos — tal como este — que referem que os homens são tão prováveis quanto as mulheres de ser o membro do casal com menos desejo sexual. Investigações há muitas, mas, ainda assim, as sugestões assinaladas dão que pensar.</div><div>&quot;O homem é logo avaliado pela sua ereção. A ereção é o sinal para a outra pessoa de que ele está disponível, antes de estar junto o homem já está a ser avaliado. Nesse aspeto, existe uma maior pressão sobre os homens do que sobre as mulheres — é mais difícil perceber a disponibilidade das mulheres.&quot;</div><div>Marta Crawford, sexóloga</div><div>“Eu não sou como os outros, os outros são super-heróis na cama”, exemplifica Crawford. Quando um homem se compara com os outros, diz a sexóloga, identifica-se como sendo diferente porque não está sempre disponível para o sexo. “O homem é logo avaliado pela sua ereção. A ereção é o sinal para a outra pessoa de que ele está disponível. Antes de estar junto com alguém, o homem já está a ser avaliado. Nesse aspeto, existe uma maior pressão sobre os homens do que sobre as mulheres — é mais difícil perceber a disponibilidade das mulheres”, continua. À semelhança do que disse numa entrevista de vida ao Observador, Crawford insiste que tanto homens como mulheres continuam a achar que o sexo é apenas penetração, e salienta: “O homem pode ter sexo extraordinário sem ereção. A sexualidade é muito mais abrangente”.</div><div>Quando existe persistência de sintomas, talvez o melhor seja fazer um despiste médico. Crawford enuncia alguns motivos mais abrangentes que possam ser responsáveis pela diminuição de desejo:</div><div>alteração ao nível da testosterona;problemas neurológicos (como hipertiroidismo ou diabetes);psicopatologias, como depressão ou perturbações de ansiedade — “Quando um homem está deprimido, deprime em todos os sentidos”;medicação, uma vez que existem fármacos “que podem ter efeitos colaterais sobre a libido”;stress;autoimagem negativa — “Um homem que não se sente interessante ou bonito pode acionar mecanismos de defesa”;valores negativos em relação à sua própria sexualidade — “O não sentir-se capaz e ter receio de falhar pode fazer com que a pessoa evite o estímulo sexual porque não se sente competente e não gosta de se sentir avaliado”;disfunção erétil;ejaculação precoce;medo de contrair doenças sexualmente transmissíveis — “Certo que já houve momentos da nossa história em que o motivo para ter medo era muito maior do que é agora, mas ainda há pessoas muito receosas da sua saúde”;problemas relacionais, como degradação da imagem do parceiro, alteração dos afetos ou hostilidade na relação;trauma, físico ou psicológico, embora isso seja difícil de definir — “Imaginemos uma relação durante a qual foram vividos momentos traumáticos. Após o divórcio, e com o retomar da vida amorosa, pode existir dificuldade em relacionar-se com um novo parceiro/a. Mas também há traumas da infância e da adolescência, relacionados com o próprio desenvolvimento sexual, com a forma como lidamos com o corpo, etc. Há situações em que as pessoas ficam a pensar nos problemas durante anos sem nunca perguntar”;pornografia — “Não é bem uma diminuição de desejo sexual em si. A resposta sexual está intacta, mas a forma de realização sexual exclui a parceira. Pornografia não é realidade, é ficção”.</div><div>A estes pontos, Fernando Mesquita acrescenta a possibilidade de existir uma terceira pessoa ou, então, a experiência alargada da parceira/o como algo intimidante.</div><div>A discrepância do desejo sexual no casal, quando um tem mais vontade do que o outro, não é suficiente para diagnosticar o transtorno. A falta de desejo pode não ser mais do que expectativas desfasadas, alertava Patrícia Pascoal, responsável pela Consulta de Sexologia da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, num artigo do Observador datado de 2015. Quando isso acontece numa relação, instala-se o desequilíbrio. Nestes casos a terapia sexual conjugal pode ser uma ajuda válida.</div><div>“Não temos sempre o mesmo desejo”, alerta Marta Crawford. “O desejo vai-se alterando ao longo da vida. Só existe um problema quando a outra pessoa da relação sente que algo se alterou e identifique uma situação prolongada que cause mau-estar ao casal.</div><div>Muitos casais preocupam-se em saber qual a média “ideal” de relações sexuais por semana ou por mês, como se fosse preciso preencher uma quota. Fernando Mesquita faz questão de sublinhar que “não existe um número ideal, mas sim um número satisfatório para os dois”. O problema é precisamente quando existe uma diferença em termos de vontade. E quanto mais cedo se identificar o problema, melhor.</div><div>Carreira, família e amor. O desejo não sobrevive a tudo isto</div><div>Ana Alexandra Carvalheira, psicoterapeuta, sexóloga e investigadora no ISPA – Instituto Universitário, liderou um estudo em três países com vista a analisar os motivos por detrás pela falta de interesse sexual nos homens heterossexuais. O estudo publicado no Journal of Sexual Medicine teve por base um inquérito online feito a 5.255 homens com idades compreendidas entre os 18 e os 75 anos, oriundos de Portugal, da Croácia e da Noruega. A falta de interesse sexual prevalente por dois meses (pelo menos) foi relatada por 14,4% dos participantes, sendo que a associação mais recorrente foi a disfunção erétil (48,7%). A perda de desejo verificada foi maior na Noruega (22%) e menor em Portugal (10%).</div><div>“Homens com baixos níveis de confiança na função erétil, sem atração pela parceira e em relações de longa duração eram mais propensos a experimentar falta de desejo sexual do que os homens com elevados níveis de confiança, que se sentiam atraídos pelas parceiras e em relações de curto prazo”, lê-se no estudo disponibilizado ao Observador pela investigadora portuguesa.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_f1070f6219c4485481eb1a9ddbeaa850~mv2.jpg"/><div>&quot;Até então sempre considerámos que o desejo sexual masculino, quando comparado com o das mulheres, era mais sólido, quase inquestionável, o que não é verdade.&quot;</div><div>Ana Alexandra Carvalho, sexóloga e investigadora no ISPA - Instituto de Lisboa</div><div>O stress profissional foi o motivo mais vezes relatado associado à falta de vontade sexual. As conclusões do estudo referem que a falta de desejo sexual entre os homens heterossexuais está associada a variáveis intrapessoais (como a confiança na função erétil), interpessoais (duração da relação, atração do parceiro) e socioculturais. No estudo também se determina que a falta de desejo sexual tem sido mais estudada nas mulheres em detrimento dos homens. </div><div>Ao Observador, a investigadora portuguesa explica que decidiu avançar com o estudo citado porque não raras vezes chegam-lhe ao consultório homens na casa dos 30 anos que relatam diminuição do desejo sexual. “Até então sempre considerámos que o desejo sexual masculino, quando comparado com o das mulheres, era mais sólido, quase inquestionável, o que não é verdade”, aponta Ana Alexandra Carvalheira, que explica que o desejo masculino é tão afetado quanto o feminino.</div><div>O estudo que liderou revela que a perda de desejo nos homens entre os 30 e os 40 anos está em grande parte relacionada com o investimento e a ascensão na carreira. “O stress profissional é um fenómeno dos tempos modernos”, diz, fazendo referência a uma sociedade que pressiona para nos realizarmos em todas as esferas da vida — da exigência de formação contínua à dimensão social, passando pelas pressões cultural, familiar, amorosa e ainda sexual. “O desejo não sobrevive a isto tudo.” A afirmação leva a crer que as gerações anteriores, que não enfrentaram este tipo de pressões, terão sido menos afetadas, com um desejo sexual particularmente mais estável. “A vida moderna está a afetar o desejo sexual dos homens. Há três razões que os homens apontam para esta diminuição: stress profissional, cansaço e fatores relacionais.”</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_96198cb1189e46c5b62627ae935ca77e~mv2.jpg"/><div>Outro fenómeno dos tempos modernos, refere a investigadora, é a pornografia: “Há homens entre os 30 e os 40 anos com perda de desejo sexual porque mantêm um padrão de sexualidade a solo com o consumo de pornografia”. Ana Alexandra Carvalheira fala de uma sexualidade sem investimento erótico, solitária, fácil e rápida. “O homem acaba por utilizar o sexo como um escape para lidar com o stress.” </div><div>“Há casos de homens que procuram ajuda sozinhos por terem falta de desejo pela parceira ou pelo parceiro, estão mais direcionados para o uso da pornografia, para a masturbação”, diz também o terapeuta sexual Fernando Mesquita. A pornografia passa a ser um problema quando os homens preferem-na à interação sexual. “Às vezes, essa preferência é clara mas não é feita de forma consciente.”</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_08afee4c16264824b244d80dc74caf8f~mv2.jpg"/><div>Pornografia foi precisamente o problema que P.* teve de enfrentar. Depois de alguns encontros com o rapaz que conheceu no Tinder, finalmente ouviu a confissão de que há muito esperava: a falta de ereção era consequência do vício na pornografia. P. ainda ponderou se ele seria gay, mas as vezes que foi sexualmente recusada estavam apenas relacionadas com a ideia mais extrema que ele tinha do sexo. “Ele queria mais do que o sexo pela via tradicional. Cheguei a ser recusada e achar que não era atraente o suficiente”, conta ao Observador. P. sentia-se frustrada quando tentava fazer sexo oral e nada funcionava. “Era muito difícil estimulá-lo.”</div><div>&quot;Aos homens foi transmitido que uma boa performance sexual é fundamental para a masculinidade. As mulheres tiveram uma socialização mais repressiva. Agora estamos a caminhar para um meio-termo.&quot;</div><div>Ana Alexandra Carvalheira, sexóloga e investigadora</div><div>O desejo sexual dos homens não é tão flutuante como o das mulheres, já que o desejo das mulheres varia em função do ciclo menstrual e do próprio ciclo de vida, como a gravidez ou a menopausa, diz ainda Ana Alexandra Carvalheira. Mas a investigadora faz um alerta: o desejo masculino não é nenhum super-herói. “Pode ser normal um homem fazer sexo menos vezes porque está cansado ou porque teve um dia difícil e, quando aterra no sofá, só quer é dormir. Mas também é verdade que os homens, mais do que as mulheres, usam o sexo para aliviar o stress. Já as mulheres não pensam assim”, acrescenta. “Aos homens foi transmitido que uma boa performance sexual é fundamental para a masculinidade. As mulheres tiveram uma socialização mais repressiva. Agora estamos a caminhar para um meio-termo.”</div><div>Tabu: os homens que não conversam entre si</div><div>“Os homens não falam entre si. Falam sobre o número de parceiras/os que tiveram, mas jamais comentam que perderam o desejo sexual ou a ereção”, destaca Ana Alexandra Carvalheira. Fanfarronices em detrimento das fragilidades, porque uma coisa é comentar experiências sexuais caricatas e/ou interessantes, outra é desabafar receios. “Eles não partilham porque são capazes de se sentir diferentes do que é mainstream”, tenta esclarecer Marta Crawford. “Em regra, os homens são menos participativos do que as mulheres.”</div><div>Em março de 2015, um artigo da publicação The Bustle dava destaque à iniciativa do Reddit, que procurou saber o quanto os homens realmente falam com os amigos sobre as respetivas vidas sexuais. A “cruzada” do Reddit não pode ser equiparada a um estudo rigoroso, de âmbito académico, mas não deixa de ser curioso analisar as respostas dadas: ao contrário do que possamos pensar, os homens podem não falar assim tanto de sexo. Exemplo disso é a resposta dada por de um homem com mais de 50 anos, que escreve que o cenário típico do nosso imaginário — “os homens a falar sobre sexo nos balneários” — “é capaz de ser o mito mais impreciso sobre a sexualidade masculina e as relações masculinas”.</div><div>Há homens que, numa fase inicial, tentam lidar com a situação em mãos sozinhos, assumem que o problema é deles e, por isso, tentam não envolver a parceira. O retrato é feito por Fernando Mesquita, com base na experiência em consultório. O terapeuta refere que os homens responsabilizam-se muito e sentem vergonha. “Acho que é uma questão cultural. O assumir que existe dificuldade é um risco para a masculinidade.”</div><div>&quot;Parece que o sexo está disponível para quem quiser saber e perguntar, mas, por outro, é fundamental que a sexualidade seja conversada, mastigada e esclarecida.&quot;</div><div>Marta Crawford, sexóloga</div><div>Crawford salienta que sempre houve tabu relativamente ao sexo, mas que atualmente existe uma nova dinâmica: “O sexo está em todo o lado e toda a gente sabe procurar por respostas. Supostamente estamos todos muito esclarecidos, mas isso não é verdade. As informações que encontramos na internet são muito díspares e nem sempre os sites que as tratam são sérios. Por um lado, parece que o sexo está disponível para quem quiser saber e perguntar, mas, por outro, é fundamental que a sexualidade seja conversada, mastigada e esclarecida”.</div><div>Pessoas assexuais: quando o desejo não faz mesmo falta</div><div>Falar de desejo sexual é coisa que não se aplica de todo quando em causa estão pessoas assexuais. A definição de pessoa assexual refere-se a alguém “que não sente atração sexual pelo outro, independentemente do género“, explica ao Observador a antropóloga e a investigadora Rita Alcaire, que se encontra a desenvolver um doutoramento na Universidade de Coimbra voltado para a assexualidade e para os Direitos Humanos. As pessoas assexuais podem ter libido e masturbar-se, diz, porque “em termos fisiológicos, tudo funciona”. A diferença está na falta de vontade para ter relações sexuais. Ainda assim, toques e conversas íntimas são passíveis de acontecer.</div><div>Para o seu projeto de doutoramento, intitulado “The asexual revolution: discussing human rights in Portugal through the lens of asexuality”, Rita Alcaire entrevistou várias pessoas que se identificam como assexuais. Algumas delas tinham práticas masturbatórias — algo tido como mais “instrumental” e não ligado a fantasias sexuais.</div><div>Na demanda por testemunhos, Rita Alcaire pensou que ia encontrar mais mulheres do que homens. “Culturalmente, prevê-se que as mulheres não tenham tanto desejo como os homens. Pensava que ia encontrar mais mulheres disponíveis para falar comigo. A ideia caiu por terra. A diferença não foi significativa para se poder dizer que os homens têm mais interesse por sexo do que as mulheres.” Curiosamente, uma das entrevistadas da investigadora era bissexual e admitiu sentir mais compreensão por parte dos homens do que das mulheres nas vezes em que não queria ter sexo. “Esta pessoa sentia-se romanticamente ligada a ambos os sexos, mas não sentia atração sexual. Não queria sexo nas relações, mas a frequência era negociada.” Evitemos confusões, se possível: “Pessoas assexuais não são pessoas que obrigatoriamente não têm sexo. Depende do que é negociado em casal.”</div><div>Não é possível determinar quantas pessoas assexuais existem em Portugal, país onde o conceito “é largamente desconhecido”. A maioria dos estudos internacionais não são específicos para a população assexual, diz a investigadora. Só muito recentemente é que aquela que é considerada a maior comunidade do mundo realizou um censo para a população assexual — o processo começou há dois anos e ainda não está concluído.</div><div>* Estas pessoas entrevistas pelo Observador não quiseram ser identificadas</div><div>Fonte original: <a href="https://observador.pt/especiais/e-quando-e-ele-que-nao-quer-ter-sexo/">Observador</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>DIFICULDADES SEXUAIS?</title><description><![CDATA[Está a sentir dificuldades sexuais? Descubra o que poderá estar a afetar a sua vida sexual. Aqui fica uma lista com 10 prováveis causas das Disfunções Sexuais. Seja qual for a causa, encare o problema e procure resolvê-lo!1) PROBLEMAS DE SAÚDE EM GERAL – Algumas condições médicas (tais como, Diabetes, Colesterol e Hipertensão), bem como certas alterações hormonais (por exemplo, uma diminuição da produção de Testosterona), podem afetar a funcionalidade sexual. Muitas vezes, as dificuldades<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_02dcb87f5d3846ffabca8313efcffdaa%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_482/dc6463_02dcb87f5d3846ffabca8313efcffdaa%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Fernando Mesquita</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/06/22/DIFICULDADES-SEXUAIS</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/06/22/DIFICULDADES-SEXUAIS</guid><pubDate>Fri, 22 Jun 2018 13:00:40 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_02dcb87f5d3846ffabca8313efcffdaa~mv2.jpg"/><div>Está a sentir dificuldades sexuais? </div><div>Descubra o que poderá estar a afetar a sua vida sexual. </div><div>Aqui fica uma lista com 10 prováveis causas das Disfunções Sexuais. Seja qual for a causa, encare o problema e procure resolvê-lo!</div><div>1) PROBLEMAS DE SAÚDE EM GERAL – Algumas condições médicas (tais como, Diabetes, Colesterol e Hipertensão), bem como certas alterações hormonais (por exemplo, uma diminuição da produção de Testosterona), podem afetar a funcionalidade sexual. Muitas vezes, as dificuldades sexuais são o primeiro sinal de que existe um problema de saúde. Por isso, perante uma dificuldade sexual, é muito importante procurar ajuda médica o mais breve possível.</div><div>2) MEDICAÇÃO - Alguns medicamentos podem interferir na vida sexual (particularmente no Desejo Sexual, na capacidade de Ereção e na Ejaculação). Se está a ser medicado(a) e nota alguma diferença, na sua capacidade sexual, fale com o seu médico.</div><div>3) DEPRESSÃO – A depressão é conhecida por bloquear a sensação de prazer. Como resultado, nas pessoas deprimidas, tende a existir uma diminuição na disposição para fazer certas coisas, que antes davam prazer, incluindo o sexo!</div><div>4) OBESIDADE – Muitos dos problemas de saúde, associados à obesidade, tais como as doenças cardíacas, diabetes e hipertensão, acabam por influenciar a vida sexual. Por exemplo, os homens obesos tendem a apresentar mais dificuldades de ereção e as mulheres em atingir o orgasmo.</div><div>5) CONSUMO DE TABACO E ÁLCOOL – Algumas pessoas recorrem ao tabaco e/ou álcool para se sentirem mais relaxadas e desinibidas. Porém, o seu consumo excessivo, ou continuado, pode dar origem a várias Disfunções Sexuais, tais como a Diminuição do Desejo Sexual ou Disfunção Erétil. Por exemplo, o consumo de tabaco provoca o entupimento de algumas artérias, comprometendo a circulação sanguínea necessária para uma ereção.</div><div>6) STRESS - Todos nós estamos sujeitos a momentos de maior stress no trabalho, nas relações Sociais, ou em casa. Sexo e stress não dançam a mesma música!</div><div>7) QUALIDADE DO SONO – As noites mal dormidas levam a um aumento significativo dos níveis de cortisol (conhecida como a hormona do stress), e diminuição da produção de dopamina (hormona do prazer). Trabalhe nos seus hábitos de sono e, se isso não ajudar, procure um médico especializado.</div><div>8) RELAÇÃO AMOROSA – É natural que surjam diversas dificuldades sexuais nas relações onde predomina a falta de comunicação, as discussões, a desconfiança, ou traições. A intimidade é muito mais que sexo. Se a vossa vida sexual está a passar um momento “menos bom”, tentem passar mais tempo juntos, sem que exista sexo! Procurem formas de mostrar o amor que sentem um pelo outro.</div><div>9) FILHOS - A questão não está propriamente nos filhos! Não se perde o desejo por se ser pai ou mãe! O que acontece é que, muitas vezes, os casais passam a dedicar mais tempo às crianças, pela necessidade que elas têm de cuidados, e os parceiros ficam para segundo plano.</div><div>10) BAIXA AUTO-ESTIMA – A falta de autoconfiança afeta negativamente a vida sexual. Além disso, muitas vezes, uma baixa auto-estima é sinal de estado depressivo que necessita ser tratado.</div><div>Fonte, <a href="http://www.tvi.iol.pt/vocenatv/extras/dificuldades-sexuais-descubra-10-provaveis-causas/5b28d7790cf248a3723616fc">Você na TV</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Curar feridas amorosas</title><description><![CDATA[Quando, numa relação amorosa, existe algum desentendimento, é aconselhável o casal tentar resolver o assunto, o quanto antes. É importante que evitem esconder os problemas “debaixo do tapete”. De seguida, deixo algumas sugestões do que podem fazer para “sacudir o tapete”:1. Não permitam que a zanga interfira nos vossos sentimentos – O facto de não estarem de acordo, não significa que deixaram de se amar. As relações amorosas envolvem duas pessoas com historias de vida, formas de pensar e sentir<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_4ba27b168fc24f48930334a940e99e60%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_352/dc6463_4ba27b168fc24f48930334a940e99e60%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Fernando Mesquita</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/05/30/Curar-feridas-amorosas</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/05/30/Curar-feridas-amorosas</guid><pubDate>Wed, 30 May 2018 09:08:40 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_4ba27b168fc24f48930334a940e99e60~mv2.jpg"/><div>Quando, numa relação amorosa, existe algum desentendimento, é aconselhável o casal tentar resolver o assunto, o quanto antes. É importante que evitem esconder os problemas “debaixo do tapete”. De seguida, deixo algumas sugestões do que podem fazer para “sacudir o tapete”:</div><div>1. Não permitam que a zanga interfira nos vossos sentimentos – O facto de não estarem de acordo, não significa que deixaram de se amar. As relações amorosas envolvem duas pessoas com historias de vida, formas de pensar e sentir diferentes. Portanto, é esperado que surjam divergências.</div><div>2. Respeitem-se – O facto de não estarem de acordo, não deve ser motivo para se atacarem verbalmente.</div><div>3. Fortaleçam a vossa capacidade empática e comunicativa – Procurem perceber o que cada um sente e pensa, em relação ao sucedido. Escutem-se, sem julgamentos de valor. Desta forma, será mais fácil terem uma visão clara do que causou o mal-entendido e como pode ser resolvido.</div><div>4. Aceitem que perdoar pode ser uma solução – Quando perdoamos permitimos que os sentimentos negativos diminuam de intensidade. Muitas pessoas têm medo de “perdoar”, pois receiam que isso signifique “esquecer”. Porém, são duas coisas bem diferentes!</div><div>5. Reconheçam a responsabilidade de cada um – Sempre ouvi dizer que “um teimoso nunca teima sozinho” ... se ambos aceitarem a quota-parte de responsabilidade, que tiveram no desentendimento, será mais fácil seguirem em frente!</div><div>6. Recordem os bons momentos – Recordar momentos agradáveis, que tiveram em conjunto, poderá ajudar a fortalecer a vossa relação.</div><div>7. Façam um balanço da relação – Se verificarem que, na vossa relação, imperam os desentendimentos e discussões, ponderem procurar ajuda de um Terapeuta Conjugal.</div><div>link: <a href="http://www.tvi.iol.pt/vocenatv/extras/curar-feridas-amorosas/5b0d82630cf248a37235a1d1">Você na TV</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Mitos e Verdades do Corpo Humano</title><description><![CDATA[Participação na Rúbrica "Mitos e Verdades do Corpo Humano", no progama "Você na TV", da TVI<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_b70d5513885348e08b8b783ea897fee6%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Você na TV, TVI</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/04/25/Mitos-e-Verdades-do-Corpo-Humano</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/04/25/Mitos-e-Verdades-do-Corpo-Humano</guid><pubDate>Sun, 29 Apr 2018 16:23:56 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Participação na Rúbrica &quot;Mitos e Verdades do Corpo Humano&quot;, </div><div>no progama &quot;Você na TV&quot;, da TVI</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_b70d5513885348e08b8b783ea897fee6~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Sexualidade depois dos 70</title><description><![CDATA[“Como é a sexualidade depois dos setenta? Os afetos e emoções não têm idade. Foi este o ponto de partida para o debate desta quinta-feira à tarde na Universidade Lusófona, em Lisboa. Em conversa com o Expresso, o psicólogo e sexólogo Fernando Mesquita, autor dos livros “Aprender a Amar” e “SOS Manipuladores” e um dos participantes, alertou para o facto de a sociedade portuguesa ainda não reagir com bons olhos a esta realidadeAinda há muito tabu em volta da sexualidade na 3ª idade? Sim. Na nossa<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_ddc1a0461ca0480089b2949fe2ccc152%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_417/dc6463_ddc1a0461ca0480089b2949fe2ccc152%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Bernardo Mendonça</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/04/20/Sexualidade-depois-dos-70</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/04/20/Sexualidade-depois-dos-70</guid><pubDate>Sat, 21 Apr 2018 21:53:18 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>“Como é a sexualidade depois dos setenta? Os afetos e emoções não têm idade. Foi este o ponto de partida para o debate desta quinta-feira à tarde na Universidade Lusófona, em Lisboa. Em conversa com o Expresso, o psicólogo e sexólogo Fernando Mesquita, autor dos livros “Aprender a Amar” e “SOS Manipuladores” e um dos participantes, alertou para o facto de a sociedade portuguesa ainda não reagir com bons olhos a esta realidade</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_ddc1a0461ca0480089b2949fe2ccc152~mv2.jpg"/><div>Ainda há muito tabu em volta da sexualidade na 3ª idade? Sim. Na nossa sociedade existe de facto algum preconceito em termos da sexualidade numa fase mais avançada da idade. Basta pensarmos que, no caso dos lares, muitas vezes os casais que estiveram a viver juntos alguns anos são separados. Até mesmo quando o parceiro ou parceira de alguém falece, e essa pessoa quer arranjar alguém, novo parceiro/a, os filhos muitas vezes veem isso de uma forma negativa. “Já não tens idade para arranjar outra pessoa.”, dizem os filhos às mães ou pais. E procuram de alguma forma impedir que o façam.</div><div>Procuram boicotar uma hipótese de uma nova relação dos pais? Exatamente. Muitas vezes são os filhos a procurar boicotar a sexualidade dos pais idosos. Acham que os pais já não têm idade para arranjar uma pessoa, que já não faz sentido naquela fase da vida estarem a meter-se ‘naquelas coisas’. E isto aplica-se tanto no caso dos homens mais velhos como das mulheres.