fernandomesquitafernandomesquitahttps://www.fernandomesquita.net/blog6º Congresso (inter) NACIONALhttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2019/08/11/6%C2%BA-Congresso-inter-NACIONALhttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2019/08/11/6%C2%BA-Congresso-inter-NACIONALSun, 11 Aug 2019 20:05:22 +0000
6º CONGRESSO NACIONAL CONVERSAS DE PSICOLOGIA ------------ "Saúde e prevenção: Pensar a Comunidade"
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Guia para se libertar de uma relação tóxica]]>Revista ACTIVA, Catarina Fonsecahttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2019/07/03/Guia-para-se-libertar-de-uma-rela%C3%A7%C3%A3o-t%C3%B3xicahttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2019/07/03/Guia-para-se-libertar-de-uma-rela%C3%A7%C3%A3o-t%C3%B3xicaWed, 03 Jul 2019 09:03:27 +0000
O psicólogo Fernando Mesquita ajuda-nos a reconhecer os tóxicos da nossa vida, e, mais importante, a livrarmo-nos deles.
Psicólogo, sexólogo e consultor no programa 'Casados à Primeira Vista', Fernando Mesquita recebe no seu consultório pessoas a quem os 'tóxicos' (personalidades perturbadas e que de amorosos nada têm) estragaram a vida. Falámos com ele, para aprender a reconhecê-los.
Comecemos pelo princípio: o que é uma relação tóxica? Assim, de repente, é fácil: "É aquela relação que nos faz sentir mal, que nos suga energia, onde não nos sentimos felizes, onde o parceiro nos está constantemente a criticar, a fazer-nos sentir indesejados", explica Fernando Mesquita.
Claro que às vezes nos perguntamos: se isto não é bom para nós, como é que há quem caia numa relação destas? E as explicações para escolhermos alguém são muitas: às vezes, fazêmo-lo consoante a nossa experiência de infância. "Há quem tenha tendência a um padrão de escolhas amorosas ligado a experiências passadas com os pais", explica Fernando Mesquita. "A pessoa pode querer contrariar tudo o que viu e procurar algo totalmente diferente, ou, pelo contrário, concluir que violência é amor."
Faz sentido: repetimos o padrão que conhecemos, mesmo disfuncional, porque é aquilo que conhecemos. Por outro lado, nem todas as mulheres apanhadas nas teias dos 'maus rapazes' vêm de famílias disfuncionais. "Há pessoas com pais saudáveis que caem em relações que não as fazem felizes, porque, infelizmente, muitos dos tóxicos são pessoas fascinantes", diz Fernando Mesquita.
Por outro lado, o desespero torna-nos vulneráveis. Estamos em tempos de baixa autoestima, em que, apesar de todas as redes sociais, pode ser mais difícil conhecer alguém, e quando se está sedento de amor e carinho é mais fácil cair em qualquer 'canção do bandido'.
"Houve uma altura em que me apareciam muitas mulheres desesperadas porque estavam a chegar aos 40 e não conseguiam encontrar ninguém", conta Fernando Mesquita. "E não há nada pior que o desespero para começar uma relação: é como ir às compras com fome, só compramos 'lixo'. Qualquer pessoa desesperada se agarra a qualquer bocadinho de atenção e sujeita-se a más relações. Mas ter alguém para apresentar à família ou com quem ter filhos é um sonho poderoso."
FIQUE ATENTA AOS PRIMEIROS SINAIS
Além de trabalhar a autoestima, construir uma sólida rede de amigos e perceber que não tem de estar numa relação para ser feliz, o principal conselho é mesmo estar atenta aos primeiros sinais de alguém tóxico: se a pessoa é demasiado encantadora mas depois se transforma, se quer controlá-la, se a afasta dos seus amigos, se começa a criticá-la... "Esteja atenta aos sinais que vão surgindo, saiba que não podemos mudar ninguém, por isso não entre numa relação se houver sinais de que aquela pessoa não é a indicada para si", explica Fernando Mesquita.