</div><div>É como se fosse suposto já se terem reformado do sexo, do amor, dos afetos mais íntimos? Sim. Essa procura do afeto pelos mais velhos é ainda vista com maus olhos. Quando falamos de sexualidade, as pessoas associam só ao sexo. Mas de facto sexualidade é muito mais do que isso, é afecto, é emoção, são partilhas.</div><div>E ainda mais quando estamos a falar de sexualidade na 3ª idade, em que o corpo já não é o mesmo, o desempenho sexual já não é o mesmo, mas está lá a vontade de amar, não é? Exatamente. A parte emotiva continua lá. A sexualidade não se limita à parte genital, mas principalmente à parte emocional, relacional. Importa perceber que cada pessoa deve poder viver a sua própria vida como quer, com quem quer, independentemente da idade que tiver.</div><div>E os lares estão preparados para isso? Infelizmente não. Muitas vezes é mal encarado pelos responsáveis do lar se começa a surgir ali um relacionamento entre dois idosos que até então não se conheciam. Muitas vezes pensam que essas pessoas não estão na plena faculdade da sua consciência. E que não tem lógica nenhuma em idades avançadas estarem a procurar alguém.</div><div>Essas relações iniciadas numa fase madura, não resolvem os males da solidão? O isolamento sem dúvida é a causa de muitas depressões e angústia. Uma pessoa nessa fase da vida precisa de maior apoio e se uma relação afectiva lhe é impedida logo à partida, é complicado. Estas pessoas têm o direito a continuarem a serem felizes da forma que bem entenderem. E a solidão é mesmo um tema nesta fase da vida. Não é raro ouvirmos falar do abandono dos próprios filhos. Da falta de apoio das pessoas que são mais próximas. Por outro lado, muitos deles foram vendo partir muitos dos amigos e familiares que estavam com eles, com esse idosos. Portanto, cada vez mais as pessoas vão-se sentido isoladas. E, por vezes, querem voltar a criar laços emocionais, afetivos, para que não se sintam sós. Claro que também temos que ver que nem todas as pessoas com uma idade avançada procuram preencher uma parte afectiva. É aceitar que essas pessoas tenham controlo na sua vida. Não é por as pessoas estarem sozinhas na velhice que têm que encontrar obrigatoriamente alguém.</div><div>Uma sexualidade ativa até à velhice dá maior qualidade de vida? Apesar de se achar que a partir de determinada idade o homem vai ter disfunção erétil, ou a mulher vai deixar de ter desejo sexual, isso não é de todo verdade. Isso pode acontecer ou não. Depende da qualidade de vida que se teve até então. Uma pessoa que fumou, bebeu, que tem alguns problemas de saúde, se calhar vai ter maiores repercussões na sexualidade mais tarde do que uma pessoa que teve uma vida mais saudável.</div><div>É psicólogo e sexólogo. Chegam-lhe ao consultório casos destes, de pessoas ou casais depois dos 70 anos, a pedir apoio? Qual a principal motivação? Muitas vezes alguns casais mais idosos procuram ajuda psicológica e terapêutica porque os filhos ou familiares não vêem com bons olhos a nova relação que estão a viver. Uma situação que, por vezes, pode implicar questões económicas. Porque se o pai ou a mãe arranja alguém, um parceiro/a, então vai repartir aquilo que supostamente o filho ou a filha pensava que era só para si...</div><div>É muitas vezes a grande preocupação dos familiares… Sim, sim. Os filhos questionam: “Porque é que estás a gastar nisso, com essa pessoa? Não faz sentido.” Mas também encontramos filhos que dizem: O dinheiro é teu, estás à vontade.” O importante é cada pessoa viver cada dia como se fosse o último. E isto até o fim da vida.</div><div>Fonte original: <a href="http://expresso.sapo.pt/sociedade/2018-04-20-Muitas-vezes-sao-os-filhos-a-boicotar-a-sexualidade-dos-pais-idosos.-Dizem-que-ja-nao-faz-sentido-meterem-se-nessas-coisas#gs.ElA4ivk">Jornal Expresso</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Sexualidade depois dos 70</title><description><![CDATA[SAVE THE DATE: 19.04.2018II DEBATE DA PLATAFORMA DE ESTUDOS SOCIAIS SOBRE ENVELHECIMENTO E LONGEVIDADE (PESEL)UNIVERSIDADE LUSÓFONA DE HUMANIDADES E TECNOLOGIASSexualidade depois dos setenta: Afetos e emoções sem idade<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_b2a07cda463a45ee9b4f307f67972cf2%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_885/dc6463_b2a07cda463a45ee9b4f307f67972cf2%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>ULHT, PESEL</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/04/10/Sexualidade-depois-dos-70</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/04/10/Sexualidade-depois-dos-70</guid><pubDate>Tue, 10 Apr 2018 22:27:54 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>SAVE THE DATE: 19.04.2018</div><div>II DEBATE DA PLATAFORMA DE ESTUDOS SOCIAIS </div><div>SOBRE ENVELHECIMENTO E LONGEVIDADE (PESEL)</div><div>UNIVERSIDADE LUSÓFONA DE HUMANIDADES E TECNOLOGIAS</div><div>Sexualidade depois dos setenta: Afetos e emoções sem idade</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_b2a07cda463a45ee9b4f307f67972cf2~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Os peludos são mais viris?</title><description><![CDATA[Link: http://www.revistahoravip.pt/<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_43c3d753f6ca4a39b4f2f11d139bbb3d%7Emv2.jpg/v1/fill/w_480%2Ch_678/dc6463_43c3d753f6ca4a39b4f2f11d139bbb3d%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Revista HoraVIP</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/04/02/Os-peludos-s%C3%A3o-mais-viris</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/04/02/Os-peludos-s%C3%A3o-mais-viris</guid><pubDate>Mon, 02 Apr 2018 10:36:09 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_43c3d753f6ca4a39b4f2f11d139bbb3d~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_a29bfcd3e17449fc8c5df2e152408a7d~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_626eeb80258b4a7eb47479a6c486b4bb~mv2.jpg"/><div> Link: <a href="http://www.revistahoravip.pt/">http://www.revistahoravip.pt/</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Os Portugueses e o Sexo</title><description><![CDATA[Como vai a sexualidade dos portugueses?<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_9d3fee3efbde46218bd463628cffd499%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Manhã CM, CMTV</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/03/15/Os-Portugueses-e-o-Sexo</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/03/15/Os-Portugueses-e-o-Sexo</guid><pubDate>Thu, 15 Mar 2018 12:48:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Como vai a sexualidade dos portugueses?</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_9d3fee3efbde46218bd463628cffd499~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Mitos e Verdades do Corpo Humano</title><description><![CDATA[Esta quarta-feira, foi dia de Mitos e Verdades do Corpo Humano, no Você na TV da TVI.<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_e610142a713945ecb227a7e6bbb959cb%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Você na TV, TVI</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/03/14/Mitos-e-Verdades-do-Corpo-Humano</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/03/14/Mitos-e-Verdades-do-Corpo-Humano</guid><pubDate>Wed, 14 Mar 2018 12:42:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> Esta quarta-feira, foi dia de Mitos e Verdades do Corpo Humano, no Você na TV da TVI.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_e610142a713945ecb227a7e6bbb959cb~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_2fec29fae5564da5826b692592afade2~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Estaremos a dar importância ao sexo?</title><description><![CDATA[Podemos falar de sexo? Aﬁnal, é ele o motor das relações e um dos pilares fundamentais que, ao longo do tempo, sustenta a ligação entre duas pessoasO sexo é uma das bases da relação do casal. Mas estaremos nós a dar-lhe a devida importância? Não nos estaremos a esquecer dele na lista das prioridades do dia a dia? Que impacto pode ter a sua ausência na vida de um casal? Reunimos as respostas dos especialistas e revelamos-lhe tudo o que sempre quis saber sobre o tema. Está preparado?Os estudos<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_aa275f97cf38454e92324f3c8a81d1ee%7Emv2.jpg/v1/fill/w_600%2Ch_450/dc6463_aa275f97cf38454e92324f3c8a81d1ee%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Revista Saber Viver</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/02/08/Estaremos-a-dar-import%C3%A2ncia-ao-sexo</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/02/08/Estaremos-a-dar-import%C3%A2ncia-ao-sexo</guid><pubDate>Thu, 08 Feb 2018 15:12:42 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_aa275f97cf38454e92324f3c8a81d1ee~mv2.jpg"/><div>Podemos falar de sexo? Aﬁnal, é ele o motor das relações e um dos pilares fundamentais que, ao longo do tempo, sustenta a ligação entre duas pessoas</div><div>O sexo é uma das bases da relação do casal. Mas estaremos nós a dar-lhe a devida importância? Não nos estaremos a esquecer dele na lista das prioridades do dia a dia? Que impacto pode ter a sua ausência na vida de um casal? Reunimos as respostas dos especialistas e revelamos-lhe tudo o que sempre quis saber sobre o tema. Está preparado?</div><div>Os estudos comprovam. Os especialistas confirmam. E nós podemos testar! Os benefícios do sexo não se refletem apenas nos nossos níveis de bem-estar, mas também na nossa imagem (ficamos mais bonitas e autoconfiantes), na nossa saúde (ajuda a prevenir doenças), na nossa energia (os desafios tornam-se mais fáceis) e na nossa relação (sentimo-nos mais ligadas ao nosso parceiro, mesmo que na hora antecedente tenhamos acabado de discutir).</div><div>A libertação das hormonas do prazer, nomeadamente da ocitocina, conhecida como sendo a hormona do amor, a par da de serotonina, a hormona da felicidade, que ocorre durante o sexo, podem tornar os nossos dias realmente mais felizes e, a longo prazo, podem reverter-se numa saúde mais robusta, numa aparência mais jovem e numa vida mais plena.</div><div>Por que não deve descurar o sexo</div><div>As necessidades e as expetativas sexuais variam de pessoa para pessoa e de acordo com múltiplos fatores que influenciam o desejo sexual. A idade, a duração da relação e, no caso das mulheres, a fase do ciclo menstrual são alguns exemplos relevantes. Por esta razão não é de admirar que, quando perguntamos aos especialistas «Quão importante é o sexo na vida de um casal?», tenhamos uma resposta unânime.</div><div>«Depende!», afiançam. A verdade é que não podem existir regras universais nem números fixos. Cada casal é único. No que toca à frequência sexual, por exemplo, a sexóloga Marta Crawford alerta que «mais importante do que olhar para o número de relações sexuais que o casal tem, é perceber se aquelas são de qualidade ou não».</div><div>«O sexo para ser bom não tem de acontecer três ou quatro vezes por semana, tem sim de ser de qualidade», afirma a sexóloga. Nas suas consultas de terapia de casal, Marta Crawford aconselha os casais a encararem a sexualidade como «um menu de degustação». Este é, segundo a especialista, um dos truques mais eficazes para estimular o desejo, aproximar o casal e obter uma vida sexual mais satisfatória.</div><div>«O casal deve saber aproveitar o sabor de um beijo ou de uma carícia, com tempo e sem pressões», elucida a sexóloga, realçando a importância da sexualidade no fortalecimento de uma relação. «O sexo é a bateria que recarrega as energias do casal e que vai ajudá-lo a enfrentar os desafios da vida», acrescenta.</div><div>O sexólogo Fernando Mesquita também vê a sexualidade como uma peça fundamental na esfera do casal. «O sexo é muito importante para criar uma sensação de ligação que pode reforçar os sentimentos de satisfação sexual e relacional», sublinha o especialista.</div><div>Quando o sexo passa para segundo plano</div><div>A falta de sintonia entre o casal e o desencontro de expetativas é um dos principais motivos que levam os casais a afastarem-se e a deixarem o sexo para segundo plano. Se, numa fase inicial do relacionamento, a novidade e a descoberta fazem com que o sexo seja a prioridade para os dois membros do casal, quando a relação estabiliza e a aventura da paixão se converte na previsibilidade do amor, o sexo deixa de estar na primeira linha dos desejos e necessidades do casal.</div><div>«Geralmente, na primeira fase do namoro, há um maior estímulo para a sexualidade. Nesta fase de conquista, a primeira prioridade é a vida sexual. Contudo, quando a relação começa a ficar estável e, principalmente, quando o casal começa a coabitar, a rotina que se instala diminui o desejo sexual e acaba por afastar os casais», constata a ginecologista Maria do Céu Santo, especialista em medicina sexual.</div><div>Mas a rotina não é a única responsável por este afastamento. A realidade difícil de gerir está relacionada com as necessidades sexuais do homem e da mulher, que variam bastante. «Normalmente, os homens têm mais desejo do que as mulheres», refere Marta Crawford.</div><div>«Geralmente, nos primeiros tempos de uma relação, a paixão, o desejo e a descoberta fazem com que o casal esteja em sintonia, mas ao final de algum tempo, são raros os casais que permanecem em sintonia. E é aí que reside o grande problema dos casais, no que toca à sexualidade», revela ainda a sexóloga.</div><div>Disfunção sexual ou disfunção de vida?</div><div>Com a rotina que se instala, ao fim de algum tempo no dia a dia do casal e, mais tarde, com a chegada dos filhos, muitas mulheres deixam de olhar para si enquanto mulheres e passam a ser exclusivamente mães. Este novo papel rouba-lhes tempo e disponibilidade mental para o sexo mas, de acordo com os especialistas, com as estratégias certas, é possível recuperar o desejo e voltar aos primeiros tempos da relação, já não de uma forma permanente, mas momentaneamente.</div><div>«Uma relação de longa data ideal deve caracterizar-se por picos de estabilidade e picos de paixão. Os picos de loucura típicos da fase da paixão são fundamentais para alimentar e oxigenar a relação ao longo do tempo», refere Maria do Céu Santo. O primeiro passo a seguir é reorganizar a sua rotina, de forma a que tenha tempo de qualidade para si e, posteriormente, para o seu parceiro.</div><div>«Muitas vezes, não há uma disfunção sexual no casal, mas sim uma disfunção de vida. As pessoas vivem completamente anestesiadas pela rotina e o sexo exige disponibilidade física e mental, requer energia que a maior parte das pessoas não tem», alerta a especialista.</div><div>Outro passo importante é reconhecer que a relação não está bem e procurar ajuda. «É importante que o casal não permita que as dificuldades se cristalizem. Quando as coisas se tornam mais complicadas, procurar a ajuda de um terapeuta sexual não deve ser motivo de vergonha», alerta Fernando Mesquita.</div><div>Quantidade é melhor do que qualidade?</div><div>Será que quanto mais sexo, melhor? Um estudo, publicado na revista científica Social Psychological and Personality Science, diz que não. O número mágico é nada mais que uma vez por semana. Isto vem contradizer aquilo que, durante décadas, se pensou ser verdade. Antes, o grau de felicidade de um casal e a estabilidade da sua relação eram avaliados pelo número de vezes que faziam amor.</div><div>Segundo Amy Muise, investigadora que liderou a pesquisa, a frequência dos envolvimentos sexuais deixou de ser um critério no cálculo da felicidade de um casal. Para chegar a esta conclusão, Muise analisou as respostas de mais de 25 mil norte-americanos a um inquérito que circulou entre 1989 e 2012. E constatou que, independentemente da idade e do sexo, os entrevistados disseram que fazer amor mais de uma vez por semana não lhes trazia mais felicidade.</div><div>A verdade é que temos menos sexo do que os nossos pais e não só. Queremos ter relações sexuais de melhor qualidade e queremos sentir-nos seguras. De acordo com um estudo publicado no Archives of Sexual Behavior, que analisou o número de parceiros sexuais de 33 mil pessoas, as da geração Y, nascidas entre meados da década de 1970 e meados da década de 1990, têm menos parceiros sexuais e fazem amor menos vezes do que as da geração dos pais.</div><div>A autora do estudo «What Is Behind the Declines in Teen Pregnancy Rates?», Heather D. Boonstra, ajuda a explicar esta tendência. Entre 1988 e 2013, o número de adolescentes e jovens-adultos sexualmente ativos caiu 14 por cento nas raparigas e 22 por cento nos rapazes. Porquê? Afinal a educação sexual tem algum efeito na consciência dos mais jovens.</div><div>Mais de 80 por cento dos entrevistados, em 2013, disseram que tinham receio de contrair doenças sexualmente transmissíveis e sabiam que usando contraceção e tendo menos parceiros sexuais corriam menos riscos. Em 1988, apenas 70 por cento admitiram usar um método contracetivo com regularidade.</div><div>8 benefícios do sexo</div><div>Saiba por que deve aproveitar sempre que a vontade oportunidade surgir:</div><div>1. Ajuda a relaxar e a lidar melhor com situações stressantes.</div><div>2. Sacia os centros de recompensa no cérebro tanto como o chocolate.</div><div>3. Queimamos cerca de cinco calorias por minuto.</div><div>4. Rejuvenesce a nossa aparência.</div><div>5. Previne constipações e a gripe, porque ajuda a produzir anticorpos.</div><div>6. Fortalece os músculos pélvicos, prevenindo a incontinência mais tarde.</div><div>7. Reduz a probabilidade de o seu parceiro desenvolver cancro da próstata.</div><div>8. Casais que estão juntos há vários anos fazem amor mais vezes do que os indivíduos que têm múltiplos parceiros.</div><div>Por: Soﬁa Santos Cardoso com Filipa Basílio da Silva, Madalena Alçada Baptista, Margarida Figueiredo e Rita Caetano – Saber Viver</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Detox Sexual</title><description><![CDATA[Assim como a alimentação, o sexo pode nutrir ou intoxicar. Em alguns casos é necessário uma desintoxicação: uma mulher casada sem apetite sexual e um jovem de 28 anos viciado em pornografia contam a sua experiência.Um artigo com a colaboração do Dr. Fernando Mesquita<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_ff41ff755a6b454894918155fa2c4c16%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_850/dc6463_ff41ff755a6b454894918155fa2c4c16%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Dina Arsénio</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/09/28/Detox-Sexual</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/09/28/Detox-Sexual</guid><pubDate>Thu, 28 Sep 2017 23:05:03 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Assim como a alimentação, o sexo pode nutrir ou intoxicar. Em alguns casos é necessário uma desintoxicação: uma mulher casada sem apetite sexual e um jovem de 28 anos viciado em pornografia contam a sua experiência.</div><div>Um artigo com a colaboração do Dr. Fernando Mesquita</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_ff41ff755a6b454894918155fa2c4c16~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_84ca19cdea3c496c89e68dc767318816~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_f9c0b6ce41dc4798ad30444019180b82~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>O cheiro e a atração ...</title><description><![CDATA[Falamos em amor à primeira vista, e não em odor, porque a maior parte do cérebro reage primeiro a estímulos visuais. Mas, não há duvida que o olfacto continua a ser um sentido muito importante, para o amor, e que o odor de alguém pode ser uma das formas mais intensas de atração. Descubra tudo no artigo "O cheiro dos homens e a atração", da Revista Maria, com a minha colaboração.<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_b5e022653ad84d61bd810c62171758c8%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_825/dc6463_b5e022653ad84d61bd810c62171758c8%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Rita Leal</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/09/23/O-cheiro-e-a-atra%C3%A7%C3%A3o-</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/09/23/O-cheiro-e-a-atra%C3%A7%C3%A3o-</guid><pubDate>Sat, 23 Sep 2017 14:17:58 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Falamos em amor à primeira vista, e não em odor, porque a maior parte do cérebro reage primeiro a estímulos visuais. Mas, não há duvida que o olfacto continua a ser um sentido muito importante, para o amor, e que o odor de alguém pode ser uma das formas mais intensas de atração. </div><div>Descubra tudo no artigo &quot;O cheiro dos homens e a atração&quot;, da Revista Maria, com a minha colaboração.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_b5e022653ad84d61bd810c62171758c8~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_9723b217071f49ff9e6a22d6ac39e232~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_766b41f81a384eb9ab3477fb96175124~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Figurinha repetida Vale?</title><description><![CDATA[Figurinha repetida vale? Veja prós e contras de ir para a cama com o ex... Fazer sexo com o ex é tipo comer biscoito recheado: uma vez que você abriu o pacote é difícil parar. E quando chega no último biscoito, geralmente, já estamos culpados por não ter comido só dois e guardado a embalagem de volta na despensa. Mas não precisa ser assim. Dá para embarcar nesse flashback ciente das vantagens e desvantagens, o que pode evitar a ressaca moral na manhã seguinte. Prós É uma transa descomplicada - A<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_5069487a02a1445985eb3da3f4da80ff%7Emv2.jpg/v1/fill/w_615%2Ch_300/dc6463_5069487a02a1445985eb3da3f4da80ff%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Carolina Prado</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/09/15/Figurinha-repetida-Vale</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/09/15/Figurinha-repetida-Vale</guid><pubDate>Fri, 15 Sep 2017 22:38:31 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_5069487a02a1445985eb3da3f4da80ff~mv2.jpg"/><div>Figurinha repetida vale? </div><div>Veja prós e contras de ir para a cama com o ex...</div><div>Fazer sexo com o ex é tipo comer biscoito recheado: uma vez que você abriu o pacote é difícil parar. E quando chega no último biscoito, geralmente, já estamos culpados por não ter comido só dois e guardado a embalagem de volta na despensa. Mas não precisa ser assim. Dá para embarcar nesse flashback ciente das vantagens e desvantagens, o que pode evitar a ressaca moral na manhã seguinte. </div><div>Prós </div><div>É uma transa descomplicada - A intimidade já existe, por isso vocês se sentem mais livres para explorar um ao outro e falar o que querem, sem meias palavras. Mandar um &quot;me chupa daquele jeito que eu gosto&quot; é muito melhor -- e menos trabalhoso -- do que ter que orientar o sexo oral do início ao fim. </div><div>A depilação (ou falta de) não é um problema - Se o seu estilo for o de manter os pelos da região íntima aparados, mas não deu tempo de realizar o serviço, isso não inviabiliza a transa. Você e ele, provavelmente, já fizeram sexo de meias, sem escovar os dentes pela manhã e com o cabelo desgrenhado. </div><div>A conchinha pós-sexo não é constrangedora - Vocês transam gostoso e ao fim, naturalmente, dormem abraçados, sem medo do que isso pode demonstrar. Afinal, sexo também é feito do &quot;depois&quot; e a sensação de aconchego em braços bem conhecidos pode ser deliciosa. </div><div>Você não gasta tempo e dinheiro à toa - Novos encontros são ótimos, mas exigem investimento financeiro e de tempo: gasta-se para se arrumar, na conta do restaurante ou bar ou balada, fora as horas de sono perdidas. E talvez, tudo isso seja em vão. Mas com o ex não há investimento de risco. </div><div>Você pode descobrir que o ex mudou - Um novo date com o ex pode mostrar que aqueles defeitos que, antes, você não tolerava já não estão mais lá. Isso é bom? Claro. Quer dizer, desde que vocês cogitem retomar a relação. Caso contrário, pode ser que essa nova versão só te deixe com gosto de quero mais. </div><div>Contras </div><div>Você pode gamar e ele não - O contrário também vale. Cada transa pode gerar uma expectativa enorme no outro, principalmente se os propósitos dos dois não estiverem alinhados. Por mais que exista um acordo (&quot;vamos só transar de boa, sem compromisso&quot;), relacionamentos não são tão práticos assim e as emoções podem colocar os combinados a perder. </div><div>Você pode sofrer - Se isso acontecer, é sinal de que os sentimentos não estavam mortos, como imaginou. E aí a transa casual pode machucar, por trazer à tona emoções fortes que você sentiu no término. Será o caso de pesar: o orgasmo vale a bagunça emocional? </div><div>Você não dá match com mais ninguém - Se envolver com ex é abrir mão de conhecer novas pessoas. Caso os dois não cogitem uma volta, essa pseudo relação pode ser uma perda de tempo para você. O velho é confortável, mas empaca a vida. Acredite, muitas relações terminam, simplesmente, porque tinham de acabar.</div><div>A transa pode resultar em um namoro ioiô - E essa dependência nunca é legal, porque, de novo, você perde a chance de escrever um novo capítulo da sua história amorosa. Para evitar que isso aconteça, tenha claro na sua cabeça os motivos do término -- especialmente, quando ele te manda aquelas mensagens provocantes, que você ama, no meio do dia. </div><div>Ele pode esperar que você fique para o café - Quando, na verdade, você só queria gozar e cair fora. Aqui, novamente, é uma questão de alinhamento de expectativas: é preciso jogar limpo sempre. Afinal, a ideia é de que ninguém se machuque e possa aproveitar o melhor desse sexo já reconhecido. </div><div>Fontes: Fernando Eduardo Mesquita, psicólogo clínico e mestre em Sexologia Clínica. Gustavo Alvarenga Oliveira Santos, professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Quetie Mariano Monteiro, sexóloga do Ambulatório de Medicina Sexual do Centro de Referência da Saúde da Mulher, do Hospital Pérola Byington.</div><div>Fonte original: <a href="https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/entretenimento/2017/08/26/vale-a-transa-pros-e-contras-de-ir-para-a-cama-com-o-ex.htm">BOL.NOTICIAS</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>EMAG</title><description><![CDATA[Colaboração do Dr. Fernando Mesquita, na EMAG (Experts Meeting on Aesthetics Gynecology), com a apresentação do tema "Rejuvenescimento Vulvovaginal, Perspetiva Sexólogica"<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_74017d8931ba456a9afa478766e7ca2e%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_421/dc6463_74017d8931ba456a9afa478766e7ca2e%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Fernando Mesquita</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/09/10/EMAG</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/09/10/EMAG</guid><pubDate>Sun, 10 Sep 2017 14:49:16 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Colaboração do Dr. Fernando Mesquita, na EMAG (Experts Meeting on Aesthetics Gynecology), com a apresentação do tema &quot;Rejuvenescimento Vulvovaginal, Perspetiva Sexólogica&quot;</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_74017d8931ba456a9afa478766e7ca2e~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Por que o sexo de reconciliação é tão bom?</title><description><![CDATA[Não há dúvidas. O sexo depois daquela discussão que não terminou, ou até após uma separação, tem uma intensidade diferente do habitual. É um momento mais intenso, corporal e vibrante. Discutiram e, num estalar de dedos, vêem-se frente-a-frente, na cama. Para muitos homens e mulheres, o sexo de reconciliação (ou o “make-up sex”) é considerado um dos momentos para mais tarde recordar. Com isto, sabe por que é que este contexto torna o sexo tão bom e memorável para tantos casais. Será que faz mesmo<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_fcdac47246bb44c98c375ae85d1648a5%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Francisco Correia</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/09/08/Por-que-o-sexo-de-reconcilia%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-t%C3%A3o-bom</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/09/08/Por-que-o-sexo-de-reconcilia%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-t%C3%A3o-bom</guid><pubDate>Fri, 08 Sep 2017 08:45:10 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_fcdac47246bb44c98c375ae85d1648a5~mv2.jpg"/><div>Não há dúvidas. O sexo depois daquela discussão que não terminou, ou até após uma separação, tem uma intensidade diferente do habitual. É um momento mais intenso, corporal e vibrante. Discutiram e, num estalar de dedos, vêem-se frente-a-frente, na cama. Para muitos homens e mulheres, o sexo de reconciliação (ou o “make-up sex”) é considerado um dos momentos para mais tarde recordar. Com isto, sabe por que é que este contexto torna o sexo tão bom e memorável para tantos casais. Será que faz mesmo bem à relação?</div><div>Teoria científica explica momento único</div><div>Estudos relatam que o sexo de reconciliação debita uma taxa de elevada excitação ao casal, que é proveniente das discussões. Estes casos geram zanga e raiva, mas também poderão transmitir, implicitamente, que temos carinho pelo nosso parceiro e não sabemos como o dizer. As emoções violentas misturam-se com o desejo e a atração física, levando a um clímax único. Quem o diz é Aaron Ben-Zeév, filósofo e um dos mais reconhecidos especialistas internacionais no estudo das emoções o autor da teoria da “transferência da excitação“. E não só…</div><div>Conexão sem igual. O sexo de reconciliação marca que o casal poderá ser capaz de “estar junto para tudo”. É uma troca de energias possivelmente nunca antes testemunhada e canalizada pelos dois. As tensões negativas dissipam e vão sentir-se mais ligados.</div><div>“Tudo em pratos limpos”. Depois do sexo incrível, poderão existir sinais de que ambos estão chateados. Porém, é aí que poderá surgir uma questão como: “para quê continuar a discutir?”. Caso tenhas sido tu a fazer algo mal, não hesites em ceder e pede desculpa. Aproveitem a boa onda para resolver as coisas, é a altura ideal. Poderão acabar numa conversa bastante produtiva de horas até adormecerem bem agarradinhos. Prepara-lhe o pequeno almoço na manhã seguinte, que tal?</div><div>Remédio santo? O verdadeiro sexo de reconciliação não surge com qualquer chatice pois revela ser mais intenso do que o normal. Como já é conhecido, as relações sexuais têm benefícios terapêuticos para o cérebro que irão contribuir para que ambos retomem a abordar o tema que vos levou a discutir, com mais calma.</div><div>No entanto, tem muito cuidado. Existem muitos riscos associados ao “make-up sex”. Este momento não se pode tornar rotina na tua relação. A causa do vosso conflito nunca é resolvida pois o sexo acaba por proporcionar apenas uma sensação ilusória de entendimento. Além disso, este comportamento mantido a longo prazo, poderá aumentar sentimentos de culpa e insatisfação. A eficácia e sucesso deste “método” de resolver problemas vai diminuir porque o sexo de reconciliação não promove o diálogo necessário. “A magia acaba” e não podes esperar que todas as relações acabem sempre na cama.</div><div>A ciência sexual comprova</div><div>O sexólogo Fernando Mesquita explica: “Para alguns casais “fazer as pazes com sexo” permite passar-se de um momento de raiva para um amor louco, apaixonado e intenso. Apesar de ser um artifício que resulta para alguns, não deve ser tomada como uma panaceia para todos os casais ou situações.</div><div>Depois de uma discussão mais acesa, as emoções estão à flor da pele, as pessoas sentem-se mais expostas e vulneráveis, dando a ilusão de ser o momento perfeito para uma ligação físico-emocional íntima e profunda. Numa discussão existe libertação de adrenalina e as áreas cerebrais ativadas estão muito próximas das da estimulação sexual o que pode dar uma sensação de aumento de excitação sexual. Tanto numa discussão quanto no sexo, a parte instintiva é ativada. Há intensificação das reações e das percepções (aumento da frequência cardíaca, elevação da pressão arterial, pupilas dilatadas, etc).</div><div>Embora muitas pessoas refiram que o sexo de reconciliação é incrivelmente explosivo, existem outras que ficam de tal forma magoadas e chateadas que “sexo” é a ultima palavra que lhes passa pela cabeça. Alguns homens recorrem ao sexo, como forma de reconciliação, pois sentem-se incapazes de dizer por palavras o que sentem e o quanto gostam da parceira. Usar o conflito para tornar as relações sexuais mais “picantes”, pode parecer muito estimulante mas, se for usado como único recurso, pode tornar-se muito desgastante e perigoso para a relação.</div><div>Além disso, é importante que o casal avalie se não está a refugiar-se no sexo como forma de evitar abordar assuntos que sejam motivo de discórdia entre ambos.”</div><div>Fonte: <a href="http://www.paraeles.pt/sexo/por-que-o-sexo-de-reconciliacao-e-tao-bom/">paraeles</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Feira do Livro de Lisboa</title><description><![CDATA[<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_9f6188782aa143adb8d2b1c160c51b97%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/06/06/Feira-do-Livro-de-Lisboa</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/06/06/Feira-do-Livro-de-Lisboa</guid><pubDate>Mon, 05 Jun 2017 23:03:09 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_9f6188782aa143adb8d2b1c160c51b97~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>No sofá de Júlio Machado Vaz e Fernando Mesquita</title><description><![CDATA[Sentámo-nos no consultório de dois dos mais famosos sexólogos do país. Quisemos descobrir quais são, actualmente, as queixas mais frequentes das mulheres quando o assunto é sexo. Pelo meio, ainda desvendámos os "dramas" de alguns homens, que hoje em dia começam também a desejar resolver os seus problemas "na cama". Pela mão de Anabela Cardoso conheça as queixas mais íntimas. Anabela Cardoso, Revista Baton ABR 2017<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_41ced02c81e24315a9043e5ebcd208be%7Emv2_d_2448_3176_s_4_2.png/v1/fill/w_626%2Ch_812/dc6463_41ced02c81e24315a9043e5ebcd208be%7Emv2_d_2448_3176_s_4_2.png"/>]]></description><dc:creator>Anabela Cardoso, Revista Baton</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/04/25/No-sof%C3%A1-de-J%C3%BAlio-Machado-Vaz-e-Fernando-Mesquita</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/04/25/No-sof%C3%A1-de-J%C3%BAlio-Machado-Vaz-e-Fernando-Mesquita</guid><pubDate>Tue, 25 Apr 2017 15:00:45 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Sentámo-nos no consultório de dois dos mais famosos sexólogos do país. Quisemos descobrir quais são, actualmente, as queixas mais frequentes das mulheres quando o assunto é sexo. Pelo meio, ainda desvendámos os &quot;dramas&quot; de alguns homens, que hoje em dia começam também a desejar resolver os seus problemas &quot;na cama&quot;. Pela mão de Anabela Cardoso conheça as queixas mais íntimas.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_41ced02c81e24315a9043e5ebcd208be~mv2_d_2448_3176_s_4_2.png"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_24e843014f1b4b53b2b7e57da3837208~mv2_d_2416_3136_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_44990329781741fb815633f5068b04aa~mv2_d_2416_3136_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_6521126d15e146afb8f443eca384e785~mv2_d_2416_3136_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_e6668ab10432442a8ff59aa1e055c809~mv2_d_2400_3136_s_4_2.jpg"/><div>Anabela Cardoso, Revista Baton ABR 2017</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Contracepção feminina</title><description><![CDATA[A contracepção existe há milhares de anos. No dia da Mulher, fomos falar com dois especialistas que nos explicaram melhor os meandros da contracepção feminina. Gregos e egípcios foram os pioneiros a controlar a natalidade com métodos como o coito interrompido ou o cálculo dos picos de fertilidade da mulher, durante o seu ciclo. No entanto foi com a chegada da contracepção hormonal feminina que as mulheres deixaram de estar “dependentes da colaboração ou consentimento do parceiro, em relação ao<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_d5c9a279a11445fcb4ab39dc96154949.jpg"/>]]></description><dc:creator>Impala</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/03/13/Contracep%C3%A7%C3%A3o-feminina</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/03/13/Contracep%C3%A7%C3%A3o-feminina</guid><pubDate>Mon, 13 Mar 2017 09:57:33 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_d5c9a279a11445fcb4ab39dc96154949.jpg"/><div>A contracepção existe há milhares de anos. No dia da Mulher, fomos falar com dois especialistas que nos explicaram melhor os meandros da contracepção feminina. Gregos e egípcios foram os pioneiros a controlar a natalidade com métodos como o coito interrompido ou o cálculo dos picos de fertilidade da mulher, durante o seu ciclo. No entanto foi com a chegada da contracepção hormonal feminina que as mulheres deixaram de estar “dependentes da colaboração ou consentimento do parceiro, em relação ao controlo da natalidade”, explica-nos o sexólogo Dr. Fernando Mesquita.</div><div>Apesar do preservativo ter permitido a muitos casais iniciar um planeamento familiar, foi só em 1960 que a pílula representou uma verdadeira liberdade ( a vários níveis) para as mulheres. A contracepção hormonal feminina permitiu que as mulheres usufruíssem da sua sexualidade doutra forma, planear sozinhas quando é que querem ter filhos e consequentemente entrar no mercado de trabalho em (suposta) igualdade com os homens.</div><div>&quot;Desta forma, a intimidade tornou-se mais democrática e igualitária, onde os parceiros se podem entregar mutuamente sem que existam este tipo de preocupações, como pano de fundo”, acrescentou o psicólogo clínico e sexólogo.</div><div>O uso da contracepção em jovens e mulheres maduras</div><div>Hoje em dia, estima-se que 70% das adolescentes portuguesas tenham educação sexual, verificando-se que este grupo de mulheres valoriza “mais a importância do uso do preservativo em associação com outros métodos contraceptivos (dupla protecção)”, garantiu a ginecologista, Dr.ª Filomena Sousa.</div><div>Também o facto de as jovens terem uma relação mais próxima com a Internet, do que as mulheres maduras , explica porque é que também as adolescentes portuguesas apresentam comportamentos mais responsáveis no que diz respeito à contracepção feminina.</div><div>“Aproximadamente, 60% das mulheres com mais de 30 anos usa algum método contraceptivo”, afirmou o Dr. Fernando Mesquita.</div><div>Mitos, escolhas e tendências</div><div>Com a evolução da medicina a contracepção feminina passou a poder ser utilizada para muito mais do que apenas controlo da natalidade. Nos dias de hoje é frequente mulheres recorrem a métodos de contracepção -sobretudo os hormonais- para por exemplo diminuírem para metade o risco de uma doença inflamatória pélvica, evitarem o risco de desenvolvimento de quistos nos ovários, reduzirem o fluxo menstrual ou aliviarem a dor associada à menstruação. “Algumas pílulas são usadas para tratamento de problemas hormonais, melhorando acne e hirsutismo”, explicou a ginecologista, Dr.ª Filomena Sousa.</div><div>No entanto, devemos ter em conta que vivemos numa sociedade multi-cultural e que, para além dos casais cristãos que recusam a utilização de qualquer meio de contracepção, existem também pessoas cuja cultura valoriza a fertilidade, pelo que a contracepção não representa uma opção. Mas crenças religiosas à parte, algumas mulheres escolhem não adoptar nenhum método de contracepção simplesmente por não querem aumentar de peso, ou ainda porque acreditam que a contracepção pode levar a problemas de infertilidade ou doenças cancerígenas, suportadas por relatos de familiares ou amigas.</div><div>Cada vez se reconhecem mais vantagens da contracepção de longa duração, como os dispositivos intra-uterinos e os implantes subcutâneos, pela maior eficácia e menor risco para a saúde das mulheres. A utilização de dispositivos intra-uterinos em mulheres sem filhos tem vindo a ser desmistificada”, disse ao nosso site a Dr.ª Filomena Sousa, ginecologista da Maternidade Alfredo da Costa.</div><div>Importa ainda referir que a maior parte dos métodos contraceptivos, como o coito interrompido, o diafragma, o DIU, a pílula, a laqueação de trompas e a vasectomia não tem qualquer efeito contra as DST (doenças sexualmente transmissíveis). Nunca será demasiado frisar que é importante que as mulheres recorram a uma protecção dupla, nomeadamente, utilizando os métodos referidos, que permitem que não ocorra um gravidez não desejada, mais a utilização do preservativo masculino e feminino que protegem contra a transmissão de doenças.</div><div>Fonte<div>: <a href="http://www.impala.pt/lifestyle/contracepcao-feminina-livres-50-anos/">Impala News</a></div></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>OS VÁRIOS SENTIDOS DO AMOR</title><description><![CDATA[]]></description><dc:creator>Fala Portugal, Record TV</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/02/28/OS-V%C3%81RIOS-SENTIDOS-DO-AMOR</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/02/28/OS-V%C3%81RIOS-SENTIDOS-DO-AMOR</guid><pubDate>Tue, 28 Feb 2017 00:17:22 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><iframe src="//static.usrfiles.com/html/148723_1c0647f90887bfac5f11be2c991ca358.html"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>7 MANEIRAS DE MELHORAR A RELAÇÃO</title><description><![CDATA[Mais do que começar um namoro, por vezes o difícil é manter uma relação saudável e feliz. A tempo do dia de São Valentim, reunimos alguns conselhos com a ajuda de duas psicólogas e um sexólogo.1) Insista na comunicação assertiva e honestaAo contrário de uma comunicação agressiva, a ideia é estabelecermos os nossos próprios limites, de maneira a falar honestamente sem ferir o outro — não que isso implique dizer tudo o que nos vem à cabeça. A comunicação frequente é também um dos pontos fulcrais<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_e2ec9e06a52047b39c877d1ab7cb6d96%7Emv2.jpg/v1/fill/w_600%2Ch_400/dc6463_e2ec9e06a52047b39c877d1ab7cb6d96%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Ana Marques</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/02/17/7-MANEIRAS-DE-MELHORAR-A-RELA%C3%87%C3%83O</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/02/17/7-MANEIRAS-DE-MELHORAR-A-RELA%C3%87%C3%83O</guid><pubDate>Fri, 17 Feb 2017 10:32:21 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Mais do que começar um namoro, por vezes o difícil é manter uma relação saudável e feliz. A tempo do dia de São Valentim, reunimos alguns conselhos com a ajuda de duas psicólogas e um sexólogo.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_e2ec9e06a52047b39c877d1ab7cb6d96~mv2.jpg"/><div>1) Insista na comunicação assertiva e honesta</div><div>Ao contrário de uma comunicação agressiva, a ideia é estabelecermos os nossos próprios limites, de maneira a falar honestamente sem ferir o outro — não que isso implique dizer tudo o que nos vem à cabeça. A comunicação frequente é também um dos pontos fulcrais de uma relação saudável. Não basta perguntar “como correu o teu dia”, até porque a resposta pode ser o equivalente à de um adolescente quando lhe perguntam como foi a escola, mas antes mostrar um interesse genuíno por quem está ao nosso lado. Há 365 dias num ano e reservar a atenção para com o outro apenas para épocas especiais — como no Dia dos Namorados que está aí ao virar da esquina — não é das melhores estratégias, tal como lembra a psicóloga clínica Sofia Almeida Ferreira.</div><div>2) Orgulhe-se da pessoa com quem está</div><div>A capacidade de reconhecer e admirar o outro é, muitas vezes, o que devolve a chama ao casal e evita que a banalidade invada a relação. “Quando existe admiração, orgulho na pessoa, isso é capaz de trazer mais desejo e paixão por ela. É uma das formas de o casal estar mais unido”, esclarece Sofia Almeida Ferreira. O que importa aqui é a admiração verdadeira e não aquela apenas exibida socialmente, num qualquer evento entre amigos ou familiares. A isso acrescenta-se a necessidade de o reconhecimento não ser apenas em relação ao outro: o facto de a própria pessoa sentir orgulho pelo/a namorado/namorada ou pelo/a marido/mulher faz com que estes pareçam mais desejáveis.</div><div>Numa mesma lógica, o sexólogo Fernando Mesquita recorda a ideia do reforço positivo. É que, na verdade, é mais fácil queixarmo-nos do que está mal do que salientar o que acontece de bom, sendo que o mesmo princípio aplica-se à vida a dois. Dito isto, a proposta passa por, ao final do dia e já em casa, o casal recordar o que há de bom na relação e, se for esse o espírito, fazer uma viagem simpática ao passado.</div><div>3) Inove na vida sexual</div><div>O conselho do sexólogo Fernando Mesquita foi dado considerando casais que enfrentam alguns problemas na intimidade mas, na verdade, é uma dica a seguir mais vezes e certamente em mais contextos: inove na vida sexual, seja através da partilha de fantasias (pode até não fazer nada, basta conversar sobre isso) ou visitando uma sex- shop (o site da página também conta). Tanto uma ideia como outra têm a mesma finalidade: estimular a comunicação na intimidade. Parece óbvio, é certo, mas o sexólogo dá o exemplo dos casais que falam muito, mas que não falam propriamente sobre eles próprios</div><div>4) Seja carinhoso/a</div><div>“Parece algo muito básico”, atesta a psicóloga Carolina Justino, que traça o seguinte cenário: no início de um namoro o carinho é algo muito presente, mas à medida que a relação vai avançando no tempo este tende a desaparecer e os pequenos gestos são sugados pela (má) rotina. Sendo uma relação amorosa tal e qual uma planta que precisa de ser regada, Justino refere a importância de momentos e gestos carinhosos, desde um bilhete na porta do frigorífico ao programa de sábado planeado a mando do gosto do outro membro da relação. Mas saber usar expressões como “por favor”, “desculpa” e “obrigado” é igualmente importante. Certo que a vida em casal faz com que os dois membros fiquem progressivamente mais à vontade um com o outro, mas já dizia a expressão popular: à vontade não é à vontadinha, e há hábitos que não devem ser postos de lado.</div><div>5) Aposte numa relação consigo mesmo</div><div>No fundo esta dica é um cliché — mas há clichés que valem sempre a pena ser repetidos. É que se uma pessoa não está bem consigo própria, ela não será uma boa companhia nem mesmo para o parceiro/a. O estarmos bem connosco mesmos é tão importante como cada um ter o seu próprio espaço: “Há casais que julgam que, por serem precisamente um casal, têm de fazer tudo juntos, mas isso acaba por limitar o espaço individual”, garante Fernando Mesquita.</div><div>6) Crie rotinas em comum</div><div>Atualmente, o quotidiano é agitado, caótico até. No final de um dia de trabalho sobram poucas horas para uma vida a dois — especialmente se houver filhos na equação –, pelo que a também psicóloga clínica Carolina Justino sugere criar um tempo só para o casal. Como? Uma vez por mês, ou de dois em dois meses, fazer um fim de semana fora para investir na relação, praticar a escuta ativa e criar rotinas em comum, tal como ir para a cama ao mesmo tempo. “Sabemos que os casais com rotinas semelhantes são mais felizes juntos porque isso aumenta a probabilidade de partilharem momentos”, assegura a psicóloga.</div><div>7) Afaste as tecnologias da sua relação</div><div>E por falar em ir para a cama ao mesmo tempo, as tecnologias — televisão incluída — devem ficar de fora do quarto. Para reforçar a mensagem recordamos um estudo citado no site Health, o qual analisou 1.160 pessoas casadas e descobriu uma correlação negativa entre o uso excessivo de redes sociais e a felicidade nas relações. Não é preciso pensar muito para perceber porquê.</div><div>Fonte: <a href="http://observador.pt/2017/02/09/7-maneiras-de-melhorar-a-sua-relacao/">OBSERVADOR</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>As 50 sombras ... da &quot;EX&quot;</title><description><![CDATA[Existirá uma espécie de prazer da parte do seu companheiro em manter laços com os seus fantasmas amorosos do passado? Que mistérios estão por detrás do "sadomasoquismo" que as ex-mulheres têm em atormentar a nova relação daquele que já amaram? E quanto a si, sente-se no meio de um filme trágico, onde os "fetiches" de todos os intervenientes da história são o seu tormento? Conheça as vidas de Ana Luísa e Patrícia, contadas na primeira pessoa e, através das suas experiências, evite passar pelas<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_2a2c7939bf124dc78909c794d5af1219%7Emv2.jpg/v1/fill/w_591%2Ch_769/dc6463_2a2c7939bf124dc78909c794d5af1219%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Revista Baton</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/01/24/As-50-sombras-da-EX</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/01/24/As-50-sombras-da-EX</guid><pubDate>Tue, 24 Jan 2017 10:41:08 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Existirá uma espécie de prazer da parte do seu companheiro em manter laços com os seus fantasmas amorosos do passado? Que mistérios estão por detrás do &quot;sadomasoquismo&quot; que as ex-mulheres têm em atormentar a nova relação daquele que já amaram? E quanto a si, sente-se no meio de um filme trágico, onde os &quot;fetiches&quot; de todos os intervenientes da história são o seu tormento? Conheça as vidas de Ana Luísa e Patrícia, contadas na primeira pessoa e, através das suas experiências, evite passar pelas &quot;sombras mais negras da &quot;ex&quot;-mulher dele&quot;... </div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_2a2c7939bf124dc78909c794d5af1219~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_72f92369c6484c35b0aacd5b18fb26f5~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_447aa4d613c64615802a8f87dcbdce9a~mv2.png"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_cf8973cb1930474da89260eddcb066d7~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_37366a6e21f04014806d0b26489928c8~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Entrevista a Fernando Mesquita</title><description><![CDATA[Fernando Mesquita psicólogo de formação, especialista em sexologia, fala aos leitores da Revista Progredir, sobre a receita para um relacionamento mais feliz.Progredir: Se tivesse que elaborar um pitch, o que diria sobre si? Fernando Mesquita: Sou uma pessoa que gosta de aproveitar cada momento da vida. Que adora o que faz profissionalmente e que acredita que o conhecimento é a maior fonte de energia. Penso que a necessidade de conhecimento é o que nos leva a querer ser melhores. A necessidade<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_1ea5aa173d1f44bcbacb8bd393848dc9%7Emv2.png/v1/fill/w_414%2Ch_600/dc6463_1ea5aa173d1f44bcbacb8bd393848dc9%7Emv2.png"/>]]></description><dc:creator>Revista Progredir, Dezembro</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/12/10/Entrevista-a-Fernando-Mesquita</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/12/10/Entrevista-a-Fernando-Mesquita</guid><pubDate>Sat, 10 Dec 2016 17:42:35 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_1ea5aa173d1f44bcbacb8bd393848dc9~mv2.png"/><div>Fernando Mesquita psicólogo de formação, especialista em sexologia, fala aos leitores da Revista Progredir, sobre a receita para um relacionamento mais feliz.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_a334a72692bf44db885e2f7e059493ba~mv2.png"/><div>Progredir: Se tivesse que elaborar um pitch, o que diria sobre si? Fernando Mesquita: Sou uma pessoa que gosta de aproveitar cada momento da vida. Que adora o que faz profissionalmente e que acredita que o conhecimento é a maior fonte de energia. Penso que a necessidade de conhecimento é o que nos leva a querer ser melhores. A necessidade de conhecermos o que está dentro e fora de nós. Quando acreditamos que já sabemos tudo, ou que somos “especialistas” de alguma coisa, caímos na ignorância. Por isso mesmo, aproveito cada dia para descobrir algo de novo … no mundo que me rodeia e em mim mesmo. Tento, a cada momento, viver o momento presente. Apreciar o que está a acontecer no aqui e agora. Progredir: Agora a sério, fale-nos um pouco de si, quem é Fernando Mesquita? Fernando Mesquita: Nasci em Nova Lisboa (Angola) em 1973 e vim para Portugal em 1974. Após a licenciatura em Psicologia Clínica fiz o estágio no Núcleo de Saúde Infantil e Juvenil do Hospital de Santa Maria mas, apesar de ter adorado trabalhar com crianças, optei por enveredar pelo trabalho com adultos. Por isso tirei o Mestrado em Sexologia, seguindo-se uma pós-graduação como Sexologista, pela American Board of Sexology, e uma formação para o grau de Terapeuta Sexual, pela Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica (SPSC). Além disso, tenho complementado os meus conhecimentos com várias formações destacando-se uma pós-graduação em Psicoterapia Cognitivo Comportamental e Psicoterapia EMDR. Tenho colaborado em várias formações e workshops, e participado em diversas rubricas de revistas e de programas de TV, como psicólogo/sexólogo, destacando-se a “Mesa de especialistas sobre Mitos &amp; Verdades do Corpo Humano”, no programa “Você na TV”, da TVI. Em 2015 fui co-autor do livro “SOS Manipuladores”, pela Esfera dos Livros.