Claro que nós não temos nenhum raio-X para os reconhecer à primeira vista, e, como já vimos, até as pessoas mais avisadas podem cair na teia. "O que acontece muitas vezes é a nossa intuição dizer-nos que aquela pessoa não é indicada para nós, mas a paixão cega-nos e põe o GPS da intuição de lado. Mas não há leis: às vezes, a nossa intuição está errada. O meu conselho é arriscar e depois ponderar se queremos permanecer na relação. Os manipuladores funcionam assim: começam a enredar-nos em atenções e encanto, e quando a pessoa já está completamente dependente minam a nossa autoestima e a nossa rede social. Numa terceira fase, se o manipulador sente que a pessoa já não lhe dá o que ele quer, parte em busca de uma próxima vítima."
OS 'TÓXICOS' NÃO SÃO TODOS IGUAIS
Às vezes, o que é muito tóxico para mim pode não ser para outra pessoa. "Por exemplo, há quem ache insuportável um menino da mamã e quem o suporte", explica Fernando Mesquita. "Mas os manipuladores são muito perigosos, porque nos deixam a autoestima de rastos e nos tornam totalmente dependentes. Depois há os ‘só amigos’, que nunca desenvolvem uma relação, e os ‘fantasmas digitais’, que encontramos na net e depois desaparecem sem deixar qualquer contacto.
O que é que torna alguém numa pessoa tóxica para o resto da Humanidade? Nasce-se já 'tóxico' ou torna-se 'tóxico'? "Há questões ligadas à educação, depois há mitos como ‘amar é sofrer’, experiências amorosas por que vamos passando e nos transformam, tornando-nos mais inseguros e mais alerta." 
Há quem defenda que não podemos mudar a nossa personalidade amorosa, tal como não conseguimos mudar a cor dos olhos, mas a ideia é que tudo na vida nos transforma e nos molda." E, portanto, podemos acreditar que esta pessoa é assim comigo mas pode não o ser com outra. Isto acontece muito, as pessoas ‘alimentarem’ os defeitos uma da outra."
O ciumento é um dos 'tóxicos' mais comuns e mais devastadores. Mas nem todo o ciúme é considerado tóxico, e haver algum é normal em todas as relações. "O problema é quando se torna patológico, ou seja, quando, contra todas as evidências de que o nosso medo não é real, insistimos naquilo que tememos e criamos ali um ‘complot’ e uma ficção em que acreditamos", explica Fernando Mesquita.
SAIR DE UMA RELAÇÃO QUE NÃO NOS FAZ FELIZ
Agora, que já passámos algum tempo com aquela pessoa e que finalmente descobrimos que não nos faz bem, devia ser fácil abandonar a relação. Não é. E também aqui as razões podem ser muitas: "Há pessoas emocionalmente dependentes, com baixa autoestima, e as pequenas migalhas de amor que recebem parecem-lhes um manjar", adianta Fernando Mesquita.
E muitas vezes acontece isto: uma relação de ‘migalhas’ torna-se viciante, porque estamos sempre à espera do próximo minúsculo ato de amor. "Ou seja, quando não existe um reforço contínuo, como na experiência de Pavlov, o cão saliva muito mais. No amor acontece a mesma coisa. A adrenalina é viciante, e uma relação onde existem este picos é muito mais viciante do que uma relação de duas pessoas acomodadas."
Outras vezes pensamos, ‘se já estive cinco anos com esta pessoa, não vou deitar tudo para o lixo’, ou ‘mais vale isto que nada’, ou ‘depois não vou conseguir encontrar alguém’. "Mas eu nunca digo a ninguém 'deve abandonar esta relação'. "O que o terapeuta faz é trabalhar a autoestima e os apoios sociais da pessoa, ou seja, torná-la menos dependente do 'tóxico' para que perceba que não está sozinha. O problema é que ela acha que não tem mais nada além dele e isso vai torná-la a ela própria tóxica, porque espera tudo da outra pessoa, e ninguém pode dar tudo. Tornamo-nos mais frágeis mas também mais exigentes."