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_141018cb08eb4ecea8557889a39c839a~mv2.png"/><div>Progredir: Porquê seguir a área da sexualidade? Fernando Mesquita: Penso que é uma área pouco abordada em qualquer formação superior. É impressionante como a maioria dos cursos de psicologia relega a sexualidade para segundo plano, apesar da inegável importância que a mesma tem para o bem-estar físico e psicológico de todos nós. Progredir: Ainda é tabu falar de sexualidade em Portugal? Fernando Mesquita: Penso que ainda subsistem muitos mitos e tabus que dificultam a capacidade dos portugueses viverem a sexualidade de uma forma saudável. Acredito que apesar de muitas pessoas já procurarem ajuda por problemas sexuais, muitas ainda ficam em casa por vergonha ou tabu em falarem sobre o assunto com um profissional. Infelizmente, muitas destas pessoas permitem que um problema, que poderia ser facilmente ultrapassado, as acompanhe para toda a vida e tenha um impacto, muitas vezes, destrutivo para as próprias e os companheiros.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_b467e18f419a4cf0a0cca52639e0ec91~mv2.png"/><div>Progredir: Fale-nos do seu ultimo livro &quot;Aprender a A.M.A.R&quot;? Fernando Mesquita: “Aprender a A.M.A.R.” é o resultado de vários anos da minha experiência clínica enquanto terapeuta sexual e conjugal. Nele revelo alguns casos reais de pessoas que procuraram ajuda, devido a algum problema na relação (com os outros ou com elas mesmas), e algumas ferramentas usadas por terapeutas para ajudar nestes casos. Por isso mesmo, a primeira parte do livro tem o nome “Aprender a AMAR-SE”, pois acredito que só podemos amar alguém plenamente quando nos amamos a nós mesmos. Nesse sentido são apresentados alguns exercícios de autodescoberta e mindfulness, usados em terapia, para que as pessoas consigam identificar os obstáculos à capacidade de autoaceitação e potenciar um maior desenvolvimento pessoal. A segunda parte dedica-se a “Aprender a A.M.A.R.”, numa perspetiva virada para o outro. </div><div>Progredir: Qual na sua opinião a receita eficaz para uma relação mais saudável e feliz? Fernando Mesquita: Em primeiro lugar é importante reconhecer que um casal feliz não tem obrigatoriamente de andar a rir a toda a hora! Até os amantes mais felizes, tal como todos os outros casais, passam por momentos difíceis. No entanto, os casais felizes são aqueles que têm a capacidade de ver as dificuldades como desafios e não como obstáculos inultrapassáveis. Em termos genéricos podemos dizer que os casais felizes são aqueles que têm capacidade para manter equilibrados os 4 pilares de uma relação amorosa: Agir, Motivar, Aceitar e Respeitar, ou seja aqueles que sabem A.M.A.R., onde: Agir — corresponde à capacidade de investir na relação, ou seja de não ficar de braços cruzados à espera que a solução dos seus problemas (e da relação) caia do céu! Motivar — é a capacidade de observar, reforçar e acentuar as qualidades mútuas, ao invés dos parceiros se tornarem detetives dos defeitos um do outro! Aceitar — implica a capacidade de aceitar o parceiro na sua essência e não ficar preso a uma projeção que se criou dele (geralmente formada na fase da paixão) Respeitar — é a capacidade de lidar com as diferenças! Uma relação onde não existe respeito é uma relação sem amor. O respeito é o aspeto fundamental de qualquer relação!</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_534defd8f7874846a2b539a602a5b468~mv2.png"/><div>Progredir: O tema deste mês da Revista Progredir é “Fé”. Será a fé um fator importante para a nossa capacidade de amar? Fernando Mesquita: Se considerarmos “Fé” como um sentimento de confiança em algo ou alguém, sem dúvida que é um fator muito importante no amor. O Respeitar (um dos 4 pilares fundamentais das relações amorosas saudáveis/felizes, apresentado no livro “Aprender a A.M.A.R.”) tem por base a Confiança, a Sinceridade, a Fidelidade e a Lealdade. Porém, é importante não confundir “Fé” com “Dependência” ou “Submissão”. Muitas pessoas tornam-se dependentes ou submissas dos parceiros por terem “fé” que este, mais tarde ou mais cedo, vai mudar e assim permitem ser mal-amadas e/ou mal tratadas ao longo de vários anos, ou até toda a vida. Isso pode ser tudo mas, certamente, não é amor!</div><div>Progredir: Uma mensagem para os nossos leitores? Fernando Mesquita: “Vivemos numa época que privilegia o prazer imediato, instantâneo e descartável. Andamos iludidos com a crença de “não há tempo a perder”, ou que “tempo é dinheiro”. Parecemos o coelho branco do conto da Alice no País das Maravilhas, sempre apressados, não se sabe bem para quê! Não investimos suficientemente nas coisas, nas relações, nas pessoas, ou em nós mesmos! É impressionante como existem tantas pessoas que sabem como funcionam os carros, os computadores, a internet e uma imensidão de outras coisas, mas que sabem tão pouco, ou quase nada, sobre elas mesmas! Conhecem apenas o seu próprio casulo, que é o aspeto físico, mas desconhecem o que está no seu interior.” Espero que este livro ajude todos os leitores a acreditarem no amor! (No amor próprio e nos outros)</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_682d255fc6af465c92e649f46deab5e1~mv2.png"/><div>Fonte: <a href="http://www.revistaprogredir.com/fernando-mesquita.html">Revista Progredir</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Casais já não investem nas relações</title><description><![CDATA[Investimos cada vez menos nas relações a dois, alerta especialista, que não tem dúvidas: é preciso aprender a amar.E se lhe disséssemos que a capacidade de amar, embora pareça instintiva, tem que ser aprendida? Ou que a sociedade em que vivemos está a mudar a forma como amamos? De facto, não somos nós que o dizemos, mas Fernando Mesquita, psicólogo clínico, especialista em sexologia e autor do livro Aprender a A.M.A.R. (edição Chá das Cinco), que não tem dúvidas: «o efémero está a passar para as<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_1632cf3da1244e81803712bb64da6f42%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_815/dc6463_1632cf3da1244e81803712bb64da6f42%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Destak</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/11/14/Casais-j%C3%A1-n%C3%A3o-investem-nas-rela%C3%A7%C3%B5es</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/11/14/Casais-j%C3%A1-n%C3%A3o-investem-nas-rela%C3%A7%C3%B5es</guid><pubDate>Mon, 14 Nov 2016 14:16:58 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_1632cf3da1244e81803712bb64da6f42~mv2.jpg"/><div>Investimos cada vez menos nas relações a dois, alerta especialista, que não tem dúvidas: é preciso aprender a amar.</div><div>E se lhe disséssemos que a capacidade de amar, embora pareça instintiva, tem que ser aprendida? Ou que a sociedade em que vivemos está a mudar a forma como amamos? De facto, não somos nós que o dizemos, mas Fernando Mesquita, psicólogo clínico, especialista em sexologia e autor do livro Aprender a A.M.A.R. (edição Chá das Cinco), que não tem dúvidas: «o efémero está a passar para as relações».</div><div>Ao Destak, o especialista confirma que «as pessoas investem pouco na relação com os outros. Passamos horas a teclar com quem não conhecemos no Facebook, mas depois temos muita dificuldade, com aqueles que nos estão próximos, de estabelecer relações.»</div><div>O investimento é pequeno e a falta deste justifica também porque é que tantos casamentos acabam em divórcio.</div><div>«Assim que surgem as primeiras dificuldades, as pessoas têm tendência a virar costas.» O pior vem depois, em forma de arrependimento que, defende Fernando Mesquita, «é terrível». Mas evitá-lo não é assim tão difícil. Basta apenas apostar um pouco mais na relação. </div><div>Investir é preciso </div><div>A satisfação imediata é cada vez mais o principal objetivo. É assim na vida em geral e é assim também nas relações. Aqui, o conselho é «investir e esperar pelo proveito, que pode levar algum tempo. E que pode ter um sabor muito mais doce do que se só tentarmos a satisfação imediata.»</div><div>Aprender a amar é, pois, necessário e é isso que o especialista tenta ‘ensinar’ com o seu novo livro. Até porque é a falta deste ensinamento que torna mais difícil estabelecer laços afetivos com terceiros. Mas antes é preciso «uma auto-descoberta, que a pessoa se aceite a si mesma para poder aceitar o outro».</div><div>Carla Marina Mendes</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_8cb49b8ada9448039248ccc19607242e~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Saiba qual é o segredo de uma relação feliz e duradoura</title><description><![CDATA[As estatísticas não deixam margem para dúvidas: cerca de 70% dos casamentos acabam em divórcio. Mas nem tudo são más notícias. Podem não ser a maioria, mas há casais que levam conseguem permanecer juntos por muitos e longos anos. Qual o segredo? “São casais que trabalham essencialmente quatro aspectos essenciais: o agir, o motivar, o aceitar e o respeitar”, explica Fernando Mesquita, psicólogo clínico e especialista em sexologia, que confirma que estes são “os pilares fundamentais de uma relação<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_d42767e7cc5649dd99357e490f5dc2c9%7Emv2.jpg/v1/fill/w_400%2Ch_490/dc6463_d42767e7cc5649dd99357e490f5dc2c9%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Carla Marina Mendes</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/11/11/Saiba-qual-%C3%A9-o-segredo-de-uma-rela%C3%A7%C3%A3o-feliz-e-duradoura</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/11/11/Saiba-qual-%C3%A9-o-segredo-de-uma-rela%C3%A7%C3%A3o-feliz-e-duradoura</guid><pubDate>Fri, 11 Nov 2016 15:09:46 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_d42767e7cc5649dd99357e490f5dc2c9~mv2.jpg"/><div>As estatísticas não deixam margem para dúvidas: cerca de 70% dos casamentos acabam em divórcio. Mas nem tudo são más notícias. Podem não ser a maioria, mas há casais que levam conseguem permanecer juntos por muitos e longos anos. Qual o segredo? “São casais que trabalham essencialmente quatro aspectos essenciais: o agir, o motivar, o aceitar e o respeitar”, explica Fernando Mesquita, psicólogo clínico e especialista em sexologia, que confirma que estes são “os pilares fundamentais de uma relação saudável e feliz”.</div><div>Falar é fácil, dirão muitos, e o especialista concorda. “Se perguntarmos a várias pessoas o que é importante numa relação a dois, muitos falam sobre a comunicação, a intimidade, a partilha…” A teoria até pode estar estudada, mas tudo se complica na passagem à prática. E, aqui, ela não impede as relações de falharem. É que, reforça o especialista, todos nós precisamos de aprender a amar.</div><div>O conceito pode ser, para alguns, difícil de perceber, contrariando a ideia de que amar é algo instintivo. “Podemos pensar assim, mas amar é uma coisa que tem que ser aprendida e começa logo na primeira relação que temos, que é a relação com os pais, sobretudo com a mãe”, explica, justificando porque é que muitos têm dificuldade em estabelecer laços afectivos com terceiros: “porque não lhes foi ensinado a amar”.</div><div>E se sempre foi assim, ainda mais é hoje, tendo em conta a sociedade em vivemos que, segundo o psicólogo, autor do livro Aprender a A.M.A.R., (edição Chá das Cinco), “mudou a forma como amamos”. A culpa é, garante, dos estímulos constantes, da informação que nos chega de todo o lado. “As pessoas deixam de investir e desistem quando surgem as primeiras dificuldades, ou seja, em vez de procurarem estratégias para mudar, para ver o que está mal com a relação e resolvê-la, muitas optam por desistir”. E passar ao próximo.</div><div>O efémero, que conquista cada vez mais espaço, ganha protagonismo no relacionamento a dois. “As pessoas investem pouco em muitas áreas da vida. Investem pouco, por exemplo, na relação com os outros. Se calhar passamos horas a teclar com pessoas que desconhecemos nas redes sociais, mas quando entramos no elevador com os nossos próprios vizinhos, um entra mudo e o outro sai calado. Não se fala.” Num mundo cada vez mais virtual, torna-se difícil o contacto real. “E isso faz com que, assim que surjam as primeiras dificuldades, tenhamos tendência a virar costas.”</div><div>A máxima tornou-se: permanecer na relação enquanto esta proporcionar felicidade. “Quando deixar de me sentir feliz a relação não faz sentido, dizem muitos. O problema é que, muitas vezes, nós incutimos a responsabilidade da nossa felicidade no outro, quando nós é que devíamos ser responsáveis por ela”. Mas para aceitar o outro é preciso primeiro, garante, que a pessoa se aceite a si mesma.</div><div>&quot;Aprender a A.M.A.R.&quot; - Livro disponível em:</div><div>- <a href="http://www.saidadeemergencia.com/produto/-o-202434/psicologia/aprender-a-amar/">SAÍDA DE EMERGÊNCIA</a></div><div>- <a href="http://www.bertrand.pt/ficha/aprender-a-a-m-a-r-?id=18525288">BERTRAND LIVREIROS</a></div><div>- <a href="http://pesquisa.fnac.pt/ia353483/Fernando-Mesquita?sl=-1.0">FNAC</a></div><div>-<a href="https://www.wook.pt/livro/aprender-a-a-m-a-r--fernando-mesquita/18525288">WOOK</a> - <a href="http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?cPath=0_216_23&amp;products_id=34005">ALMEDINA</a> - <a href="http://www.bulhosa.pt/livro/ilusao-da-memoria-a-julia-shaw/livro/aprender-a-amar-agitar-motivar-aceitar-e-respeitar-fernando-mesquita/">BULHOSA</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>(Sobre)Vive-se sem Sexo?</title><description><![CDATA[Sexo: a mais antiga atividade do mundo, entre os homens e entre os bichos. Faz largar suspiros, rolar cabeças, vender jornais, custa demissões famosas, traz fama. Faz girar o mundo? Só para alguns. Seja por escolha, seja por falta dela, são muitos os que se mantêm durante anos nesse deserto chamado abstinência. Mas que efeitos tem nas outras facetas da vida não ter uma vida sexual? Fonte: Revista Maxima NOV2016<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_4a0f7785c9524eb9a70581f42a2770a7%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_840/dc6463_4a0f7785c9524eb9a70581f42a2770a7%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Sofia Teixeira</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/10/28/SobreVive-se-sem-Sexo</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/10/28/SobreVive-se-sem-Sexo</guid><pubDate>Fri, 28 Oct 2016 22:24:27 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Sexo: a mais antiga atividade do mundo, entre os homens e entre os bichos. </div><div>Faz largar suspiros, rolar cabeças, vender jornais, custa demissões famosas, traz fama. </div><div>Faz girar o mundo? Só para alguns. </div><div>Seja por escolha, seja por falta dela, são muitos os que se mantêm durante anos nesse deserto chamado abstinência. Mas que efeitos tem nas outras facetas da vida não ter uma vida sexual?</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_4a0f7785c9524eb9a70581f42a2770a7~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_17ada06e989b4c5a8868f36a857cf79b~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_38c1f62ecaac4056b6c0959e5d67b4b1~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_d02cd60bc87b46b2b4b63c063bf00280~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_d4305e8d636e4eb19e9c59ab565b64a8~mv2.jpg"/><div> Fonte: Revista Maxima NOV2016</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Férias com Final Feliz ...</title><description><![CDATA[<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_abc4eb2d8018408d8e8a7e68fbbdc321%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Anabela Fernandes, Nova Gente</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/10/10/F%C3%A9rias-com-Final-Feliz-</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/10/10/F%C3%A9rias-com-Final-Feliz-</guid><pubDate>Mon, 10 Oct 2016 22:05:27 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_abc4eb2d8018408d8e8a7e68fbbdc321~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_1b7ae94c9e3540349db5a8373f2366da~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_b0931d13c358493196654a887e0fc04e~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_491226b7366a4e9a80cd971aee7107ef~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Os contos de fadas modernos</title><description><![CDATA[Canta o músico portuense Miguel Araújo que "os maridos das outras são/o arquétipo da perfeição". Um verso inocente que com certeza muitos assinam por baixo, a avaliar pelo sucesso que a canção alcançou. A verdade é que os casais-modelo sempre existiram e sempre fizeram os outros sonhar acordados. O pior é quando os ídolos deixam os pés de barro à mostra, divorciam-se e até se travam de razões em público. Aconteceu recentemente com Angelina Jolie e Brad Pitt, cuja separação acabou com um conto<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_a1a1eef269624174b59f8e2a183985b2%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_348/dc6463_a1a1eef269624174b59f8e2a183985b2%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Vanessa Fidalgo, CM</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/10/03/Os-contos-de-fadas-modernos</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/10/03/Os-contos-de-fadas-modernos</guid><pubDate>Mon, 03 Oct 2016 08:58:05 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_a1a1eef269624174b59f8e2a183985b2~mv2.jpg"/><div>Canta o músico portuense Miguel Araújo que &quot;os maridos das outras são/o arquétipo da perfeição&quot;. Um verso inocente que com certeza muitos assinam por baixo, a avaliar pelo sucesso que a canção alcançou. A verdade é que os casais-modelo sempre existiram e sempre fizeram os outros sonhar acordados. O pior é quando os ídolos deixam os pés de barro à mostra, divorciam-se e até se travam de razões em público. Aconteceu recentemente com Angelina Jolie e Brad Pitt, cuja separação acabou com um conto que parecia encantado. Porém, para o psiquiatra Carlos Amaral Dias não há dúvidas no processo: &quot;Vão ser rapidamente substituídos por outros que preencham o mesmo papel e que nos permitam continuar a idealizar&quot;. Até porque &quot;somos todos crianças grandes à procura da eterna felicidade&quot;.</div><div>Segundo o psiquiatra, a idealização dos relacionamentos alheios, sobretudo os das celebridades (mas também podem ser os dos vizinhos e amigos), corresponde do ponto de vista psicológico a uma fase do desenvolvimento infantil que acaba por ter eco na idade adulta.</div><div>&quot;É a chamada fase do ‘romance familiar’. Cerca de 30 por cento dos adultos lembram-se que experimentaram esta fantasia numa determinada época da infância, outros 30 por cento não se lembram mas também passaram por ela. Corresponde à fase em que se imagina que os nossos pais não são aqueles que nos deram a vida mas sim outros que nunca vimos mais gordos mas que são sempre ‘perfeitos’. Geralmente reis ou rainhas. Ou artistas. Gente de personalidade nobre, inteligente, lindíssimo, com uma espécie de toque de Deus. Faz parte do crescimento normal e tem também a ver com o facto de, à medida que cresce, a criança perceber que os pais, afinal, não são bem aquilo que idealiza. Costumamos dizer que é a fase da ilusão/desilusão&quot;, explica Carlos Amaral Dias.</div><div>Só que as fantasias nem sempre ficam encerradas no baú juntamente com os brinquedos da infância. &quot;Somos todos crianças grandes. Idealizamos, fantasiamos a toda a hora com a felicidade e servimo-nos dos exemplos que nos são vendidos como tal. Só que isso dá origem a uma verdadeira indústria, que é esta das celebridades. As revistas cor de rosa existem tão somente para preencher esse lugar na vida das pessoas. Para fazê-las acreditar que os sonhos podem ser realidade e que há pessoas reais que correspondem aos nossos melhores sonhos. Se na infância a fantasia faz parte do crescimento, na idade adulta serve para preencher o vazio&quot;, acrescenta o psiquiatra.</div><div>As páginas das revistas sociais estão cheias de histórias de amor e famílias perfeitas: Victoria e David Beckham, Beyoncé e Jay-Z ou Ben Affleck e Jennifer Garner - que desistiram do divórcio. Na realeza, Felipe e Letizia estão felizes em Espanha, como no início Carlos e Diana estavam em Inglaterra. Em Portugal, Fernanda Serrano e Pedro Miguel Ramos são a carne e o osso de uma união sólida e apaixonada de dois seres bafejados pela sorte e a beleza. Mas já houve outros, que não duraram: Alexandra Lencastre e Piet-Hein ou Pedro Teixeira e Cláudia Vieira.</div><div>Comparações</div><div>A tendência de olhar para o lado e tecer comparações é inevitável e global. Invariavelmente, somos demasiado duros connosco e idealizamos demais os outros, ‘adivinhando-lhes’ a felicidade nos gestos públicos. Mesmo que, como adultos, saibamos que as aparências iludem.</div><div>&quot;Porque felizmente queremos sempre acreditar em coisas boas. Se os contos de fadas não existissem, tínhamo-los inventado, porque precisamos de acreditar em finais felizes. Para não sucumbirmos à aleatoriedade e sentirmos que temos algum controlo sobre a nossa vida: se fizermos tudo direitinho, a história vai acabar bem&quot;, tece a escritora e jornalista Isabel Stilwell.</div><div>&quot;Quanto à felicidade que adivinhamos nos outros e comparamos com a nossa, se calhar às vezes somos um bocadinho invejosos, a que juntamos tantas vezes uma boa dose de preguiça: os outros são todos muito felizes porque têm isto e aquilo que nós não temos, e ficamos sentados no sofá sem fazer nada por nós mesmos e pela nossa relação&quot;, sugere Isabel Stilwell.</div><div>Luísa Castel-Branco, outra escritora, partilha da mesma opinião: &quot;As pessoas têm necessidade de acreditar nos contos de fadas e no ‘felizes para sempre’ para suportar o seu próprio dia a dia. Não sei se têm a perfeita noção de que os famosos são simplesmente seres humanos, apenas com mais dinheiro e regalias, mas tirando isso têm os problemas que todos os outros têm. E há uma certa cultura do voyeurismo. O que acho mais curioso neste fenómeno é o facto de o protótipo do casal-modelo ter mudado ao longo dos tempos. Consoante a sociedade muda, evolui também. Antigamente o modelo do casamento real encaixava no sonho de todas as meninas, agora já não. As celebridades estão muito mais próximas dos ideais dos dias de hoje&quot;, remata.</div><div>Até porque no tempo das rainhas, a noção de felicidade no amor era bem diferente: &quot;Os casamentos eram ‘negócios’, as expectativas deviam ser baixíssimas e com sorte - e aconteceu em alguns - aprendiam a conhecer-se e a amar-se, mas acho que hoje nenhum de nós gostava de ser um destes peões na diplomacia entre reinos ou famílias&quot;, adverte Isabel Stilwell, autora dos romances históricos ‘D. Filipa de Lencastre’ ou ‘D. Maria II’. Por isso, admite que os famosos possam hoje em dia assumir o papel que os reis e as rainhas tiveram noutros tempos: &quot;Imagino que sim. Mas muito sinceramente tenho sobretudo pena desses casais que veem todos os momentos das suas vidas espiolhados e interpretados. Mesmo quando leio nas revistas, penso sempre ‘Mas alguém faz lá ideia do que é a vida deles, do que pensam, do que sentem?’&quot;.</div><div><div>Só que essa é uma pergunta sobre a qual a maioria não se debruça por muito tempo, conforme esclarece o psicólogo e sexólogo Fernando Mesquita, </div><div>autor de ‘<a href="http://www.bertrand.pt/ficha/aprender-a-a-m-a-r-?id=18525288">Aprender a A.M.A.R.</a>’</div>. Até porque, nestas coisas do amor, muitos outros valores entram também em jogo.</div><div>&quot;Não podemos esquecer que vivemos numa sociedade que hipervaloriza a racionalidade e desconsidera a inteligência emocional, onde o importante é ‘produzir’ e ‘ter’, deixando-se para segundo plano o ‘sentir’ e o ‘ser’. Que prefere as relações virtuais aos amigos reais, investindo mais tempo em frente aos ecrãs dos computadores e telemóveis a falar com quem não conhece. Depois, as pessoas ficam desconfortáveis e ‘entram mudas e saem caladas’, quando apanham o elevador com o vizinho&quot;, exemplifica.</div><div>Ou seja, uma sociedade onde não se aprende a viver e muito menos a expressar as emoções mas que adora os seus clichés. &quot;Muito provavelmente, essas pessoas acreditam mais nas relações dos famosos do que naquilo que elas mesmas podem e merecem ter!&quot;, suspeita este especialista.</div><div>E as consequências de viver na irrealidade podem ser perigosas: &quot;É por isso que cada vez mais as pessoas se refugiam em fármacos e químicos para lidarem com emoções desagradáveis, como a tristeza ou a ansiedade, que também fazem parte dos relacionamentos. Procuram o parceiro ideal segundo aquilo que pregam as revistas ou que a sociedade valoriza, mas que muitas vezes nem corresponde às suas verdadeiras necessidades&quot;. Ou pior ainda: &quot;Permanecem em relações que as magoam, fazem sofrer e destroem, porque ‘aprenderam’ que ‘amar é sofrer’. Mas isso não é amor. É uma desilusão amorosa. Ou sentimento de vazio. Amar não é sofrer&quot;, conforme faz questão de deixar bem explícito o psicólogo.</div><div>A falsa ilusão</div><div>O psiquiatra Daniel Sampaio não se compadece com os desaires amorosos dos famosos e muito menos concorda com a persistência da ideia do casal-modelo. &quot;Já ninguém considera como modelos os casamentos dos famosos, que são os primeiros a publicitar os seus problemas em revistas cor de rosa, na permanente busca de notoriedade. Não se pode confundir dinheiro abundante com felicidade conjugal. As crises que mostram tornam impossível rematar a sua história com a frase ‘foram felizes para sempre’&quot;, refere Daniel Sampaio, que é autor, entre outros, de livros como ‘Labirinto de Mágoas’, obra que versa sobre as crises conjugais.</div><div>Talvez por isso o psiquiatra defende que, &quot;no momento atual, esses casais têm pouca influência&quot; no comportamento das outras pessoas. &quot;É só a curiosidade que nos faz observá-los&quot;, garante.</div><div>Até porque, pela sua experiência, o mito do homem ou da mulher ‘perfeitos’ também já caiu em desuso. &quot;Não existem pessoas perfeitas. O que procuramos é alguém que possa ajudar a sarar algumas feridas da infância e estabelecer uma relação de amor e compreensão mútua. O amor é uma construção, um trabalho diário&quot;, explica Daniel Sampaio.</div><div>Herança envenenada</div><div>Os casais perfeitos funcionam como &quot;uma ilusão continuada&quot;, defende, por seu turno, a escritora Margarida Rebelo Pinto: &quot;No fundo, as pessoas sabem que nenhum casal consegue ser feliz o tempo todo - isso não existe. Penso que é a herança envenenada dos contos para crianças&quot;. Uma ideia que pode até prejudicar o amor de verdade. &quot;Essa noção de ‘felizes para sempre’ deu cabo das relações, porque ninguém é sempre feliz para sempre. Mas a vida é ingrata e, por isso, as pessoas precisam de acreditar em alguma coisa. Vemos um casal feliz e, se estamos sozinhos ou não estamos felizes, queremos ser aquilo. É como querer agarrar uma bola de sabão. Um casal feliz é sempre inspirador, mas ninguém sabe o que se passa lá em casa. As pessoas têm muitas ideias preconcebidas sobre felicidade que as limitam, inclusive no alcance da sua felicidade&quot;, diz.