COMO SE DESENREDAR
E então, sair ou ficar? "Deve refletir sobre a sua situação, se acha que faz sentido permanecer ou se do outro lado há espaço para alguma mudança", conta Fernando Mesquita. "Porque nem todas estas personalidades são estanques, e às vezes aquilo que somos com uma pessoa não somos, ou não somos tanto, com outras."
Portanto, se já estiver enredada na teia, o conselho do psicólogo é este: "Tenha uma conversa sincera com o parceiro, ponha o assunto em cima da mesa, e se acharem importante, procurem ajuda. Se o outro não se mostrar disponível, questionar se queremos permanecer numa relação deste tipo."
E uma coisa é ajudar-se a si, outra ajudar os outros. Às vezes temos uma amiga entalada numa relação destas e não sabemos como ajudá-la. "Comece por arranjar estratégias para que ela tenha uma rede social: leve-a para o ginásio, para jantares de amigos", aconselha Fernando Mesquita. "Mas não adianta dizer-lhe duas coisas: ele não é a pessoa indicada para ti (porque ela já sabe) e dizer-lhe o que fazer. Só estaremos a criar ainda mais sofrimento. É como alguém que está deprimido: essa pessoa não precisa que lhe digam ‘sai disso’. Isso só vai culpabilizá-lo mais. O que podemos fazer é estar lá para ele, e dar-lhe estratégias para que ele consiga lidar com a situação, se assim o desejar."
Fonte: Revista ATIVA
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Convite]]>Fernando Mesquitahttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2019/06/04/Convitehttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2019/06/04/ConviteTue, 04 Jun 2019 12:16:47 +0000
É com imenso gosto que lhe envio este convite.
Posso contar com a sua presença?
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13 formas de identificar um desesperado por relações amorosas]]>JOANA CABRITA, DELAShttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2019/01/26/13-formas-de-identificar-um-desesperado-por-rela%C3%A7%C3%B5es-amorosashttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2019/01/26/13-formas-de-identificar-um-desesperado-por-rela%C3%A7%C3%B5es-amorosasSat, 26 Jan 2019 23:59:55 +0000
Liberte-se das relações tóxicas. Esta é a recomendação – e, ao mesmo tempo, ponto de partida – do psicólogo e sexólogo Fernando Mesquita no livro Deuses Caídos, onde mostra, em mais de 200 páginas, os vários tipos de personalidades que podem compor uma relação. Como as identificar e como lidar com elas são apenas algumas pistas deixadas pelo autor e especialista que marcou também presença no formato da SIC, Casados à Primeira Vista.
“Apresentam-se como autênticos deuses. Aos nossos olhos não têm defeitos. Fazem-nos acreditar que são especiais, e isso leva-nos a sonhar com uma vida a seu lado. Porém, com o passar do tempo, começamos a ver o seu verdadeiro ADN! Pouco a pouco, encontramos um defeito… e depois outro… e outro”, podemos ler na contracapa de Deuses Caídos, uma obra editada pela editora Chá das Cinco. O livro será apresentado dia 22 de janeiro, segunda-feira, pela atriz e apresentadora Diana Chaves.
Fernando Mesquita identifica vários tipos de relações tóxicas numa relação, desde os desesperados por uma relação amorosa até aos acumuladores de conquista amorosas ou os meninos da mamã. Será que sabe reconhecer se tem a seu lado algum destes amantes?
O que são, afinal, os desesperados por relações amorosas?
Este tipo de pessoa acredita que a vida não tem sentido sem “alguém ao seu lado”. Por isso, apaixonam-se facilmente e sempre que alguém lhes dedica um pouco mais de atenção, investem “imenso tempo e energia a construir ‘castelos de areia’ com possíveis romances”, afirma o psicólogo no seu livro.