</div><div>Se calhar, até já ninguém acredita na felicidade eterna e no príncipe encantado e tudo não passa de um grande negócio que vende as revistas de uns e aumenta a popularidade de outros. Conforme diz a socióloga Sofia Aboim: &quot;Acima de tudo, as pessoas gostavam de acreditar. E entre a rotina dos dias e a falta de alternativas, até compram o sonho&quot;. Que pode muito bem ser falso, mas ainda assim é o melhor a que se pode aspirar…</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Confissões Escaldantes</title><description><![CDATA[Este mês, na revista Men´s Health,revelamos "tudo" o que os homens querem saber sobre as mulheres! Um artigo da jornalista Ana Dória, com a minha colaboração.<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_e070f1e4014e406ebcd607187aabbc50%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Ana Dória, Men´s Health</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/09/16/Confiss%C3%B5es-Escaldantes</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/09/16/Confiss%C3%B5es-Escaldantes</guid><pubDate>Fri, 16 Sep 2016 09:56:03 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Este mês, na revista Men´s Health,</div><div>revelamos &quot;tudo&quot; o que os homens querem saber sobre as mulheres! </div><div>Um artigo da jornalista Ana Dória, com a minha colaboração.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_e070f1e4014e406ebcd607187aabbc50~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_8ca81415645d483a843d555146f356c6~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_a02e367e77e24719895c486cc5c98b28~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_85bb0eec861c4f898bddb4a304f72246~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_86afa11331b54da090c96d83a77f9203~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_f6aff0c1808147ac82a125096f3db6b7~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_8c2f417dcc1d4a6abb7461a60ddb4252~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>APRENDER A A.M.A.R.</title><description><![CDATA[● O amor tem de ser complicado?● Por que é que, para algumas pessoas, viver a dois parece tão simples e, para outras, é um verdadeiro calvário? ● Que mitos e crenças limitam a capacidade de amar?● O que pode um casal fazer face às primeiras dificuldades?● Qual é o segredo dos casais felizes? Este não é apenas um livro de auto-ajuda.É um verdadeiro manual sobre as relações que vai darresposta a estas (e outras) questões sobre o AMOR! A partir da experiência como psicoterapeuta sexual e conjugal,<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_2e72da8e937645fca9ca67e716a36023%7Emv2_d_1890_2716_s_2.jpg/v1/fill/w_470%2Ch_675/dc6463_2e72da8e937645fca9ca67e716a36023%7Emv2_d_1890_2716_s_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Fernando Mesquita</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/08/24/APRENDER-A-AMAR</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/08/24/APRENDER-A-AMAR</guid><pubDate>Wed, 24 Aug 2016 09:29:22 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_2e72da8e937645fca9ca67e716a36023~mv2_d_1890_2716_s_2.jpg"/><div>● O amor tem de ser complicado?</div><div>● Por que é que, para algumas pessoas, viver a dois parece tão simples e, para outras, é um verdadeiro calvário?</div><div>● Que mitos e crenças limitam a capacidade de amar?</div><div>● O que pode um casal fazer face às primeiras dificuldades?</div><div>● Qual é o segredo dos casais felizes?</div><div>Este não é apenas um livro de auto-ajuda.</div><div>É um verdadeiro manual sobre as relações que vai dar</div><div>resposta a estas (e outras) questões sobre o AMOR!</div><div>A partir da experiência como psicoterapeuta sexual e conjugal, o autor recorre a exemplos de casos reais e a técnicas apoiadas na meditação Mindfulness, na Terapia Cognitivo Comportamental e na Terapia da Aceitação e Compromisso, para nos ajudar a identificar e a fortalecer os quatro pilares das relações amorosas saudáveis:</div><div>(A)GIR</div><div>(M)OTIVAR</div><div>(A)CEITAR</div><div>(R)ESPEITAR</div><div>Não se limite a saber o que está mal na sua relação.</div><div>Aprenda a enfrentar e a ultrapassar esses problemas.</div><div>Descubra como pode ser mais feliz com aqueles que ama.</div><div>Porque nunca é tarde demais para</div><div>aprender a AMAR... e ser FELIZ!</div><div>Pré-venda em: <a href="http://www.saidadeemergencia.com/produto/-o-202434/psicologia/aprender-a-amar/">Saída de Emergência</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>UMA INFIDELIDADE É FORÇOSAMENTE O FIM DE UMA RELAÇÃO OU REPRESENTA UMA CRISE DE OPORTUNIDADE?</title><description><![CDATA[O afastamento dos casais, que ocorre por diversos motivos, pode levar um dos parceiros a cair num caso de traição. Um estudo realizado pela Universidade de Montreal, no Canadá, revelou que as mulheres que estavam insatisfeitas no seu relacionamento, eram duas vezes mais propensas a trair. «Uma relação extraconjugal é, muitas vezes, uma massagem ao ego», refere o sexólogo Fernando Mesquita. «Todos nós, em maior ou menor grau, temos uma necessidade inata de querermos ser amados, desejados e<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_56098b0c0bbd4162956e62c03235fec7%7Emv1.jpg"/>]]></description><dc:creator>Sofia Cardoso, Revista Saber Viver</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/05/19/UMA-INFIDELIDADE-%C3%89-FOR%C3%87OSAMENTE-O-FIM-DE-UMA-RELA%C3%87%C3%83O-OU-REPRESENTA-UMA-CRISE-DE-OPORTUNIDADE</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/05/19/UMA-INFIDELIDADE-%C3%89-FOR%C3%87OSAMENTE-O-FIM-DE-UMA-RELA%C3%87%C3%83O-OU-REPRESENTA-UMA-CRISE-DE-OPORTUNIDADE</guid><pubDate>Thu, 19 May 2016 07:55:45 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_56098b0c0bbd4162956e62c03235fec7~mv1.jpg"/><div>O afastamento dos casais, que ocorre por diversos motivos, pode levar um dos parceiros a cair num caso de traição. Um estudo realizado pela Universidade de Montreal, no Canadá, revelou que as mulheres que estavam insatisfeitas no seu relacionamento, eram duas vezes mais propensas a trair. «Uma relação extraconjugal é, muitas vezes, uma massagem ao ego», refere o sexólogo Fernando Mesquita.</div><div>«Todos nós, em maior ou menor grau, temos uma necessidade inata de querermos ser amados, desejados e cuidados», afirma ainda. Em alguns casais, a infidelidade pode ser o motivo da sua dissolução, mas, noutros, poderá ser encarada como uma oportunidade para mudar. «Muitas vezes, quando um casal procura ajuda, devido a uma traição, são notórias as dificuldades comunicacionais, de confiança e respeito no casal», revela ainda o sexólogo.</div><div>Maria do Céu Santo, especialista em medicina sexual, revela que nos casos que acompanha no seu consultório, já viu muitas mulheres melhorarem a sua relação, depois da suspeita de um caso de infidelidade. «Há mulheres que não suportam de maneira nenhuma uma traição e dizem já não conseguir voltar a confiar no seu parceiro, mas há outras que, quando desconfiam de uma eventual traição, querem lutar pelo seu parceiro», revela.</div><div>As mulheres têm maior dificuldade em perdoar</div><div>O processo de recuperação de uma traição pode ser, no entanto, longo e doloroso. «Alguns estudos referem que as mulheres têm mais dificuldade em aceitar uma traição emocional que física ou puramente sexual. Apesar disso, a descoberta de uma traição provoca, geralmente, na pessoa traída, um enorme sofrimento, diminuição da autoestima, depressão, afastamento social e, em casos extremos, falta de vontade de viver», sublinha o sexólogo.</div><div>«Estes fatores influenciam a capacidade de raciocínio e, consequentemente, dificultam a tomada de decisões, pelo que, muitas vezes, é importante a ajuda de um psicólogo», recomenda ainda o especialista. De acordo com estudos internacionais, em média, um homem em cada cinco tende a trair regularmente a cara-metade. Nas mulheres, a proporção é menor, mas tem vindo a aumentar.</div><div>Texto: Soﬁa Santos Cardoso com Filipa Basílio da Silva, Madalena Baptista, Margarida Figueiredo e Rita Caetano</div><div>Link: <a href="http://lifestyle.sapo.pt/amor-e-sexo/relacoes/artigos/infidelidade-fim-de-uma-relacao-ou-crise-de-oportunidade">SAPOLIFESTYLE</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Estaremos a dar a devida importância ao sexo?</title><description><![CDATA[Podemos falar de sexo? Aﬁnal, é ele o motor das relações e um dos pilares fundamentais que, ao longo do tempo, sustenta a ligação entre duas pessoas O sexo é uma das bases da relação do casal. Mas estaremos nós a dar-lhe a devida importância? Não nos estaremos a esquecer dele na lista das prioridades do dia a dia? Que impacto pode ter a sua ausência na vida de um casal? Reunimos as respostas dos especialistas e revelamos-lhe tudo o que sempre quis saber sobre o tema. Está preparado? Os estudos<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_49e51c5a64e24cdeb07c96ffbac765ce.jpg"/>]]></description><dc:creator>Revista Saber Viver</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/04/14/ESTAREMOS-A-DAR-A-DEVIDA-IMPORT%C3%82NCIA-AO-SEXO</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/04/14/ESTAREMOS-A-DAR-A-DEVIDA-IMPORT%C3%82NCIA-AO-SEXO</guid><pubDate>Thu, 14 Apr 2016 09:14:02 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Podemos falar de sexo? Aﬁnal, é ele o motor das relações e um dos pilares fundamentais que, ao longo do tempo, sustenta a ligação entre duas pessoas</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_49e51c5a64e24cdeb07c96ffbac765ce.jpg"/><div>O sexo é uma das bases da relação do casal. Mas estaremos nós a dar-lhe a devida importância? Não nos estaremos a esquecer dele na lista das prioridades do dia a dia? Que impacto pode ter a sua ausência na vida de um casal? Reunimos as respostas dos especialistas e revelamos-lhe tudo o que sempre quis saber sobre o tema. Está preparado? </div><div>Os estudos comprovam. Os especialistas confirmam. E nós podemos testar! Os benefícios do sexo não se refletem apenas nos nossos níveis de bem-estar, mas também na nossa imagem (ficamos mais bonitas e autoconfiantes), na nossa saúde (ajuda a prevenir doenças), na nossa energia (os desafios tornam-se mais fáceis) e na nossa relação (sentimo-nos mais ligadas ao nosso parceiro, mesmo que na hora antecedente tenhamos acabado de discutir).</div><div>A libertação das hormonas do prazer, nomeadamente da ocitocina, conhecida como sendo a hormona do amor, a par da de serotonina, a hormona da felicidade, que ocorre durante o sexo, podem tornar os nossos dias realmente mais felizes e, a longo prazo, podem reverter-se numa saúde mais robusta, numa aparência mais jovem e numa vida mais plena.</div><div>Por que não deve descurar o sexo</div><div>As necessidades e as expetativas sexuais variam de pessoa para pessoa e de acordo com múltiplos fatores que influenciam o desejo sexual. A idade, a duração da relação e, no caso das mulheres, a fase do ciclo menstrual são alguns exemplos relevantes. Por esta razão não é de admirar que, quando perguntamos aos especialistas «Quão importante é o sexo na vida de um casal?», tenhamos uma resposta unânime.</div><div>«Depende!», afiançam. A verdade é que não podem existir regras universais nem números fixos. Cada casal é único. No que toca à frequência sexual, por exemplo, a sexóloga Marta Crawford alerta que «mais importante do que olhar para o número de relações sexuais que o casal tem, é perceber se aquelas são de qualidade ou não».</div><div>«O sexo para ser bom não tem de acontecer três ou quatro vezes por semana, tem sim de ser de qualidade», afirma a sexóloga. Nas suas consultas de terapia de casal, Marta Crawford aconselha os casais a encararem a sexualidade como «um menu de degustação». Este é, segundo a especialista, um dos truques mais eficazes para estimular o desejo, aproximar o casal e obter uma vida sexual mais satisfatória.</div><div>«O casal deve saber aproveitar o sabor de um beijo ou de uma carícia, com tempo e sem pressões», elucida a sexóloga, realçando a importância da sexualidade no fortalecimento de uma relação. «O sexo é a bateria que recarrega as energias do casal e que vai ajudá-lo a enfrentar os desafios da vida», acrescenta.</div><div>O sexólogo Fernando Mesquita também vê a sexualidade como uma peça fundamental na esfera do casal. «O sexo é muito importante para criar uma sensação de ligação que pode reforçar os sentimentos de satisfação sexual e relacional», sublinha o especialista.</div><div>Quando o sexo passa para segundo plano</div><div>A falta de sintonia entre o casal e o desencontro de expetativas é um dos principais motivos que levam os casais a afastarem-se e a deixarem o sexo para segundo plano. Se, numa fase inicial do relacionamento, a novidade e a descoberta fazem com que o sexo seja a prioridade para os dois membros do casal, quando a relação estabiliza e a aventura da paixão se converte na previsibilidade do amor, o sexo deixa de estar na primeira linha dos desejos e necessidades do casal.</div><div>«Geralmente, na primeira fase do namoro, há um maior estímulo para a sexualidade. Nesta fase de conquista, a primeira prioridade é a vida sexual. Contudo, quando a relação começa a ficar estável e, principalmente, quando o casal começa a coabitar, a rotina que se instala diminui o desejo sexual e acaba por afastar os casais», constata a ginecologista Maria do Céu Santo, especialista em medicina sexual.</div><div>Mas a rotina não é a única responsável por este afastamento. A realidade difícil de gerir está relacionada com as necessidades sexuais do homem e da mulher, que variam bastante. «Normalmente, os homens têm mais desejo do que as mulheres», refere Marta Crawford.</div><div>«Geralmente, nos primeiros tempos de uma relação, a paixão, o desejo e a descoberta fazem com que o casal esteja em sintonia, mas ao final de algum tempo, são raros os casais que permanecem em sintonia. E é aí que reside o grande problema dos casais, no que toca à sexualidade», revela ainda a sexóloga.</div><div>Disfunção sexual ou disfunção de vida?</div><div>Com a rotina que se instala, ao fim de algum tempo no dia a dia do casal e, mais tarde, com a chegada dos filhos, muitas mulheres deixam de olhar para si enquanto mulheres e passam a ser exclusivamente mães. Este novo papel rouba-lhes tempo e disponibilidade mental para o sexo mas, de acordo com os especialistas, com as estratégias certas, é possível recuperar o desejo e voltar aos primeiros tempos da relação, já não de uma forma permanente, mas momentaneamente.</div><div>«Uma relação de longa data ideal deve caracterizar-se por picos de estabilidade e picos de paixão. Os picos de loucura típicos da fase da paixão são fundamentais para alimentar e oxigenar a relação ao longo do tempo», refere Maria do Céu Santo. O primeiro passo a seguir é reorganizar a sua rotina, de forma a que tenha tempo de qualidade para si e, posteriormente, para o seu parceiro.</div><div>«Muitas vezes, não há uma disfunção sexual no casal, mas sim uma disfunção de vida. As pessoas vivem completamente anestesiadas pela rotina e o sexo exige disponibilidade física e mental, requer energia que a maior parte das pessoas não tem», alerta a especialista.</div><div>Outro passo importante é reconhecer que a relação não está bem e procurar ajuda. «É importante que o casal não permita que as dificuldades se cristalizem. Quando as coisas se tornam mais complicadas, procurar a ajuda de um terapeuta sexual não deve ser motivo de vergonha», alerta Fernando Mesquita.</div><div>Quantidade é melhor do que qualidade?</div><div>Será que quanto mais sexo, melhor? Um estudo, publicado na revista científica Social Psychological and Personality Science, diz que não. O número mágico é nada mais que uma vez por semana. Isto vem contradizer aquilo que, durante décadas, se pensou ser verdade. Antes, o grau de felicidade de um casal e a estabilidade da sua relação eram avaliados pelo número de vezes que faziam amor.</div><div>Segundo Amy Muise, investigadora que liderou a pesquisa, a frequência dos envolvimentos sexuais deixou de ser um critério no cálculo da felicidade de um casal. Para chegar a esta conclusão, Muise analisou as respostas de mais de 25 mil norte-americanos a um inquérito que circulou entre 1989 e 2012. E constatou que, independentemente da idade e do sexo, os entrevistados disseram que fazer amor mais de uma vez por semana não lhes trazia mais felicidade.</div><div>A verdade é que temos menos sexo do que os nossos pais e não só. Queremos ter relações sexuais de melhor qualidade e queremos sentir-nos seguras. De acordo com um estudo publicado no Archives of Sexual Behavior, que analisou o número de parceiros sexuais de 33 mil pessoas, as da geração Y, nascidas entre meados da década de 1970 e meados da década de 1990, têm menos parceiros sexuais e fazem amor menos vezes do que as da geração dos pais.</div><div>A autora do estudo «What Is Behind the Declines in Teen Pregnancy Rates?», Heather D. Boonstra, ajuda a explicar esta tendência. Entre 1988 e 2013, o número de adolescentes e jovens-adultos sexualmente ativos caiu 14 por cento nas raparigas e 22 por cento nos rapazes. Porquê? Afinal a educação sexual tem algum efeito na consciência dos mais jovens.</div><div>Mais de 80 por cento dos entrevistados, em 2013, disseram que tinham receio de contrair doenças sexualmente transmissíveis e sabiam que usando contraceção e tendo menos parceiros sexuais corriam menos riscos. Em 1988, apenas 70 por cento admitiram usar um método contracetivo com regularidade.</div><div>8 benefícios do sexo</div><div>Saiba por que deve aproveitar sempre que a vontade oportunidade surgir:</div><div>1. Ajuda a relaxar e a lidar melhor com situações stressantes.</div><div>2. Sacia os centros de recompensa no cérebro tanto como o chocolate.</div><div>3. Queimamos cerca de cinco calorias por minuto.</div><div>4. Rejuvenesce a nossa aparência.</div><div>5. Previne constipações e a gripe, porque ajuda a produzir anticorpos.</div><div>6. Fortalece os músculos pélvicos, prevenindo a incontinência mais tarde.</div><div>7. Reduz a probabilidade de o seu parceiro desenvolver cancro da próstata.</div><div>8. Casais que estão juntos há vários anos fazem amor mais vezes do que os indivíduos que têm múltiplos parceiros.</div><div>Texto: Soﬁa Santos Cardoso com Filipa Basílio da Silva, Madalena Baptista, Margarida Figueiredo e Rita Caetano</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Mãos pequenas, pénis pequeno? Claro que não</title><description><![CDATA[Quando o tema se coloca entre republicanos candidatos à presidência dos EUA, está na hora de consultar os especialistas. Dois sexólogos comentam os mitos associados ao tamanho do órgão masculino. Coube a Donald Trump incluir a temática da anatomia pessoal num debate político. O candidato à nomeação republicana — a propósito da corrida à Casa Branca — quis aproveitar o tempo de antena para responder a uma acusação do rival Marco Rubio, que num discurso recente referiu-se às “mãos pequenas” de<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_d61ba935d3ca4f748c4647d284c40d06.jpg"/>]]></description><dc:creator>Ana Cristina Marques, Observador</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/03/04/M%C3%A3os-pequenas-p%C3%A9nis-pequeno-Claro-que-n%C3%A3o</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/03/04/M%C3%A3os-pequenas-p%C3%A9nis-pequeno-Claro-que-n%C3%A3o</guid><pubDate>Fri, 04 Mar 2016 22:49:59 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_d61ba935d3ca4f748c4647d284c40d06.jpg"/><div>Quando o tema se coloca entre republicanos candidatos à presidência dos EUA, está na hora de consultar os especialistas. Dois sexólogos comentam os mitos associados ao tamanho do órgão masculino.</div><div>Coube a Donald Trump incluir a temática da anatomia pessoal num debate político. O candidato à nomeação republicana — a propósito da corrida à Casa Branca — quis aproveitar o tempo de antena para responder a uma acusação do rival Marco Rubio, que num discurso recente referiu-se às “mãos pequenas” de Trump. Foi precisamente num debate transmitido esta quinta-feira que o magnata contrariou o mito que relaciona o tamanho das mãos com o tamanho do pénis:</div><div>&quot;[Marco Rubio] atacou as minhas mãos. Nunca ninguém atacou as minhas mãos, nunca ouvi tal coisa. Olhem para estas mãos, são mãos pequenas? E referiu-se às minhas mãos dizendo que se as mãos são pequenas, outra coisa também deve ser pequena. Garanto-vos que não há qualquer problema, garanto-vos.”</div><div>Caso viva debaixo de uma rocha, sublinhemos: pés, mãos e narizes pequenos não se traduzem em pénis pequenos — a mesma lógica aplica-se considerando pés, mãos e narizes… grandes. E não, o facto de um homem ter muitos pelos espalhados pelo corpo também não implica uma relação direta com o tamanho do seu órgão sexual, mesmo que tal esteja associado a doses consideráveis de testosterona. Preto no branco, pouco (ou nada) importa o tamanho das mãos de Donald Trump (e de tudo o resto, acrescente-se).</div><div>“Em termos gerais, as pessoas pensam que ter determinadas proporções do corpo maiores do que o normal implica que a outra parte também seja grande”, admite o sexólogo Fernando Mesquita ao Observador, recordando ainda o mito que atesta que os homens negros são mais avantajados (embora alguns estudos o sugiram, isso não implica que seja uma regra geral). Mas que não haja dúvidas: Mesquita explica que as extremidades do corpo — as tão comentadas mãos incluídas — são influenciadas pela hormona do crescimento, enquanto o tamanho do pénis está associado à genética.</div><div>Sandra Vilarinho, psicóloga clínica e terapeuta sexual, também entra na conversa, defendendo que os mitos são uma forma que as pessoas encontraram para tentar explicar determinados fenómenos sexuais. E isto apenas acontece devido à falta de informação no que à sexualidade diz respeito.</div><div>Os homens medem-se… aos palmos?</div><div>Ter um pénis pequeno não é necessariamente um problema, garante Sandra Vilarinho. O argumento de defesa tem que ver com fisiologia pura: a irrigação do pénis é mais fácil nos órgãos sexuais masculinos de menores dimensões, o que faz com que a ereção se prolongue durante mais tempo. “Se um homem se convencer disso, tal pode traduzir-se numa maior confiança sexual. E a confiança é mesmo o ponto chave no desempenho sexual”, esclarece a também membro da direção da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica.</div><div>Há sensivelmente um ano, o Observador dava conta de uma revisão sistemática de 20 estudos sobre o tamanho do pénis que vinha, então, dar uma novidade tanto aos homens como à comunidade científica: afinal, o tamanho médio não era 15 centímetros, mas sim 13: 13,2 centímetros em comprimento quando ereto e 9,16 quando flácido. A revisão científica que teve por base 17 estudos sobre o tema (além de 15 mil pénis de todo o mundo) apresentou números mais realistas que, segundo os autores do estudo, podem ajudar a “tranquilizar a grande maioria dos homens de que o tamanho do seu pénis está dentro da faixa normal”.</div><div>De facto, tranquilização é precisa. É que se as mulheres rivalizam em termos de imagem estética — considerando cabelos, maquilhagem e roupa –, os homens fazem-no em relação ao tamanho do pénis. Não é propriamente difícil de perceber porquê: se por um lado o pénis consiste num órgão sexual exposto, o que permite a sua comparação em determinados ambientes sociais (como os balneários de um ginásio), por outro, o seu tamanho é continuamente associado à virilidade e masculinidade.</div><div>“É como se a capacidade de um homem ser homem se medisse pelo pénis”, atira o sexólogo Fernando Mesquita, não sem antes argumentar que não é propriamente o tamanho do pénis que mais seduz a ala feminina. “As mulheres valorizam mais a largura do que o tamanho, já os homens valorizam o tamanho por uma questão de masculinidade”, acrescenta.</div><div>Mesquita põe ainda a tónica na questão dos filmes pornográficos que, em alguns casos, acabam por servir de formação sexual a muitos homens. Escusado será dizer que estes são representações irrealistas da sexualidade: não só porque os atores são escolhidos consoante a sua anatomia — e não propriamente pelo jeito inato para a representação –, mas também porque os ângulos utilizados nas filmagens são estrategicamente estudados de modo a fazer parecer maior o que provavelmente não o é.</div><div>Mas se o tamanho é eternamente discutido entre homens, a função do pénis também. “Alguns homens chegam a acreditar que têm de estar eretos durante uma hora”, diz Sandra Vilarinho. Entrando na questão do tempo associado ao desempenho sexual, a terapeuta faz um esclarecimento: “Há grandes variações, mas mais do que um minuto e menos do que 30 minutos será o mais usual.” Os valores apresentados são propositadamente vagos porque, ao contrário do que acontece num balneário masculino, Vilarinho quer evitar comparações. Já bastam discussões sobre tamanho.</div><div>Fonte: <a href="http://observador.pt/2016/03/04/maos-pequenas-penis-pequeno-claro-nao/">Observador</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Tirem-me deste filme</title><description><![CDATA[E se a vida lhe trocasse as voltas e tivesse de regressar a casa dos seus pais? Os testemunhos e as melhores estratégias para sobreviver ao «ciclone» Um artigo com a colaboração do Dr. Fernando Mesquita<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_d162808a01b1471880f235b8700132ea.jpg"/>]]></description><dc:creator>Carla Novo, Happy Woman</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/02/07/Tiremme-deste-filme</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/02/07/Tiremme-deste-filme</guid><pubDate>Sun, 07 Feb 2016 20:31:50 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>E se a vida lhe trocasse as voltas e tivesse de regressar a casa dos seus pais? </div><div>Os testemunhos e as melhores estratégias para sobreviver ao «ciclone»</div><div>Um artigo com a colaboração do Dr. Fernando Mesquita</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_d162808a01b1471880f235b8700132ea.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_8b1532ad76704618b81e1332156f81bd.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_96b9469212b4442385d4d5026c74bc43.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_cda07cde99694fc28d17f38ecb1a62e3.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_9338693260ff43129aee7c44d1716114.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Fantasias Sexuais Femininas</title><description><![CDATA[Qual a importância das Fantasias Sexuais? Que fantasias povoam o imaginário feminino? Fique a saber tudo isto, e muito mais, na LuxWoman de fevereiro 2016 Um artigo da Ana Cáceres Monteiro com a colaboração do Dr. Fernando Mesquita<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_7deb661564f44a99b937bee2a4cbfffb.jpg"/>]]></description><dc:creator>Ana Cáceres Monteiro</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/1/28/Fantasias-Sexuais-Femininas</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/1/28/Fantasias-Sexuais-Femininas</guid><pubDate>Thu, 28 Jan 2016 11:13:22 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> Qual a importância das Fantasias Sexuais? </div><div>Que fantasias povoam o imaginário feminino?