A maioria dos desesperados por relações amorosas são, na verdade, mulheres. Mulheres entre os 35 e os 45 anos que se vêm sem ninguém para “partilhar a vida”. No caso dos homens, isto acontece normalmente quando chegam aos 50 anos. Pode acontecer também o caso de existirem pessoas que se dedicaram tanto tempo a algo, como os estudos ou o trabalho, em detrimento de relações sociais e amorosas, que acabaram por ficar desesperadas por contacto e amor.
Percorra a galeria de imagens e veja as 13 características mais comuns que os desesperados por relações amorosas tendem a apresentar. E se vir que está com uma pessoa destas a seu lado, não pense que não precisa de fazer nada pela relação, aconselha o psicólogo. Estas pessoas dão muito à relação mas também exigem bastante aos seus parceiros.
Veja tudo aqui
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Personalidades Amorosas desvendadas]]>Forever Younghttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2019/01/10/Personalidades-Amorosas-desvendadashttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2019/01/10/Personalidades-Amorosas-desvendadasThu, 10 Jan 2019 14:54:12 +0000
O psicólogo clínico e sexólogo, Fernando Mesquita, faz um raio-x das pessoas numa relação amorosa no seu livro mais recente. Em “Deuses Caídos”, o autor identifica vários defeitos generalizados nas pessoas, que no início de uma relação amorosa se apresentam como «autênticos deuses».
Com efeito, são algumas as linhas de comportamento que acabam por moldar as diferentes personalidades amorosas que Fernando Mesquita aponta. Desde a acomodada à acumuladora de conquistas amorosas, não esquecendo a ciumenta patológica, manipuladora, mimada, narcisista ou viciada em sexo, ainda são muitas as personalidades que podem «fazer da vida um inferno».
O mestre em sexologia clínica revela, na obra, como todos têm a condição de mortal e ninguém é um deus, como inicialmente se idealiza. Ao mesmo tempo, Fernando Mesquita faz o leitor proteger-se de cada uma das personalidades amorosas e pensar se será um “deus caído” sem o saber.
Fernando Mesquita é, ainda, sexologista pela American Board of Sexology, terapeuta sexual pela Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica (SPSC) e mais conhecido do público pelas suas aparições em diversas rubricas de programas de televisão, revistas e jornais nacionais, na capacidade de psicólogo/sexólogo. É, também, o coautor do livro “SOS Manipuladores” e autor de “Aprender a A.M.A.R.”.
Editora: Saída de Emergência
Fonte Original: Forever Young
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Parceiros "Sabonete"]]>Fernando Mesquitahttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/12/29/Parceiros-Sabonetehttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/12/29/Parceiros-SaboneteSat, 29 Dec 2018 23:03:58 +0000
CONHECE ALGUM?
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E quando é ele que não quer ter sexo?]]>Ana Cristina Marques, Observadorhttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/07/22/E-quando-%C3%A9-ele-que-n%C3%A3o-quer-ter-sexohttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/07/22/E-quando-%C3%A9-ele-que-n%C3%A3o-quer-ter-sexoSun, 22 Jul 2018 00:26:37 +0000
Os preconceitos dizem que quando não há sexo num casal heterossexual é porque
"ela não quer". Mas a verdade é que o desejo dos homens não sobrevive a tudo.
Tentámos descobrir porquê.
“Tive praticamente de implorar para que o meu marido fizesse amor comigo na nossa noite de núpcias”. O relato é de uma mulher anónima, de 31 anos, que escreveu diretamente da África do Sul ao The Guardian a contar os problemas que enfrenta num casamento sem sexo. À semelhança dela, muitos outros leitores sentiram necessidade de desabafar e trocar dois dedos de conversa com o jornal britânico, que dias antes publicara um artigo com dicas para melhorar a relação sexual dos casais.
A falta de sexo não é uma tema novo, mas é seguramente pouco debatido quando se invertem os papéis: e se, ao contrário do que estamos habituados a ler, ouvir e dizer, for o homem que não tem apetite sexual?
Ultrapassados os três anos de namoro, a rotina instalou-se na relação de A.*. A frequência do sexo foi diminuindo progressivamente, até que a ausência total de intimidade protagonizou os últimos dois meses do namoro. “Ele preferia de manhã. Eu preferia à noite e, a essa hora, ele dizia sempre que tinha sono, que no dia seguinte acordava cedo”, recorda ao Observador. A. levou tantas “tampas” que pura e simplesmente deixou de tentar, reduzindo-se a ser alguém “que estava ali para quando ele finalmente tivesse vontade”. O casal perdeu a espontaneidade e, mais ainda do que a falta de sexo, foi isso que ditou o fim. “Os problemas no trabalho, os pais, a inspeção do carro e as mais pequenas coisas eram suficientes para o deitar abaixo, deixando-o num canto onde eu não entrava, mesmo que estivesse toda nua”.
"A ideia de que o homem está sempre disponível é um mito
que ainda está muito presente na sociedade."
Fernando Mesquita, sexólogo
O homem está sempre predisposto, vontade nunca lhe falta e é quase sempre ele a iniciar o contacto. As ideias preconcebidas são muitas e estão enraizadas numa sociedade patriarcal que está pouco habituada a discutir o sexo, ou a falta dele, embora o use como ferramenta de marketing para vender os mais variados produtos.
Se num passado não tão remoto quanto isso se pensava que a eventual falta de desejo era específica das mulheres, atualmente, as coisas estão mais equilibradas. Cada vez mais homens procuram ajuda e não é de todo incomum ver mulheres a dar o primeiro passo nesse sentido, mesmo quando o sintoma está do lado deles, assegura Fernando Mesquita, terapeuta em sexologia, que recebe muitos casais “nessas condições”. “A ideia de que o homem está sempre disponível é um mito que ainda está muito presente na sociedade.” Na mentalidade deles existe um grande constrangimento e frustração de cada vez que o desejo sexual não é “normativo”, esclarece o especialista.
Stress, depressão, disfunção erétil, falta de testosterona, trauma e até pornografia são fatores que podem contribuir para uma menor disposição sexual entre os homens. Quando não se trata de um problema de saúde, é a cabeça que comanda o desejo sexual, como já antes escreveu o Observador.
S.* vivia junta há dois anos com o namorado quando o sexo começou a rarear. Sentada à mesa de um café lisboeta, recorda ao Observador com alguma exatidão as vezes que se sentiu rejeitada, quando tentava trocar intimidades com o parceiro e ele reprimia-se, afastando-a. “De cada vez que íamos dormir ou estávamos deitados no sofá, eu começava a acariciá-lo e, quando chegava às partes íntimas, ele afastava as minhas mãos. Isso deixava-me sempre triste e frustrada.” Nos últimos seis meses da relação não houve sexo. S. refugiava-se na pornografia que via à porta fechada e satisfazia-se a si própria. Anos depois de a relação ter chegado ao fim, consegue perceber os motivos da diminuição sexual do então namorado: “A relação sexual nunca foi muito fácil. Ele perdeu a virgindade comigo aos 28 anos. No início não era um problema de rejeição, antes de performance, mas com o passar do tempo o sexo não evoluiu. Acho que o cansaço, o stress do trabalho, a autoestima e a influência negativa da família contribuíram para que tudo isto acontecesse”.
"De cada vez que íamos dormir ou estávamos deitados no sofá, eu começava a acariciá-lo e, quando chegava às partes íntimas, ele afastava as minhas mãos. Isso deixava-me sempre triste e frustrada."