</div><div>Fique a saber tudo isto, e muito mais, na LuxWoman de fevereiro 2016</div><div>Um artigo da Ana Cáceres Monteiro com a colaboração do Dr. Fernando Mesquita</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_7deb661564f44a99b937bee2a4cbfffb.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_0e91885bd8234e3bab4ee588d3a8cd4c.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_24abb075697849c58e68a4727f5ee390.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>O outro Prazer</title><description><![CDATA[<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_4079cab251824685a8079edfb70fca6b.jpg"/>]]></description><dc:creator>Ana Cáceres Monteiro (LuxWoman)</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/1/15/O-outro-Prazer</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2016/1/15/O-outro-Prazer</guid><pubDate>Fri, 15 Jan 2016 10:31:43 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_4079cab251824685a8079edfb70fca6b.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_ca141f620a4b4d5cad02278fe2174dbb.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_80e41d4360d1435e88ff26d08e473f83.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Mitos sobre Sexo</title><description><![CDATA[Podem influenciar o nosso comportamento e afetar a relação sexual. Por vezes, estão na origem de algumas disfunções. Conheça os mais comuns e a verdade sobre eles. 1. Homem que é homem está sempre pronto para o sexo - Falso. É um dos mitos que mais ‘vítimas’ faz entre ambos os géneros. Por causa dele, muitos homens põem-se em causa perante uma diminuição do desejo. E as respetivas companheiras tendem a assumir a culpa de não serem suficientemente desejáveis. Fernando Mesquita, terapeuta<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_d5c9a279a11445fcb4ab39dc96154949.jpg"/>]]></description><dc:creator>Revista Máxima</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2015/12/9/Mitos-sobre-Sexo</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2015/12/9/Mitos-sobre-Sexo</guid><pubDate>Wed, 09 Dec 2015 22:03:27 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Podem influenciar o nosso comportamento e afetar a relação sexual. Por vezes, estão na origem de algumas disfunções. Conheça os mais comuns e a verdade sobre eles.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_d5c9a279a11445fcb4ab39dc96154949.jpg"/><div>1. Homem que é homem está sempre pronto para o sexo - Falso. </div><div>É um dos mitos que mais ‘vítimas’ faz entre ambos os géneros. Por causa dele, muitos homens põem-se em causa perante uma diminuição do desejo. E as respetivas companheiras tendem a assumir a culpa de não serem suficientemente desejáveis. Fernando Mesquita, terapeuta especializado em sexologia clínica, explica que, além dos homens não terem de estar sempre disponíveis para o sexo sem que isso seja um problema, existem variadíssimas razões para a ausência do desejo que se prolonga no tempo: “Pode ficar a dever-se a questões hormonais, ou seja, diminuição da testosterona, depressão, cansaço ou stress.” Por vezes, pode significar falta de interesse na parceira.2. A mulher que não consegue atingir o orgasmo durante o coito é menos mulher - Falso. </div><div>Somos impelidos a dizer que a culpa é de Freud, já que uma das suas teorias parece estar na base deste mito do orgasmo vaginal. É que o pai da psicologia argumentava que as mulheres que atingiam o clímax através da estimulação do clítoris eram imaturas. “Era como se se tratasse de um orgasmo inferior. O que não é, de todo, verdade”, observa Fernando Mesquita, explicando que todos os estudos demonstram que a maior parte das mulheres atinge o orgasmo através da estimulação do clítoris. E mesmo nos casos em que isso acontece durante a penetração, desconfia-se que uma estimulação do clítoris, ainda que indireta, graças a algumas posições durante o coito, contribua para isso. 3. Casais em sintonia atingem o orgasmo em simultâneo - Falso. </div><div>É complicado e são raros os casais que conseguem atingir o clímax ao mesmo tempo, independentemente do ponto em que se encontra a relação. Mas, segundo o especialista, o mito “assombra” alguns homens e algumas mulheres que gostariam de fazer parte das estatísticas de sucesso neste campo. Porquê? Há muita responsabilidade “de algumas revistas que fazem capa com o assunto, apresentando-o de forma tão simples e natural que as pessoas se convencem de que é muito fácil chegar ao orgasmo simultâneo. Por isso, se não chegam, questionam-se sobre a sua normalidade”, esclarece Fernando Mesquita.4. Os pénis dos negros são maiores - Falso. </div><div>Embora estudos feitos demonstrem que os asiáticos têm em média o pénis mais pequeno que os europeus e os africanos têm em média o pénis maior, “na realidade há homens brancos que têm pénis maiores que muitos homens negros”, desmistifica o terapeuta, explicando: “Não é a etnia que determina o tamanho.” De qualquer forma, e de acordo com os estudos levados a cabo nesta matéria até ao momento, o pénis maior era de um homem branco.</div><div>5. As mulheres preferem homens com pénis grossos - Verdadeiro. </div><div>Em matéria de tamanho do pénis, as preferências são muito relativas. Há mulheres que preferem pénis longos, para outras estes são sinal de dor e desconforto. Por fim, há quem os prefira “pequenos, mas trabalhadores”, como costumam dizer. Do que não restam dúvidas é que as mulheres são mais facilmente excitáveis por pénis grossos, que lideram as preferências da esmagadora maioria do sexo feminino. </div><div>6. Falta de ereção é sinonimo de falta de interesse - Falso. </div><div>A relação entre uma coisa e outra não é direta. De facto, a falta de ereção pode ficar a dever-se a falta de interesse pela parceira, mas também por razões de saúde, sendo muitas vezes o que acontece. “A tensão arterial elevada e a diabetes à volta dos 30 a 50 por cento” podem desencadear este problema, assim como alguma medicação, “mas, nestes casos, a ereção pode ser posta de lado e alcançar o prazer de outras formas”, esclarece o terapeuta.</div><div> 7. Relação sexual é penetração - Falso.</div><div> “Todo o resto também é sexo. Inclusive a própria forma de tirar prazer das carícias”, garante Fernando Mesquita, explicando que em clínica, quando existem dificuldades sexuais, “uma das formas de procurar ultrapassá-las é proibir precisamente o coito, para o casal ter novas aprendizagens e não ficar tão obcecado pela penetração”. Mas, de facto, este é mais um daqueles mitos com um enorme peso!</div><div> 8. O coito é perigoso para o feto - Falso. </div><div>Existe esse receio mesmo entre os casais dos nossos dias. Aliás, há muitos mitos à volta da gravidez. Mas, relativamente a este, desde que não haja contraindicações médicas, a vida sexual dos futuros progenitores pode desenrolar-se normalmente: o bebé não corre qualquer tipo de perigo. “Algumas posições podem ser mais incómodas, mas existem muitas outras”, e, portanto, este pode ser o momento certo para as experimentar.9. Os homens são mais promíscuos do que as mulheres - Verdadeiro e Falso. </div><div>Trata-se também de uma questão cultural. “Os homens são incentivados a ter este tipo de comportamento, enquanto as mulheres são, de alguma forma, reprimidas.” Por esta razão, elas também são levadas a esconder mais os seus comportamentos ditos “reprováveis” socialmente. É um segredo bem guardado!</div><div>10. A impotência só atinge homens mais velhos - Falso. </div><div>Também se contam dificuldades de ereção em indivíduos mais jovens, esclarece o terapeuta. “Normalmente, estas dificuldades ficam a dever-se a causas psicológicas: o medo da primeira vez, o medo de falhar, de não ser capaz de satisfazer a parceira.”</div><div>11. Usar duas “camisinhas” é mais seguro - Falso. </div><div>O terapeuta explica que é um grande risco, pois o uso de dois preservativos aumenta a possibilidade “de existir mais atrito entre os dois e se romperem”. Mas convém usar um não só para proteger de uma gravidez não desejada mas também de doenças sexualmente transmissíveis. É uma questão de responsabilidade!</div><div> 12. O desejo e a potência sexual diminuem sensivelmente depois dos 40-50 anos - Verdadeiro e Falso. </div><div>Eventualmente, nos homens acontece, uma vez que com o avançar da idade dá-se uma diminuição da testosterona, “que é a hormona por excelência do desejo”. Nas mulheres, não tanto. “Diz-se mesmo que as mulheres mais maduras são aquelas que têm mais desejo. Isto porque ao longo do tempo foram aprendendo formas de tirar prazer”, comenta Fernando Mesquita, sublinhando a importância desta aprendizagem “para que, depois, o sintam na relação sexual”.13. Quando o homem ejacula termina a relação sexual - Falso. </div><div>Isto significa que quando o homem atinge o orgasmo a relação sexual deve terminar, o que não é de todo verdade. “Isso é o que acontece geralmente quando existe uma ejaculação prematura e o homem fica de tal forma frustrado que não se lembra mais tarde de ter dado prazer à parceira”, explica Fernando Mesquita. O desejável é que ele, mesmo assim, esteja disponível para isso.</div><div>Fonte: <a href="http://www.maxima.pt/comportamento/sexo/detalhe/mitos-sobre-sexo.html">Revista Máxima</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>A ciência divide-se: o ponto G é ou não um mito?</title><description><![CDATA[Um novo estudo vem argumentar que o tão cobiçado ponto G e o orgasmo vaginal não existem. Verdade ou não, o sexólogo Fernando Mesquita esclarece que, se há ponto a explorar, é o clitóris. Estávamos em 1950 quando o médico Ernst Grafenberg identificou o ponto G. Desde então, homens e mulheres de todo o mundo têm procurado insistentemente por esse “botão do prazer” feminino. Mas a demanda pode revelar-se infrutífera, dado que um novo estudo vem sugerir que o ponto G, afinal, não existe. A mesma<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_3bbf7f9ee86c44d7b7cf6411def6aa02.jpg"/>]]></description><dc:creator>Observador</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2015/11/17/A-ci%C3%AAncia-dividese-o-ponto-G-%C3%A9-ou-n%C3%A3o-um-mito</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2015/11/17/A-ci%C3%AAncia-dividese-o-ponto-G-%C3%A9-ou-n%C3%A3o-um-mito</guid><pubDate>Tue, 17 Nov 2015 14:31:37 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Um novo estudo vem argumentar que o tão cobiçado ponto G e o orgasmo vaginal não existem. Verdade ou não, o sexólogo Fernando Mesquita esclarece que, se há ponto a explorar, é o clitóris.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_3bbf7f9ee86c44d7b7cf6411def6aa02.jpg"/><div>Estávamos em 1950 quando o médico Ernst Grafenberg identificou o ponto G. Desde então, homens e mulheres de todo o mundo têm procurado insistentemente por esse “botão do prazer” feminino. Mas a demanda pode revelar-se infrutífera, dado que um novo estudo vem sugerir que o ponto G, afinal, não existe. A mesma lógica aplica-se também aos orgasmos vaginais, mas já lá vamos.</div><div>O estudo é da autoria dos sexólogos Vincenzo Puppo e Giulia Puppo, do Centro Italiano de Sexologia da Universidade de Florença e foi publicado no jornal Clinical Anatomy. De acordo com a investigação, a chave para o prazer sexual da mulher é o clitóris, que contém um conjunto de tecidos eréteis que podem ser “efetivamente estimulados”, escreve a publicação online Medical Daily.</div><div>Os investigadores pediram o apoio de outros sexólogos e especialistas na área para reformular a forma como a anatomia e o prazer sexual femininos são discutidos, uma vez que a controversa pesquisa encara a vagina e o clitóris como duas estruturas separadas, sem qualquer relação anatómica.</div><div>O orgasmo vaginal que algumas mulheres relatam é sempre causado pelos órgãos erécteis circundantes”, escrevem os autores Vincenzo e Giulia Puppo. “A vagina não tem uma relação anatómica com o clitóris.”</div><div>A propósito disso, o Daily Beast diz que a pesquisa em questão vai contra a teoria do neurologista austríaco Sigmund Freud, que defendia que os orgasmos derivados do clitóris eram um“fenómeno adolescente” e menos poderosos que os orgasmos vaginais, por ele considerados “maduros”. Com o passar do tempo seguiram-se outros estudos que haveriam de contrariar a teoria, nomeadamente os de Alfred Kinsey e da equipa Masters &amp; Johnson. No primeiro, Kinsey entrevistou 11 mil mulheres, cuja maioria garantiu nunca ter tido um orgasmo vaginal; no segundo, o duo norte-americano não só refutou a ideia de Freud, como constatou que as mulheres eram capazes de múltiplos orgasmos num curto período de tempo.</div><div>Apesar das muitas pesquisas que têm sido feitas ao longo do tempo, uma coisa é certa: o ponto G, mito ou não, continua a dar que falar. Sobre isso, Fernando Mesquita esclarece que este é um tema pouco consensual dentro da comunidade de sexólogos e que há quem defenda a inexistência do ponto mítico. O terapeuta sexual esclarece ainda que há mulheres mais sensíveis em determinadas zonas do corpo do que outras.</div><div>O problema do ponto G é que consideramos que toda a gente o tem e quem não o encontrar vai pensar que tem um defeito. E é isso que os sexólogos tentam desmistificar. Nem todas as mulheres têm de ter prazer nessa zona e, em termos sexuais, é melhor uma exploração geral do corpo do que estar à procura do «botão do prazer»”.</div><div>Mesquita lembra mais um estudo que aponta para a inexistência da zona erógena, desta vez da autoria de investigadores do King’s College, no Reino Unido. O mesmo contou com 1800 mulheres britânicas com idades compreendidas entre os 23 e os 83 anos — o grupo de estudo era composto por mulheres gémeas verdadeiras e falas. Em suma, houve respostas diferentes em relação à existência do ponto G considerando mulheres que partilhavam os mesmos genes.</div><div>Partindo da pesquisa citada, o sexólogo português esclarece que também ele não acredita na existência do ponto associado ao prazer sexual e adianta que esta pode ser uma “questão psicológica”. “A mulher tem o único órgão que existe só para dar prazer é o clitóris. Já o pénis serve para urinar e ter prazer. Se há um ponto a explorar, seria o clitóris.” </div><div>Está claro que a discussão está longe de acabar — um conjunto de investigadores italianos afirmou, em 2008, ter localizado a zona erógena através de scanners de ultra-sons — e que a revista Cosmopolitan vai continuar empenhada em ensinar às suas leitoras como encontrar o ponto G. </div><div><a href="http://observador.pt/2015/10/08/ciencia-divide-ponto-g-nao-um-mito/">Ana Cristina Marques, Observador</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>JÁ LEU ALGUM ROMANCE ERÓTICO?</title><description><![CDATA[Se não, talvez esteja na hora de o fazer. Especialistas confirmam que a literatura erótica estimula a líbido e melhora a vida sexual dos casais Não é por acaso que depois do famoso romance erótico de Erika Leonard James, «As Cinquenta Sombras de Grey» ter sido adaptado à tela de cinema, as mulheres tenham ficado mais despertas para o sexo... Segundo um estudo realizado recentemente em Espanha, pela consultora TNS, 60% das mulheres diz ter aprendido «coisas novas», 35% consideram haver «um antes»<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_dc5cbef026ba4995820818e2d0e35281.jpg"/>]]></description><dc:creator>Revista Saber Viver</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2015/11/15/J%C3%81-LEU-ALGUM-ROMANCE-ER%C3%93TICO</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2015/11/15/J%C3%81-LEU-ALGUM-ROMANCE-ER%C3%93TICO</guid><pubDate>Sun, 15 Nov 2015 20:12:43 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Se não, talvez esteja na hora de o fazer. Especialistas confirmam que a literatura erótica estimula a líbido e melhora a vida sexual dos casais</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_dc5cbef026ba4995820818e2d0e35281.jpg"/><div>Não é por acaso que depois do famoso romance erótico de Erika Leonard James, «As Cinquenta Sombras de Grey» ter sido adaptado à tela de cinema, as mulheres tenham ficado mais despertas para o sexo... Segundo um estudo realizado recentemente em Espanha, pela consultora TNS, 60% das mulheres diz ter aprendido «coisas novas», 35% consideram haver «um antes» e «um depois» na sua vida sexual. Cerca de 33% aumentaram mesmo a frequência das relações sexuais.</div><div>As evidências provam que as histórias eróticas, em livro ou em filme, são excelentes afrodisíacos e uma ótima «ferramenta» para estimular o desejo sexual. «Este género de livros e filmes pode ajudar os casais na criação de novas fantasias sexuais, mas também a enriquecer o seu reportório sexual e a falarem mais sobre as diversas práticas sexuais, e, consequentemente, a estimular o desejo sexual», afirma Fernando Mesquita, sexólogo e terapeuta sexual.</div><div>Quando recorrer à literatura erótica?</div><div>Qualquer casal poderá beneficiar da leitura e/ou da visualização de conteúdos eróticos. No entanto, a sua indicação é mais frequente e eficaz nos casos de desejo sexual hipoativo ou de anorgasmia (dificuldade ou incapacidade de atingir o orgasmo). Nos casais de longa duração, o recurso à literatura erótica também poderá ser uma ferramenta útil para reacender a chama. «Os livros e filmes eróticos podem ser motores para relançar ou descobrir o desejo», refere Vânia Beliz, psicóloga clínica, mestre em sexologia.</div><div>«Muitas vezes, a dificuldade de excitação advém da dificuldade em fantasiar e o erotismo, através da escrita ou de algo mais visual, pode fazer diferença», explica a especialista. Fernando Mesquita concorda, mas alerta para a necessidade de haver conformidade entre o casal. «É muito importante avaliar previamente a disposição do seu companheiro para a visualização deste tipo de material. Caso não queiram ou não se sintam confortáveis, é preferível procurar outras estratégias», aconselha o terapeuta.</div><div>Não misture ﬁcção e realidade</div><div>Se o casal está em sintonia, deverá avançar sem hesitações. Mas, antes, há que escolher um tipo de conteúdo com o qual ambos concordem, para evitar sentimentos de frustração e/ou aversão. A psicóloga Vânia Beliz lembra que «não devemos expor o outro a algo que este não queira, por isso é importante que conheçamos o outro». «Existem filmes e literatura específica. Usar o estímulo errado pode causar aversão e potenciar o objetivo contrário», refere.</div><div>O desencontro de expetativas e o sentimento de inferioridade também deverão ser prevenidos. «É necessário que recordem que a leitura/visualização destes conteúdos pode ser uma mais-valia para o enriquecimento de fantasias e partilha de experiências. Porém, é importante que reconheçam que não são obrigados a fazer o que acontece nestes livros e filmes. No sexo, o importante é que os casais tenham prazer e não devem fazer algo se não se sentem suficientemente à vontade para tal», alerta Fernando Mesquita.</div><div>Erotismo? Sim, mas na dose certa!</div><div>A literatura erótica e a pornografia são saudáveis para a vida sexual do casal. Contudo, quando a sua utilização se torna uma constante, estas poderão tornar-se aditivas. «O aparecimento da internet facilitou o acesso aos conteúdos eróticos e a oferta infindável, a par da inerente variabilidade de estímulos, aumentou o número de pessoas que são dependentes do erotismo e, principalmente, da pornografia», confirma Fernando Mesquita. Os sinais de adição são claros.</div><div>«Se o tempo que a pessoa dedica a este comportamento prejudica as relações sociais e profissionais, se a pessoa deseja parar este comportamento e não consegue evitar, e se isso lhe provoca acentuado mal-estar, estamos perante alguém dependente da pornografia», aponta o especialista. Vânia Beliz recorda que «usar estes recursos para fugir da rotina pode ser muito interessante e tornar-se muito excitante». No entanto, ressalva também que «a capacidade para atingirmos a excitação e prazer nunca deverá depender deles».</div><div>Por que deve fantasiar?</div><div>Embora as fantasias sejam ainda um assunto tabu entre os casais, estas devem fazer parte da sua sexualidade. «Se não pensarmos em nada durante o sexo, dificilmente conseguimos ter prazer. Para fantasiar o foco, a atenção e a concentração são ingredientes indispensáveis», sublinha Vânia Beliz. De acordo com a psicóloga, o sucesso do thriller erótico «As Cinquenta Sombras de Grey», deve-se precisamente ao facto de este ter «conjugado uma série de fantasias do imaginário feminino. Foi uma ótima receita», assegura.</div><div>«As mulheres sentiam falta de algo que as guiasse e que as fizesse sentir fora da sua zona de conforto e esta história concretizou isso mesmo», acrescenta. Para Fernando Mesquita, as fantasias sexuais devem fazer parte da vida de todos os casais, sem exceção. «As evidências sugerem que a maioria das situações que excitam as pessoas não estão relacionadas com o parceiro», afirma ainda.</div><div>«Se um casal conseguir falar e realizar as suas fantasias, sem que nenhum dos seus elementos se sinta desconfortável, abre-se a porta a uma enorme possibilidade de cenários que ajudam a reforçar a sua intimidade e sexualidade», conclui o terapeuta.</div><div>6 livros eróticos para ler e fantasiar</div><div>A leitura é uma forma estimulante de puxar pela imaginação:</div><div>1. «As Cinquenta Sombras de Grey» de Erika Leonard James (Lua de Papel, 2012)</div><div>2. «História d’O» de Pauline Réage (Edições Asa, 2012)</div><div>3. «O Amante de Lady Chatterley» de D. H. Lawrence (Relógio D’Água, 2008)</div><div>4. «Justine», de Marquês de Sade (Publicações EuropaAmérica, 2007)</div><div>5. «O Jardim Perfumado», de Xeque Nefzavi (Publicações EuropaAmérica, 2007)</div><div>6. «As Ligações Perigosas», de Pierre Choderlos de Laclos (Relógio D’Água, 2006)</div><div>Erotismo no écran e filmes para ver a dois:</div><div>- «As Cinquenta Sombras de Grey» (EUA, 2015, realizado por Sam Taylor-Johnson, com Dakota Johnson e Jamie Dornan)</div><div>- Os Sonhadores (França, Reino Unido e Itália, 2003, realizado por Bertolucci, com Eva Green, Louis Garrel e Michael Pitt)</div><div>- «Eyes Wide Shut» (EUA e Reino Unido, 1999, realizado por Stanley Kubrick, com Tom Cruise e Nicole Kidman)</div><div>- «Bolero – Uma Aventura em Êxtase» (EUA, 1994, realizado por John Derek, com Bo Derek)</div><div>- «Instinto Fatal» (EUA, 1992, realizado por Paul Verhoeven, com Michael Douglas e Sharon Stone)</div><div>- «Orquídea Selvagem» (EUA, 1990, realizado por Zalman King, com Carré Otis e Mickey Rourke)</div><div>- «Nove Semanas e Meia» (EUA, 1986, realizado por Adrian Lyne com Kim Basinger e Mickey Rourke)</div><div>- «Emmanuelle» (França, 1974, realizado por Just Jaeckin, com Just Jaeckin e Daniel Sarky)</div><div>- «Barcelona Sex Project», de Erika Lust, distinguido, em 2008, como o Melhor Documentário Erótico, na Feira Internacional de Vénus, realizada em Berlim</div><div>Texto: Soﬁa Santos Cardoso, <a href="http://lifestyle.sapo.pt/amor-e-sexo/sexo/artigos/ja-leu-algum-romance-erotico?artigo-completo=sim">Revista Saber Viver</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Não é mito, o sexo faz mesmo bem à saúde</title><description><![CDATA[Queima calorias, faz bem ao coração e até pode adicionar anos de vida a uma pessoa. O sexo faz isto e muito mais, pelo que recordamos 10 benefícios já sustentados pela ciência. Vamos falar de sexo. Mais precisamente de como a sua prática regular pode representar uma vida mais saudável. Um dia depois de se assinalar o Dia Mundial da Saúde Sexual, recordamos alguns dos benefícios que a ciência já demonstrou estarem associados às relações sexuais — desde fazer bem ao coração e deixar as pessoas<img src="http://img.youtube.com/vi/rjlSiASsUIs/mqdefault.jpg"/>]]></description><dc:creator>Observador, Ana Cristina Marques</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2015/9/6/N%C3%A3o-%C3%A9-mito-o-sexo-faz-mesmo-bem-%C3%A0-sa%C3%BAde</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2015/9/6/N%C3%A3o-%C3%A9-mito-o-sexo-faz-mesmo-bem-%C3%A0-sa%C3%BAde</guid><pubDate>Sun, 06 Sep 2015 15:45:25 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><iframe src="https://www.youtube.com/embed/rjlSiASsUIs"/><div>Queima calorias, faz bem ao coração e até pode adicionar anos de vida a uma pessoa. O sexo faz isto e muito mais, pelo que recordamos 10 benefícios já sustentados pela ciência.</div><div>Vamos falar de sexo. Mais precisamente de como a sua prática regular pode representar uma vida mais saudável. Um dia depois de se assinalar o Dia Mundial da Saúde Sexual, recordamos alguns dos benefícios que a ciência já demonstrou estarem associados às relações sexuais — desde fazer bem ao coração e deixar as pessoas mais bem dispostas, a fazê-las parecer mais novas. E não, não há nenhuma quantidade recomendável face ao número de vezes que um casal pode ou deve ter relações numa semana. O que interessa, assegura o terapeuta Fernando Mesquita, é que os dois encontrem um equilíbrio no que à vontade sexual diz respeito.</div><div>1. O sexo combate as doenças</div><div>Ele ou ela tendem a ficar doentes com facilidade? Se sim, o sexo parece ser um bom remédio. As pessoas que fazem sexo uma ou duas vezes por semana (em média) apresentam níveis mais elevados de Imunoglobulina A ou IgA — um anticorpo capaz de melhorar o sistema imunológico — do que aquelas que não são sexualmente ativas. Em causa está um estudopublicado na Psychology Report e citado pelo Telegraph, jornal que lembra ainda que a relação entre sexo e imunidade nem sempre é positiva: a mesma pesquisa mostrou que as pessoas com os menores níveis de Imunoglobulina A eram as que tinham sexo mais de duas vezes por semana.</div><div>2. Queima calorias</div><div>A ideia de que o sexo possa ser equiparado à prática de exercício físico é um tema debatível, assegura o site Live Science. No entanto, há estudos que comprovam que as relações sexuais podem, de facto, ajudar-nos a combater os quilos a mais. Em outubro de 2013, a publicação PLOS ONE dava conta de um estudo com as seguintes conclusões: o sexo queima uma média de 4.2 calorias por minuto num homem e 3.1 calorias por minuto numa mulher — isto considerando pessoas entre os 22 e os 28 anos e uma intensidade moderada. O site Live Science escrevia, então, que fazer sexo é melhor do que andar, mas não tão bom como correr.</div><div>3. Pode melhorar o sono</div><div>Segundo um estudo publicado pelo Daily Mail em janeiro de 2014, uma em cada seis mulheres britânicas (17%) dorme mais tempo e mais profundamente depois das relações sexuais. Mas o contrário também se verifica, isto é, uma noite bem dormida pode resultar em relações sexuais mais prazerosas, assegura o jornal New York Times que cita um pequeno estudo publicado no The Journal of Sexual Medicine. A pesquisa envolveu 171 estudantes universitárias e concluiu que, nas mulheres que estavam numa relação romântica, uma hora extra de sono correspondia a níveis mais elevados de desejo sexual; já as mulheres com uma duração média de sono mais longa reportaram maior lubrificação vaginal durante o sexo do que aquelas com uma média de sono mais curta.</div><div>4. Ajuda a reforçar os laços emocionais</div><div>Quando foi a última vez que mimou a sua cara metade? A pergunta tem razão de ser, dado que os casais que trocam mimos depois do sexo sentem-se mais satisfeitos com a sua vida sexual e, consequentemente, com a relação. A ideia é sustentada por um estudo datado de outubro de 2014 e publicado, então, na revista Archives of Sexual Behavior. Ainvestigação foi desenvolvida por um grupo de cientistas da Universidade de Toronto e mostrou que, para a grande maioria, a troca de afetos é mais importante do que os preliminares ou até que o próprio sexo. É tudo uma questão de boa disposição.</div><div>À data, a co-autora do estudo explicou que os mimos eram tidos como “uma recompensa positiva depois do sexo”. À revista Women’s Health Magazine, Amy Muise disse ainda: “Penso que os casais deviam ter consciência de que o período depois do sexo pode ser particularmente importante para criar uma ligação e que pode reforçar os sentimentos de satisfação sexual e relacional”.</div><div>5. Aumenta a boa disposição</div><div>“Está provado que quem tem sexo fica mais bem disposto ao longo do dia”, diz ao Observador o sexólogo Fernando Mesquita. E o que quer isto dizer? Que, nestas circunstâncias, as pessoas conseguem encarar de forma mais positiva as situações de stress que tendem a surgir.</div><div>E porque o sexo é um tema cada vez menos tabu e cada vez mais estudado, recordamos ainda uma investigação de 2007 conduzida por académicos da Universidade do Texas que atesta que aumentar a autoestima era um dos motivos porque as pessoas fazem sexo.</div><div>6. Funciona como um analgésico natural</div><div>Já não é novidade que o orgasmo promove a libertação de endorfinas, a homorna que encerra em si um poder analgésico. É por isso que a desculpa das dores de cabeça não pega, atesta Fernando Mesquita, uma vez que o sexo pode ajudar a acabar de vez com esse problema. E como se dúvidas houvesse, o Telegraph cita uma investigação científica para explicar que as endorfinas atuam numa questão de minutos — o que é bastante mais rápido do que ir à farmácia e comprar os medicamentos convencionais.</div><div>7. Faz bem ao coração</div><div>Já antes o terapeuta sexual Fernando Mesquita explicou ao Observador como o sexo pode ajudar a fortalecer o nosso coração, uma vez que “o aumento da atividade cardíaca, durante a interação sexual, vai melhorar a irrigação e a oxigenação do corpo, dificultando a acumulação de gordura nos vasos sanguíneos”. A reforçar a teoria estãoalguns estudos científicos que referem que “uma vida sexual ativa reduz, em cerca de 50%, o risco de enfarte nos homens”.</div><div>8. Estimula o cérebro</div><div>Não queremos com isto dizer que fique mais inteligente depois do momento íntimo, mas… O Telegraph cita uma investigação de 2010 feita… em ratos. Apesar do público-alvo em questão, as conclusões não deixam de ser interessantes: o estudo sugere que os ratos que tinham relações sexuais com regularidade apresentavam uma taxa mais levada de proliferação de células no hipocampo — a parte do cérebro que está associada à memória. Verificou-se ainda um maior crescimento de células cerebrais (e um aumento no número de ligações entre as respetivas células).</div><div>9. Age como um elixir de juventude</div><div>Talvez esteja na altura de pôr de lado os creme que prometem combater as rugas. Ou, então, acrescentá-los a outro tratamento que também se julga ser eficaz. Em 2013, David Weeks — que, em tempos, chefiou o departamento de psicologia para a terceira idade no Royal Edinburgh Hospital — apresentou ao mundo a sua pesquisa, a qual defendia que homens e mulheres com uma vida amorosa ativa tendem a parecer cinco a sete anos mais novos. O estudo em questão exigiu uma década de pesquisa, período durante o qual homens e mulheres de todas as idades foram questionados. Resultado? Aqueles que pareciam ser mais novos alegavam ter, em média, sexo com maior frequência (o que na faixa etária dos 40 a 50 anos representava, por exemplo, três vezes por semana em vez de duas vezes).</div><div>Mas ter uma vida sexual saudável não é só uma questão de aparências, uma vez que pode mesmo prolongar-lhe a vida. Um estudo feito em 1997, conduzido numa cidade galesa, no Reino Unido, veio demonstrar que os homens que tinham dois ou mais orgasmos por semana podiam ter até mais oito anos de vida. Nada mau…</div><div>10. Sexo é comunicação</div><div>O sexo não traz apenas benefícios físicos. Numa primeira instância, representa a forma de um casal se encontrar e comunicar. “Quando existe uma relação sexual existe a libertação de hormonas como a ocitocina, muito ligada à questão do apego e capaz de fortalecer as relações”, conclui Fernando Mesquita.</div><div>Fonte: <a href="http://observador.pt/2015/09/05/nao-mito-sexo-mesmo-bem-saude/">Observador</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>As relações entre o sexo e a ciência</title><description><![CDATA[Pode tentar o exercício, a alimentação, a roupa, o perfume, mas a verdade é que, quando não se trata de um problema de saúde, quem comanda o desejo sexual é a cabeça. O bom tempo, os dias mais longos, os corpos bronzeados e com menos roupa, a praia, as férias… são mesmo afrodisíacos? “É indiscutível que uma pessoa que se sente bem com o seu corpo e consigo própria, tem a autoestima e disponibilidade sexual muito menos afetada do que numa situação oposta”, diz ao Observador Fernando Mesquita,<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_84e52267b35e48ec82ba842b5e2e73be.jpg"/>]]></description><dc:creator>O Observador, Vera Novais</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2015/8/31/As-rela%C3%A7%C3%B5es-entre-o-sexo-e-a-ci%C3%AAncia</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2015/8/31/As-rela%C3%A7%C3%B5es-entre-o-sexo-e-a-ci%C3%AAncia</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2015 22:06:41 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_84e52267b35e48ec82ba842b5e2e73be.jpg"/><div>Pode tentar o exercício, a alimentação, a roupa, o perfume, mas a verdade é que, quando não se trata de um problema de saúde, quem comanda o desejo sexual é a cabeça.</div><div>O bom tempo, os dias mais longos, os corpos bronzeados e com menos roupa, a praia, as férias… são mesmo afrodisíacos? “É indiscutível que uma pessoa que se sente bem com o seu corpo e consigo própria, tem a autoestima e disponibilidade sexual muito menos afetada do que numa situação oposta”, diz ao Observador Fernando Mesquita, psicólogo clínico e terapeuta sexual.</div><div>Parece pois, claro como água das Caraíbas. Mas como falar de sexo ainda é muitas vezes tabu, o Observador recolheu alguns conselhos de terapeutas sexuais portugueses para tirar mais partido da sua vida íntima este verão. Porque sim, o sexo tem explicações (e sugestões) científicas.</div><div>Talvez não seja falta de desejo, apenas níveis de desejo diferentes</div><div>A perda de desejo sexual pode ser causada por problemas de saúde, mas antes de mais é preciso perceber se existe realmente perda de desejo ou se são os parceiros que têm expectativas desfasadas, aconselha Patrícia Pascoal, responsável pela Consulta de Sexologia da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. A psicóloga vai mais longe e pergunta se há de facto uma pessoa que tem falta de desejo ou se, pelo contrário, é a outra que tem desejo “a mais”.</div><div>“A literatura científica é relativamente unânime a este respeito: grande parte dos problemas de desejo, de homens e mulheres, manifestam-se a partir das relações em que se envolvem, quando há uma grande diferença entre os níveis de desejo dos parceiros”, diz ao Observador a também vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica. Que avança desde logo uma sugestão. “A terapia sexual conjugal pode ajudar casais que sentem esta discrepância ajudando-os a reabilitar os recursos que existem em cada pessoa e na relação.”</div><div>Mais, a terapeuta sexual diz que “a ideia de que a atividade sexual pode ser avaliada como um desempenho bom ou mau é, ela própria, indutora de preocupação e dificuldades”. Relaxe e desfrute.</div><div>Comunicar: não só o que se quer, mas as coisas boas que têm juntos</div><div>Para o desejo sexual contribuem, além da “sintonia ou discrepância a nível do desejo e das motivações para o envolvimento sexual”, também “a qualidade da relação, a capacidade de comunicação do casal, o respeito mútuo e o bem-estar que ambos conseguem proporcionar um ao outro e a si próprios na relação”. Quem o lembra ao Observador é Sandra Vilarinho, terapeuta sexual e presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica.</div><div>“A satisfação sexual depende obviamente de se sentir prazer, mas num contexto de mutualidade. Isto implica estar atento ao outro, desinibir-se, não sentir vergonha, flirtar, estar disponível para experimentar, partilhar e usufruir do prazer que se recebe e se dá”, refere Patrícia Pascoal, que é ainda investigadora no Sexlab – Laboratório de Investigação em Sexualidade Humana da Universidade do Porto –, citando um estudo próprio publicado em 2014 na revista Journal of Sex Research.</div><div>Falar sobre aquilo que mais gostam e mais valorizam um no outro e na relação, e não apenas sobre aquilo que está mal, que não querem ou que não têm, é o conselho de Sandra Vilarinho. “[Os casais precisam de] gerir prioridades e de dedicar tempo ao encontro sexual, como verdadeiro encontro e não como objetivo ou fim. [Também] criar condições não exigentes para o prazer e desfrutar do que surge.”</div><div>Já Fernando Mesquita quer acabar com as inibições: “Falem sobre sexo. Falem sobre a vossa vida sexual, as fantasias, as preferências e os desejos de cada um. Pensar em sexo é o melhor ‘afrodisíaco’ natural. Uma das principais causas para a diminuição do desejo sexual é a ausência de fantasias e experiências sexuais positivas.”</div><div>A roupa, a comida, os aromas… crie um ambiente que seja estimulante</div><div>O interesse sexual depende da “propensão erótica individual”, mas também dos estímulos do meio ambiente, refere Patrícia Pascoal. “O meio ambiente é feito do que nós e do que as outras pessoas criam nesse mesmo meio ambiente, como o organizam, como o enquadram. Se o meio ambiente não disponibilizar estímulos eróticos a chama não liga.”</div><div>Sandra Vilarinho acrescenta que “a maioria das mulheres, e sobretudo em relações de longa duração, parte de um estado de neutralidade sexual e é apenas com o desenrolar do encontro sexual que o desejo e excitação surgem, caso os estímulos sejam adequados e caso a mulher encontre no cenário sexual motivos para investir”.</div><div>Criar um ambiente que seja interessante e estimulante para ambos é, por isso, essencial, mas lembre-se que, por exemplo, cada pessoa sente os aromas de maneira diferente e a sensibilidade ao odor pode variar consoante a situação. Talvez os odores naturais sejam mesmo a melhor opção.</div><div>Ainda que “não haja provas de que os humanos respondem às feromonas de forma semelhante aos animais”, há estudos científicos que “referem que o odor tem um papel importante na atração sexual e romântica”, refere Fernando Mesquita. “O suor masculino [parece] despertar o desejo sexual da mulher, enquanto os fluidos vaginais têm uma substância que pode elevar os níveis de testosterona nos homens.”</div><div>“Falem sobre sexo. Falem sobre a vossa vida sexual, as fantasias, as preferências e os desejos de cada um. Uma das principais causas para a diminuição do desejo sexual é a ausência de fantasias e experiências sexuais positivas.”</div><div>Fernando Mesquita, terapeuta sexual</div><div>O álcool não é afrodisíaco, muito pelo contrário</div><div>Também em relação ao que se come, e apesar de toda a propaganda aos afrodisíacos, “não é possível fazer uma associação direta entre qualquer tipo de alimento e o desejo sexual”, nota o terapeuta sexual. Ainda assim, Fernando Mesquita admite que “existem alimentos, bebidas e outros produtos, que são energéticos e estimulam determinados aspetos fisiológicos, como o fluxo sanguíneo ou as contrações musculares, ou estimulam a produção de determinadas hormonas sexuais” mas, acrescenta, “não podemos afirmar que aumentam o desejo sexual”.</div><div>Ainda assim, prepare uma refeição com os alimentos preferidos de ambos, apresente-os de uma forma sensual e alimentem-se de uma forma original e verá que qualquer comida se pode tornar afrodisíaca. “O poder afrodisíaco dos alimentos depende essencialmente da cabeça de cada um. O verdadeiro afrodisíaco está na nossa mente”, diz Fernando Mesquita.</div><div>Mas cuidado com a quantidade de alimentos, uma digestão prolongada vai desviar o fluxo de sangue dos órgãos genitais para o sistema digestivo. Também o consumo de álcool é desfavorável. Ainda que seja “muitas vezes visto como afrodisíaco pelo seu efeito desinibidor”, a verdade é que diminui os níveis de testosterona e pode “afetar o desejo sexual e levar à disfunção erétil”. Além disso, também reduz a quantidade e qualidade dos espermatozoides.</div><div>Saltos altos, mas não muito</div><div>Não são só o consumo de álcool e outros hábitos pouco saudáveis que afetam a fertilidade masculina, a roupa apertada também o pode fazer. Porquê? Porque provoca o aumento da temperatura do escroto e afeta a produção de espermatozoides. O mesmo acontece com os homens que passam muito tempo sentados de pernas juntas, os camionistas, os ciclistas e os frequentadores de saunas e também os homens obesos.</div><div>Já nas mulheres, a roupa apertada pode potenciar infeções. “As calças de ganga demasiadamente justas e as peças interiores de fibras sintéticas não permitem que a pele respire normalmente, provocando ambientes demasiadamente quentes e húmidos, propícios ao desenvolvimento de microrganismos responsáveis por diversas infeções fúngicas”, alerta Fernando Mesquita.</div><div>Já os saltos altos, vistos muitas vezes como símbolo de sensualidade, também podem trazer problemas. Os especialistas dizem que, quando são muito altos, podem trazer complicações tanto na coluna, como nos próprios pés. Mas se tiverem até cinco centímetros, podem fazer com que “o corpo fique numa postura que favorece o fortalecimento dos músculos pélvicos femininos – a região envolvida nas contrações sentidas durante a atividade sexual e no orgasmo”, diz Fernando Mesquita, citando um estudo da Universidade de Verona, em Itália, divulgado em 2012.</div><div>Ter relações sexuais faz bem ao coração</div><div>“O aumento da atividade cardíaca, durante a interação sexual, vai melhorar a irrigação e a oxigenação do corpo, dificultando a acumulação de gordura nos vasos sanguíneos”, diz Fernando Mesquita. Alguns estudos referem mesmo que “uma vida sexual ativa reduz, em cerca de 50%, o risco de enfarte nos homens”.</div><div>Recordando o estudo que conduziu durante o doutoramento, Sandra Vilarinho, investigadora no Sexlab da Universidade do Porto –, refere que entre as “700 mulheres [que participaram no estudo], dos 18 aos 75 anos, constatou-se que as que praticavam exercício físico de modo regular e moderado eram também as que apresentavam índices mais elevados de funcionamento e satisfação sexual”, embora admita que outros fatores possam ter condicionado esta situação.</div><div>Patrícia Pascoal reforça que não existe necessariamente uma relação entre a prática de atividade física e a melhoria na vida sexual, ainda assim admite que a melhoria dos indicadores de qualidade de vida podem ter uma influência positiva. Mas tudo o que é exagerado acaba por deixar de ser saudável.</div><div>“A vigorexia, a prática compulsiva e a relação obsessiva com o desporto e com a forma física têm um impacto muito negativo nas relações interpessoais. O excesso de preocupação com o aspeto e forma física podem dificultar o usufruto dos estímulos eróticos. As pessoas distraem-se, pois focam-se na aparência e não conseguem desligar desse foco, não usufruem, não se libertam.”</div><div>Para Eles: Se sofre de disfunção erétil vá ver o estado do seu coração</div><div>Se o exercício físico pode ter um efeito positivo nas relações sexuais ou, pelo menos, na qualidade de vida em geral, a falta dele terá efeitos muito mais nefastos. O sedentarismo e a obesidade, assim como o tabagismo, consumo de álcool e drogas, influenciam negativamente a sexualidade masculina. “A prevalência de disfunção erétil nos homens obesos é de aproximadamente 80%”, avisa Fernando Mesquita. “Uma vez que a ereção masculina é, em parte, decorrente de uma boa circulação vascular, estes comportamentos têm impacto direto na sua qualidade.”</div><div>Além disso, o psicólogo clínico lembra que a disfunção erétil é um sinal de alerta para problemas cardiovasculares ou outros problemas de saúde, porque também é afetada pela hipertensão arterial, colesterol elevado e diabetes. “Os homens que apresentam disfunção erétil têm uma maior probabilidade de, em dois ou três anos, sofrerem um enfarte do miocárdio.”</div><div>Para Elas: Assuma-se sensual e crie fantasias eróticas</div><div>A obesidade, as doenças do coração, a diabetes, as alterações hormonais, as desordens neurológicas ou os efeitos secundários de alguns antidepressivos, podem condicionar o desejo sexual feminino, mas não costumam ser as razões principais, refere Sandra Vilarinho.</div><div>Para as mulheres são sobretudo as questões psicológicas, as emoções e pensamentos, o sentir-se bem com o seu corpo e com o erotismo, assim como a relação com o parceiro sexual e com os outros. E existem ainda as dimensões socioculturais, como as “crenças ainda prevalentes acerca do que é aceitável ou não numa mulher, poder ou não reclamar mais prazer ou outras formas de prazer que podem não passar apenas ou sobretudo pelo coito, o poder dizer ‘não’ quando não se tem vontade para que surja mais vontade de um ‘sim’ genuíno, entre outras”, elenco Sandra.</div><div>A terapeuta sexual termina com alguns conselhos para as mulheres: “Assumir a sua própria sensualidade, a beleza e o sagrado que existe no corpo feminino, independentemente do tamanho e forma.” Sandra Vilarinho acrescenta que a mulher tem direito a “ter e cultivar fantasias sexuais — muito frequentemente de cariz mais romântico do que sexualmente explícito –, e a reclamar um parceiro atento e sensível”.</div><div>Fonte: <a href="http://observador.pt/especiais/pensar-sexo-melhor-afrodisiaco-natural/">Observador</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Um amor e duas cabanas</title><description><![CDATA[Um amor e duas cabanas. O namoro reinventou-se? São opções: há quem escolha manter a chama acesa vivendo separado. Individualidade e respeito pelo espaço do outro são as razões mais comentadas. Mas haverá também um medo de compromisso? Madalena, 44, sempre teve o desejo de ser independente. Ter uma casa e vida próprias e construir uma carreira a sangue e suor eram sonhos sem data. De tanta ambição nasceu outra, a de viver por conta própria, coisa que faz há 12 anos numa casa decorada a gosto nos<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_c5218202f1054f42a1825da6dc4e56e1.jpg"/>]]></description><dc:creator>Observador</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2015/8/4/Um-amor-e-duas-cabanas</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2015/8/4/Um-amor-e-duas-cabanas</guid><pubDate>Tue, 04 Aug 2015 16:18:25 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Um amor e duas cabanas. O namoro reinventou-se?</div><div>São opções: há quem escolha manter a chama acesa vivendo separado. Individualidade e respeito pelo espaço do outro são as razões mais comentadas. Mas haverá também um medo de compromisso?</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_c5218202f1054f42a1825da6dc4e56e1.jpg"/><div>Madalena, 44, sempre teve o desejo de ser independente. Ter uma casa e vida próprias e construir uma carreira a sangue e suor eram sonhos sem data. De tanta ambição nasceu outra, a de viver por conta própria, coisa que faz há 12 anos numa casa decorada a gosto nos arredores da capital. Vive sozinha como sempre viveu, mesmo namorando com aquele que diz ser o homem certo. “Hoje em dia está tudo tão institucionalizado na minha vida — a rotina, os horários –, que não sinto que tenha de dar esse passo”, explica ao Observador, referindo-se ao facto de não viver com quem ama.</div><div>É caso para dizer que há ditados populares que, com o tempo, conhecem o seu prazo de validade. Não é tanto uma questão de extinção, antes de atualização: nos dias que correm, há quem argumente “um amor e duas cabanas”, o que reflete um tipo de compromisso longe do que manda a tradição. O que é isto, então, de casais que vivem separados, cada um no seu lar?</div><div>“Aqui há um compromisso, uma relação assumida que assenta na fidelidade. Mas em vez de dormirem numa só casa, vão variando”, explica Fernando Mesquita, para quem o conceito em questão é uma realidade mais frequente do que, à partida, se poderia julgar. Ao consultório do sexólogo, em Lisboa, chegam diferentes casais que partilham o amor mas não as moradas fiscais: é o caso dos vizinhos que se apaixonaram e que, a certa altura, discutiam sobre as despesas da água (porque ele passava mais tempo em casa dela) ou da mulher que precisava de estar sozinha em casa, sem o companheiro, de modo a carregar as energias.</div><div>Há cada vez mais relações que adotam um mesmo perfil, garante Mesquita, que vê com bons olhos estes romances. “Acredito que uma pessoa se possa dar de corpo e alma mas que, talvez, não queira entregar os bens”, atira. Não é que esta seja uma evolução da ideia do casamento tradicional, antes outra forma de viver a dois. É um namoro e, em muitos casos, algo mais sério, embora em moldes diferentes dos habituais. O importante é que as regras estejam bem definidas desde o início.</div><div>Amor a dividir por duas casas. Porquê e como funciona?</div><div>É sobretudo uma escolha, uma escolha de viver uma relação de compromisso, de modo não convencional, mas de acordo com aquilo que consideram ser o caminho a percorrer e que os faz sentir melhor. É uma escolha diferente”, diz Margarida Vietiez, mediadora familiar.</div><div>Em causa está, sobretudo, uma relação onde os intervenientes não querem entrar a pé juntos, em pleno golpe de fé — pelo menos no que a áreas comuns diz respeito. A segunda casa funciona, então, como uma espécie de porto de abrigo, explica Fernando Mesquita, que defende que estas relações acabam por ser exatamente como as outras, apesar de existirem poucos espaços em comum.</div><div>Margarida Vietiez, por sua vez, afirma que tudo não passa de uma decisão tomada a dois, com diversas razões a servirem de âncora para uma situação que, aos olhos da sociedade, poderá ser menos consensual: “Quando existe uma decisão nesse mesmo sentido, as razões apontadas pela maioria dos casais são a ‘proteção’ do espaço e tempos individuais, a ideia do ‘ver o que vai dar’, o não querer casar, os medos e receios provocados pelas anteriores experiências amorosas, a existência de filhos, de uma ou de ambas as partes, e muito especialmente o manter o clima de romance e paixão, evitando o desgaste da pesada rotina”.</div><div>Em cima da mesa estão as máximas da privacidade e do espaço próprio, tidas como uma receita pouco usual para o sucesso de um casal. Mas há uma tónica muito específica que ajuda a compreender estes cenários, isto é, a necessidade de evitar criar dependências e sentir continuamente que existe controlo sobre a vida de cada um.</div><div>Quando duas pessoas escolhem ter uma relação, ainda que debaixo de tetos diferentes, tal pode revelar ainda um medo de compromisso, diz a mediadora. Isto acontece sobretudo quando na equação pouco matemática estão casais que já passaram por uma ou várias experiências menos positivas, pelo que optam por viver em casas separadas durante um tempo.</div><div>Tenho conhecimento de muitos casais que decidiram escolher viver em casas separadas, mesmo depois de já terem estado a viver juntos, e estão muito bem. Muitos outros viveram separados e, depois de um bom tempo, cansaram-se de fazer a mala ao fim de semana e decidiram fazer a mudança para casa de um ou de outro”, explica a mediadora familiar.</div><div>“Há a ideia de liberdade”, completa Fernando Mesquita. Quer isto dizer que as pessoas escolhem passar tempo uma com a outra e definem os momentos que passam consigo próprias. “São pessoas que gostam da privacidade e que respeitam a individualidade, mas que procuram também evitar um pouco a rotina e a monotonia, sempre com a ideia de que podem voltar para casa.” Em última análise, falamos de indivíduos que procuram o melhor de uma relação amorosa; e não é a quantidade de tempo que está em causa, mas sim a qualidade.</div><div>Da teoria para a prática </div><div>Voltemos a Madalena, a profissional na área da comunicação que namora com um homem de 39 anos há 24 meses. Tanto ela como ele nunca partilharam casa própria (com quem quer que fosse), preferindo sempre viver o romance à distância de uma porta.</div><div>“Estou tão habituada a esta dinâmica e a minha vida é tão irregular em termos de horários… É uma coisa que está automatizada”, explica Madalena, não sem antes admitir que ela e o namorado vão alternando as dormidas, mas que nunca dividem a mesma cama durante um mês inteiro — o máximo terá sido uma semana seguida, isto sem contar com os períodos de férias.</div><div>Para Madalena, esta é uma forma de o casal não entrar em rotina, além de ser um sinónimo constante da compreensão pelo espaço de ambos. “Não há menos amor. São ritmos de vida diferentes”, alega, dizendo que a decisão resulta de uma combinação de fatores: do saber respeitar, da idade e experiência de vida. “É prático. Acho que as pessoas estão numa fase da vida em que sabem o que querem, sobretudo quando há um historial de viverem sozinhas.”</div><div>Esta não é a primeira incursão de Madalena no universo do romance que se prolonga por duas habitações. Antes do atual namorado, a profissional de comunicação teve uma relação de dez anos, com quem nunca chegou a viver por motivos diferentes dos que apresenta hoje: “Éramos muito jovens. Estávamos na faculdade quando começámos a namorar e nos primeiros anos não havia autonomia financeira. Foi um relacionamento que foi crescendo, passávamos muitos fins de semana fora e essa necessidade não se impôs logo.” Na altura de tomar a respetiva decisão, o casal ponderou não só se valia a pena partilhar uma vida 24 horas sob 24, mas também se ainda queria estar junto — a resposta foi negativa.</div><div>Mas há quem, depois de anos separados, escolha arriscar viver sob um mesmo teto e aproveite a conjuntura económica para facilitar a aventura. É o caso de Francisco*, 35, que trabalha na área do entretenimento, tal como a namorada, com quem tem uma relação há quatro anos. Depois de tanto tempo em casas próprias, o casal decidiu ir viver junto há dois meses, uma viagem que ainda agora começou e que, ao que tudo indica, está a correr bem.</div><div>Ao Observador, e ao contrário do que se poderia pensar à primeira, Francisco indica motivos económicos para justificar o facto de não ter ido viver antes com a namorada, apesar de admitir que sempre gostou muito de ter o seu próprio espaço: “Do ponto de vista económico era difícil ter casa em comum. Sendo freelancer preciso de muito espaço para trabalhar e a casa dela não o tinha”, explica. Além disso, os trabalhos de ambos eram (e continuam a ser) precários e havia empréstimos de casas para pagar.</div><div>Apesar das dificuldades, conseguiram encontrar um equilíbrio e encontravam-se sempre que podiam. “Não deixámos de ter uma boa relação, nunca tivemos discussões por causa disso. Até falávamos sobre isso e tínhamos plena consciência que seria difícil suportar o custo económico.”</div><div>A vida a dois mudou quando o turismo irrompeu pela capital adentro. Hoje, não só partilham o mesmo teto lisboeta como têm as respetivas habitações a arrendar: “É ótimo. Estamos a construir uma casa juntos, a decorá-la, a torná-la funcional. Faz parte de quando se gosta de uma pessoa e a vida fica mais fácil”, garante Francisco.</div><div>Sobre essa etapa Madalena também tem uma opinião: “Eu não ponho de lado a hipótese de viver com ele, mas não digo que isso seja necessário para a minha relação ser boa. Não digo que não seja a cereja no topo do bolo, mas o bolo já é espetacular.” Para ela existem demonstrações de afeto de maior relevância, tal como a lealdade — “Antes de vivermos juntos tem de existir uma base sólida de valores e, hoje em dia, há coisas que se esquecem.”</div><div>Há vantagens em ter duas cabanas?</div><div>Os benefícios de “um amor e duas cabanas” parecem ser muitos, segundo os intervenientes, desde a tão desejada intimidade à sensação de eterno romance. Mas há mais vantagens, avança a mediadora familiar. Afinal, esta é também uma questão de:</div><div>- Tempo e espaço próprios;</div><div>- Menor desgaste da relação com os problemas que advêm da partilha de tarefas;</div><div>- Possibilidade de não ser ‘contagiado’ com as energias menos positivas do companheiro;</div><div>- Controlo da vida pessoal e tomada de decisões unilaterais relativas à gestão financeira;</div><div>- Não invasão da intimidade;</div><div>- Conhecimento recíproco, crescimento a dois e evolução da relação, para posterior tomada de decisão de viver juntos ou mesmo casar.</div><div>À lista, o sexólogo Fernando Mesquita acrescenta que, nestes casos, as exigências que um membro do casal faz ao outro são consideravelmente menores — exemplo disso é o facto de existir maior “permissão” para que o outro esteja mais vezes com os amigos, o que poderá ser mais difícil de acontecer em contexto de casamento.</div><div>Mas também há problemas no paraíso, até porque com o passar do tempo, uma das pessoas do casal pode sentir uma necessidade crescente em partilhar o espaço com a outra — perante tal cenário, as coisas tendem a complicar-se, garantem Vietiez e Mesquita, uma vez que as expetativas de um já não são as expetativas de outro.</div><div>O que é também difícil nestas relações são os momentos de solidão que podem existir de uma das partes. Ou, então, quando uma das pessoas é mais insegura ou ciumenta, o que significa que pode começar a questionar os moldes em que fundou a união com o/a companheiro/a. E quando há filhos à mistura, é possível que os cenários sofram uma atualização e/ou uma mudança brusca.</div><div>Madalena, por exemplo, não esconde que até aos seus 25 anos pensou em casar, uma clara influência da tradição familiar e da educação católica que recebeu em pequena. Hoje em dia tem uma opinião diferente e admite que só consideraria o casamento se engravidasse, coisa que já não pondera à conta da idade. No entanto, não acha que a pureza de um sentimento se materialize numa viagem a dois ao altar, perante amigos e família.</div><div>Outra adversidade, se é que assim a podemos chamar, passa precisamente por aí, por uma sociedade que olha desconfiada para este tipo de relações e que, frequentemente, é feita de pessoas com línguas afiadas. “Apesar de as pessoas terem um compromisso sério, quem está de fora pode pensar que é uma coisa temporária, que são pessoas que não assumem a relação”, explica Mesquita.</div><div>“Acho que se constrói muito aquela ideia… Quando fui viver sozinha, as pessoas achavam estranho ter um namorado e viver sozinha. Mas se estou bem comigo própria… A mulher é sempre mais julgada do que o homem em determinadas coisas”, comenta Madalena, que refere ainda o facto de a sociedade, em geral, achar sempre que numa relação onde as pessoas não vivem juntas há muita “liberdade”.</div><div>Francisco concorda, apesar de nunca ter sofrido muito na pele com os preconceitos dos outros: “Havia pessoas a quem lhes fazia confusão, que iam logo viver com o namorado.”</div><div>Qual é o perfil destes casais?</div><div>Fernando Mesquita arrisca-se a dizer que as relações em questão acontecem sobretudo quando em causa estão casais algo recentes e que assumem que vão continuar em casas separadas durante algum tempo.</div><div>Têm surgido cada vez mais casos, sobretudo de pessoas que já tiveram um casamento ou uma relação mais prolongada e que, por alguma razão, separaram-se e estão, agora, num novo compromisso. É um novo ciclo amoroso.”</div><div>Em causa estão pessoas a partir dos 40 anos (regra geral), que já tiveram a tal relação e que acham que qualquer outra não vai durar uma vida inteira: “São pessoas que podem ter tido desilusões na vida e que têm mais experiência nesse sentido, que sabem que as coisas não duram para sempre”, alega Mesquita. “Acho que são românticas, mas também mais cientes dos riscos da relação.” A isso acrescenta-se o facto de terem capacidade económica — só assim se consegue suportar uma casa própria e resistir mais facilmente à ideia de “juntar os trapinhos”.</div><div>E haverá algum entrave emocional de quem está nestas uniões? “Não apontava para isso. Isso somos nós a não acreditar nestas relações, e eu acredito. Isso seria metermos as coisas numa balança e dizer que as pessoas com casas em conjunto entregam-se mais e vice-versa”, conclui Mesquita, que recorda ainda uma situação oposta que vai ganhando terreno nos dias de hoje: “Também temos pessoas a viver na mesma casa e que, em comum, apenas têm a própria habitação, que não têm possibilidades económicas para sair de casa.”</div><div>“Nunca me arrependi de nada”, diz ainda Madalena. “Se voltasse atrás faria as mesmas coisas. Penso um pouco na questão da maternidade, mas também acho que não vai ficar um vazio. A minha vida tem sido tão rica… São opções.”</div><div>* Nomes fictícios. Estas pessoas não quiseram ser identificadas</div><div>Fonte: Ana Cristina Marques, no <a href="http://observador.pt/2015/08/01/um-amor-duas-cabanas-namoro-reinventou/">Observador</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Ideias simples que podem salvar a sua relação</title><description><![CDATA[Antes, amava a forma como ele cantava desafinado, hoje, irrita-se com a forma como ele sorve a sopa… Se a sua relação anda naquela de chove e não molha, aqui ficam algumas ideias para não deixar que a sopa esfrie totalmente. Ninguém está à espera que ao fim de 10 (20? 25?) anos de relação ainda se salte para a espinha um do outro a meio do corredor a qualquer hora do dia ou da noite, gritando ‘És a mulher da minha vida, Sónia Patrícia!’ e acordando os vizinhos. Mas a ideia de ‘ah e tal, as<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_d75a1182c4bca318963492f2683d034a.jpg"/>]]></description><dc:creator>Revista ACTIVA, Catarina Fonseca</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2015/7/23/Ideias-simples-que-podem-salvar-a-sua-rela%C3%A7%C3%A3o</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2015/7/23/Ideias-simples-que-podem-salvar-a-sua-rela%C3%A7%C3%A3o</guid><pubDate>Thu, 23 Jul 2015 10:45:04 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Antes, amava a forma como ele cantava desafinado, hoje, irrita-se com a forma como ele sorve a sopa… Se a sua relação anda naquela de chove e não molha, aqui ficam algumas ideias para não deixar que a sopa esfrie totalmente.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_d75a1182c4bca318963492f2683d034a.jpg"/><div>Ninguém está à espera que ao fim de 10 (20? 25?) anos de relação ainda se salte para a espinha um do outro a meio do corredor a qualquer hora do dia ou da noite, gritando ‘És a mulher da minha vida, Sónia Patrícia!’ e acordando os vizinhos.</div><div>Mas a ideia de ‘ah e tal, as coisas não podem ser como há dez anos’ é muitas vezes usada como desculpa para não se fazer nada, que sempre dá menos trabalho. Então o que podemos fazer para animar a vida amorosa? Não se assuste, isto não inclui sexo no telhado nem aulas de danças de salão a dois (enfim, esta última nem era mal pensada).</div><div>Mude de quarto</div><div>O objetivo não é entreter-se a decorar o quarto novo com almofadas em forma de coração. O nome de código da missão é ‘Fugir Das Crianças’. Se tem filhos, aconselha o site www.huffingtonpost.com, principalmente se tem filhos crescidos, a ideia é mudar o seu quarto para o mais afastado possível do quarto deles. Pode dizer que a luz a incomoda, que o pai ressona e não quer incomodar os filhos, ou que a ficha da televisão não chega lá. Se não puder mudar o seu quarto, mude o quarto deles. Se a casa não é o Palácio da Ajuda e não dá para andar com tanta revolução, comece a aproveitar as alturas em que os filhos não estão em casa, em vez de passar a vida a queixar-se de que ‘esta casa não é um hotel’.</div><div>Invente um convidado (inglês)</div><div>Imagine que tinha um importante convidado inglês em sua casa, sugere a psiquiatra americana Harriet Lerner (em www.oprah.com). Claro que íamos ter infinitamente mais paciência e de certeza que não desatávamos aos gritos porque o marido se esqueceu de dar os parabéns à sogra. É triste, mas somos mesmo mais controlados quando sabemos que há testemunhas por perto. “Da próxima vez que lhe apetecer perder as estribeiras, imagine o pobre Rupert a tentar dormir no quarto de hóspedes... e a ouvir tudo o que vocês dizem.”</div><div>Pare de o corrigir</div><div>É assim tão importante repor a verdade dos factos quanto à festa de casamento da prima Júlia? É assim tão importante dizer que estavam 150 convidados e não 170? Há coisas que não valem mesmo a pena a discussão...</div><div>Dê-lhe a mão</div><div>O sexo é importante, mas há outras formas de se ser físico. Todos os namorados o fazem: andam de mão dada, dão beijinhos no meio da rua de repente, por razão nenhuma senão a alegria de estarem juntos. “O toque é terapêutico, reconfortante e calmante”, explica o terapeuta sexual David Wygant. E quando se encontrarem ao fim do dia, encontrem-se com um abraço. Um abraço mostra ao seu parceiro que pensou nele enquanto esteve fora, que ainda o ama apesar de haver jantar para fazer e três máquinas de roupa para pôr a lavar, e que está lá para o apoiar no que for preciso.</div><div>Sorria-lhe de manhã</div><div>Se é daquelas que antes do primeiro café tem vontade de matar a primeira pessoa que lhe aparecer (que geralmente costuma ser ele), isto pode ser um esforço desumano. Mas não custa tentar. “Em vez de acordar sem uma palavra, diga-lhe qualquer coisa agradável logo pela manhã”, aconselha a psicoterapeuta americana Ashley Bush, autora (com o marido) do livro ‘75 Habits for a Happy Marriage’. “Pode ser ‘gosto tanto de acordar ao teu lado’ ou ‘adoro ser casada contigo’”. Claro que a Ashley Bush nunca acordou ao lado de um português há 8 horas privado de cafeína , que mesmo que ouça ‘meu amor ficas tão charmoso com a barba por fazer’ continua com vontade de nos arrancar a aorta pela costela esquerda, mas, mais uma vez, não custa tentar…</div><div>Mude de lentes</div><div>Há um sábio ditado português que diz que não se apanham moscas com vinagre. O especialista David Wygant acha o mesmo: “Na vida, conseguimos mais com mel e açúcar do que com zanga e veneno. Se quer manter a sua relação forte, tem de parar de pensar que o seu parceiro vai mudar. Aceite a ‘bagagem’ dele, e reze para que ele aceite a sua.”</div><div>A mesma opinião tem o psicólogo e sexólogo Fernando Mesquita: “Quando as relações estão numa fase menos boa, temos tendência a ficar mais atentos aos aspetos negativos que positivos. O que é mau passa a ser péssimo e o que é bom nem se repara! Na minha clínica, aconselho um exercício em que se procura mudar este tipo de ‘lentes’ e sugere-se que, pelo menos durante uma semana, o casal esteja mais atento às coisas positivas que o outro vai fazendo. Podem ser coisas tão simples como uma pequena mensagem carinhosa de telemóvel ou um beijo de “bom dia”.</div><div>No final do dia deverão partilhar duas a três coisas que tenham apreciado no outro. “Por exemplo: ‘foste ao banco por mim, telefonaste só para me dizer ‘olá’, fizeste amor comigo embora estivesses cansada…” Não custa agradecer. Os nossos pais ensinaram-nos a ser educados, mas é espantoso como nos fogem tantas regras de civismo com os que nos estão mais próximos…</div><div>Programe o sexo…</div><div>“Tal como marcamos uma consulta ou reunião de trabalho, é importante programar algum tempo para a intimidade”, explica o sexólogo Fernando Mesquita. “Pode parecer falta de espontaneidade, mas em alguns casos devemos encarar o sexo como uma tarefa que requer atenção, esforço e criatividade!”</div><div>Além de ‘programar’ (esqueça o lado informático da palavra) há estratégias simples que os casais podem adotar para melhorar a vida amorosa/sexual: “Passar a encarar o sexo como uma forma de ter e dar prazer”, explica o especialista. “Procurar variar (experimentar posições novas, introduzir fantasias e brinquedos sexuais na relação; etc.). É importante que se recordem que pode haver interesses sexuais diferentes e que a razão não pertence exclusivamente a um dos elementos do casal. Devem partilhar fantasias e conversas que estimulem o desejo sexual.”</div><div>… Ou não</div><div>“Muito casais vivem a sexualidade como uma espécie de guião de um filme onde o coito é obrigatório”, nota Fernando Mesquita. “Estipulem que em pelo menos um em cada cinco encontros sexuais não haverá penetração, para que tenham prazer doutras formas.”</div><div>Fonte: <a href="http://activa.sapo.pt/sexo/2015-07-18-Ideias-simples-que-podem-salvar-a-sua-relacao">Revista ACTIVA</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>As leis da Atração</title><description><![CDATA[Química. Já quase toda a gente a sentiu, mas dificilmente alguém a sabe explicar. É aquele click inexplicável faz soar alarmes e acender luzes, as borboletas no estômago e o sorriso tolo na cara, aquela sensação de ter havido alguém que acampou dentro da nossa cabeça e se recusa a sair de lá. Mas porque sentimos nós estas coisas - e tantas outras - com umas pessoas e não as sentimos com outras? Quais são (será que as há?) as leis da química e da atração? A frase "houve uma química entre nós"<img src="http://static.wixstatic.com/media/8a455f121bcc46a0bbb724a330b78ddb.jpg"/>]]></description><dc:creator>Sofia Teixeira, Revista Saúde e Bem-Estar</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2015/7/14/As-leis-da-Atra%C3%A7%C3%A3o</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2015/7/14/As-leis-da-Atra%C3%A7%C3%A3o</guid><pubDate>Tue, 14 Jul 2015 15:49:05 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/8a455f121bcc46a0bbb724a330b78ddb.jpg"/><div>Química. Já quase toda a gente a sentiu, mas dificilmente alguém a sabe explicar. É aquele click inexplicável faz soar alarmes e acender luzes, as borboletas no estômago e o sorriso tolo na cara, aquela sensação de ter havido alguém que acampou dentro da nossa cabeça e se recusa a sair de lá. Mas porque sentimos nós estas coisas - e tantas outras - com umas pessoas e não as sentimos com outras? Quais são (será que as há?) as leis da química e da atração?</div><div>A frase &quot;houve uma química entre nós&quot; pode ter um sentido bastante mais literal do que aquele com o qual se habituou a olhá-lo. Estrogénio, testosterona, dopamina, serotonina, norepinefrina e adrenalina: eis uma grande parte da explicação para o que está a acontecer no seu corpo e no seu cérebro quando se sente atraído por alguém. De certa forma, é uma experiência semelhante a estar sob a influência de certas drogas. Porque na realidade, está mesmo. Provavelmente quase todos os dias conhece pessoas novas, cruza-se diariamente em todos os locais que frequenta com centenas de pessoas. Porque é que umas lhe são indiferentes e outras despertam o seu interesse e a fazem sentir-se atraída por elas? Provavelmente já pensou sobre isto e pergunta-se o que será que essas pessoas têm de especial, mas na realidade essa é uma pergunta incompleta... A questão correta é: o que é que a atração por uma determinada pessoa diz sobre si. A resposta começa no universo dos sentidos, afinal são eles que nos permitem o contacto com tudo e todos à nossa volta, como refere o psicólogo e sexólogo Fernando Mesquita. E, como explica, privilegiamos por norma os sentidos da distância, considerados nobres – ver e ouvir –, enquanto aqueles que exigem proximidade (o gosto, o olfato e o tato) foram classificados como inferiores. &quot;Os outros têm o direito a me ver e ouvir, mas não têm o direito de me saborear ou cheirar a menos que eu queira. Mas se temos uma relação amorosa não basta ver e ouvir, queremos acima de tudo cheirar, saborear, tocar e acariciar&quot;, conclui o sexólogo. Quer isso dizer que a atração é marcada por tudo isso que nos é agradável: o que vemos, ouvimos, cheiramos, saboreamos e tocamos. Fernando Mesquita refere as muito faladas feromonas, apesar de todo o ceticismo no que concerne à sua influência nos humanos. Alguns estudos defendem que os humanos, à semelhança de outros animais, têm a capacidade inata de identificar, através do cheiro e, portanto, das feromonas, sistemas imunitários diferentes dos seus, que são sempre os preferidos na altura de escolher um companheiro e que estão ligados a comportamentos primitivos essenciais à preservação da espécie. De resto, é essa mesma atracão primitiva, que tem origem no hipotálamo, que marca o comportamento &quot;dos homens que sentem atracão por mulheres com peito grandes e ancas largas (características associadas à fertilidade), tal como o caso de mulheres que sentem atração por homens com características associadas à força e poder&quot;, explica Fernando Mesquita. Por fim, também a β-feniletilamina, uma hormona conhecida como a &quot;anfetamina do amor&quot;, cumpre o seu papel neste cocktail bioquímico dentro de nós: é uma hormona que &quot;faz desaparecer bloqueios, inibições e censuras e provoca o aumento da produção de dopamina [libertada em situações de prazer]. Este neurotransmissor também é, em certa parte, responsável pelo estado de euforia vivido na fase de paixão&quot;, refere o sexólogo.As nuances da atração Sabia que os homens podem interessar-se por mulheres diferentes dependendo se é manhã ou tarde? E que as mulheres podem sentir-se atraídas por homens de tipos muito distintos consoante a altura do mês? É a química a funcionar e, embora não se saiba ainda &quot;da missa a metade&quot;, já muito é explicável e até mensurável. Um estudo realizado no Face Research Lab da Universidade de Glaslow, na Escócia, pelo psicólogo Benedict Jones, defende que, nos homens, as oscilações nos níveis de testosterona que ocorrem ao longo do dia têm uma influência decisiva na escolha de uma parceira: no início da manhã, quando o organismo masculino tem níveis mais altos de testosterona, as probabilidades indicam que optará por uma mulher de traços suaves, delicados e femininos, à tarde, com os valores mais baixos é bem possível que lhe chame a atenção uma mulher de rosto mais &quot;pesado&quot; e traços mais masculinos. Já esta &quot;matemática hormonal&quot; feminina sofre alterações ao longo do mês, acompanhando a fase do ciclo menstrual. Os níveis hormonais de estrogénio, progesterona e testosterona sobem e descem drasticamente ao longo do mês. As consequências práticas destas alterações de valores refletem-se também naquilo que chama a atenção da mulher: os investigadores referem que do primeiro ao quinto dia do ciclo a mulher está menos disponível para sexo, razão pela qual se fizer escolhas sobre um parceiro, estas vão tender para o homem pacato e com feições suaves. Do quinto dia para a frente, os níveis de estrogénio e de testosterona começam a aumentar e, no período de ovulação, a partir do 14º dia, são os homens com um ar mais másculo e feições marcadas, como o queixo proeminente, que dominam a atenção feminina.</div><div>Será então justo afirmar que, no campo da química, nada é controlado pela nossa racionalidade e são as hormonas que mandam em nós? Felizmente, não. Muito embora na fase da paixão percamos um pouco a capacidade de pensar racionalmente (daí que seja tão difícil ver defeitos no outro quando estamos apaixonados), não somos guiados apenas por instintos, até porque algures no nosso subconsciente existe, para cada um de nós, um modelo já construído daquele que será o parceiro ideal. Como nos explica o psicólogo e sexólogo Fernando Mesquita, como seres racionais que somos, os nossos comportamentos e decisões não se limitam a questões bioquímicas. &quot;Está comprovado que, apesar de toda a importância da dita 'química', as vivências prévias e os fatores psicológicos são um fator determinante na seleção do (ou da) 'tal'&quot;, conclui o sexólogo. No fundo, remata, Fernando Mesquita, apesar do amor produzir reações químicas cerebrais específicas, a ligação afetiva entre duas pessoas não se limita exclusivamente a consequências biológicas.Da atração ao amor, do amor à atração A fase inicial da atração, do desejo, da paixão, bem sabemos que é maravilhosa, mas não dura para sempre. Nem podia: ninguém resistiria por muito tempo ao coração a bater descompassado, ao aumento da pressão arterial e da frequência respiratória, aos tremores e à falta de apetite, de concentração e sono! Estamos por isso programados para passar à fase seguinte, de mais estabilidade e de uma afeição mais tranquila para a nossa mente e para o nosso corpo. Ou seja, para passarmos da paixão ao amor e vinculação. &quot;Passada a fase de excitação, instala-se no cérebro um estado chamado de 'euforia-dependência', cuja presença da pessoa amada proporciona alegria interior e serenidade, e que se torna cada vez mais indispensável&quot;, explica Fernando Mesquita. De acordo com o sexólogo, quem ama, vive &quot;drogado&quot; de endorfina (morfina produzida pelo próprio corpo). &quot;Mas, ao contrário do que acontece com os toxicómanos que precisam de doses cada vez maiores de morfina, o nosso organismo tem um limite na produção de endorfinas. E é neste ponto que alguns casais acabam a relação pois a quantidade de endorfinas produzida deixa de ser suficiente para saciar esta dependência&quot;, conclui. Como contrariar então esta quebra e acender o desejo nas relações de longa duração? A terapeuta sexual e investigadora Esther Perel dedica-se há vários anos a estudar questões relacionadas com o desejo, amor e erotismo, sobretudo nas relações de longa duração. &quot;Porque é que o amor e a intimidade não garantem bom sexo?&quot;, &quot;Podemos querer aquilo que já temos?&quot; ou &quot;Porque é que aquilo que é proibido é tão erótico?&quot; são algumas das perguntas de partida da sua investigação. Mas, afinal, porque é tão difícil manter o desejo e o erotismo nas relações de longa duração? Esther Perel defende que na origem desta dificuldade está o desafio de conciliar duas necessidades humanas muito diferentes: a segurança, estabilidade e previsibilidade das quais precisamos e que são próprias de uma relação duradoura e de confiança e, por outro lado, a necessidade de aventura, novidade e mistério, características do desejo e do início de relação. Porque, na verdade, muitas vezes, os ingredientes que alimentam o amor - como a responsabilidade e a preocupação - são os mesmos que matam o desejo. A investigadora concluiu que os casais que, passado décadas, ainda mantém a paixão e o erotismo na sua relação são aqueles que mantém alguma privacidade e espaço individual; que entendem que os preliminares não algo que é feito cinco minutos antes do sexo, mas antes uma coisa que começa logo no fim do orgasmo anterior; que entendem que a paixão, como a lua, tem fases, não é constante e aceitam isso, mas sabem como a trazer de volta porque abandonaram o mito da espontaneidade e sabem que a vida sexual exige presença, foco e intencionalidade. Fontes: - Fernando Mesquita, psicólogo e sexólogo - Esther Perel, The secret to desire in a long-term relationship - Gildersleeve, LM DeBruine, MG Haselton, DA Frederick, IS Penton-Voak, BC Jones &amp; DI Perrett (2013). Shifts in Women's Mate Preferences Across the Ovulatory Cycle: A Critique of Harris (2011) and Harris (2012). Sex Roles, 69: 516-524.</div><div>Fonte original: <a href="http://saude.hi-media.pt/mentesa/o-cerebro/item/3996-as-leis-da-atracao/3996-as-leis-da-atracao?start=1">Hi-Media Saúde e Bem-Estar</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Vibradores para a mente</title><description><![CDATA[Na Happy Woman de Julho, fique a saber as 10 maiores fantasias sexuais dos portugueses. Conheça também histórias de pessoas que puseram as suas fantasias sexuais em prática, o que correu bem, ou nem por isso.<img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_f86a46faa4864bada3d40ff9313e27ce.jpg"/>]]></description><dc:creator>HappyWoman</dc:creator><link>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2015/7/3/Vibradores-para-a-mente</link><guid>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2015/7/3/Vibradores-para-a-mente</guid><pubDate>Thu, 02 Jul 2015 23:01:27 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/dc6463_f86a46faa4864bada3d40ff9313e27ce.jpg"/><div>Na Happy Woman de Julho, fique a saber as 10 maiores fantasias sexuais dos portugueses. Conheça também histórias de pessoas que puseram as suas fantasias sexuais em prática, o que correu bem, ou nem por isso. </div></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>