S., testemunho anónimo
“Eu não sou como os outros. Os outros são super-heróis na cama”
A falta de desejo sexual pode corresponder ao Transtorno do Desejo Sexual Masculino Hipoativo. No DSM-5 (Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais), encontra-se a seguinte definição: “Pensamentos ou fantasias sexuais/eróticas e desejo para atividade sexual deficientes (ou ausentes) de forma persistente ou recorrente”, sendo que os sintomas definidos persistem por um período mínimo de aproximadamente seis meses. De acordo com este manual, cerca de 6% dos homens mais jovens, com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos, e 41% dos homens mais velhos, entre 66 e 74 anos, têm problemas ao nível do desejo sexual. No entanto, “a falta de interesse persistente pelo sexo, com duração de seis meses ou mais, afeta apenas uma pequena proporção de homens com idades entre 16 e 44 anos (1,8%).”
Isto não é uma questão de género, diz Marta Crawford ao Observador, para explicar que a falta de desejo sexual nos homens manifesta-se de forma semelhante à falta de vontade das mulheres. A conhecida sexóloga reitera a noção de uma sociedade hiperssexualizada, que promove a ideia errada de uma “potência sexual masculina”. Muitas vezes, acontece o homem não estar disponível por motivos relacionados com a vida profissional, com a vida interior ou com a própria relação a dois.
Num artigo de 2016 da BBC, lê-se que durante décadas persistiu a ideia de que os homens têm mais desejo sexual do que as mulheres — até porque existem vários estudos que confirmam esta descoberta. O artigo continua, citando “evidências mais recentes”, que sugerem que asdiferenças entre os géneros podem ser “mais subtis ou até mesmo não existentes”, dependendo de como definimos e tentamos medir o desejo. Há estudos — tal como este — que referem que os homens são tão prováveis quanto as mulheres de ser o membro do casal com menos desejo sexual. Investigações há muitas, mas, ainda assim, as sugestões assinaladas dão que pensar.
"O homem é logo avaliado pela sua ereção. A ereção é o sinal para a outra pessoa de que ele está disponível, antes de estar junto o homem já está a ser avaliado. Nesse aspeto, existe uma maior pressão sobre os homens do que sobre as mulheres — é mais difícil perceber a disponibilidade das mulheres."
Marta Crawford, sexóloga
“Eu não sou como os outros, os outros são super-heróis na cama”, exemplifica Crawford. Quando um homem se compara com os outros, diz a sexóloga, identifica-se como sendo diferente porque não está sempre disponível para o sexo. “O homem é logo avaliado pela sua ereção. A ereção é o sinal para a outra pessoa de que ele está disponível. Antes de estar junto com alguém, o homem já está a ser avaliado. Nesse aspeto, existe uma maior pressão sobre os homens do que sobre as mulheres — é mais difícil perceber a disponibilidade das mulheres”, continua. À semelhança do que disse numa entrevista de vida ao Observador, Crawford insiste que tanto homens como mulheres continuam a achar que o sexo é apenas penetração, e salienta: “O homem pode ter sexo extraordinário sem ereção. A sexualidade é muito mais abrangente”.
Quando existe persistência de sintomas, talvez o melhor seja fazer um despiste médico. Crawford enuncia alguns motivos mais abrangentes que possam ser responsáveis pela diminuição de desejo:
alteração ao nível da testosterona;problemas neurológicos (como hipertiroidismo ou diabetes);psicopatologias, como depressão ou perturbações de ansiedade — “Quando um homem está deprimido, deprime em todos os sentidos”;medicação, uma vez que existem fármacos “que podem ter efeitos colaterais sobre a libido”;stress;autoimagem negativa — “Um homem que não se sente interessante ou bonito pode acionar mecanismos de defesa”;valores negativos em relação à sua própria sexualidade — “O não sentir-se capaz e ter receio de falhar pode fazer com que a pessoa evite o estímulo sexual porque não se sente competente e não gosta de se sentir avaliado”;disfunção erétil;ejaculação precoce;medo de contrair doenças sexualmente transmissíveis — “Certo que já houve momentos da nossa história em que o motivo para ter medo era muito maior do que é agora, mas ainda há pessoas muito receosas da sua saúde”;problemas relacionais, como degradação da imagem do parceiro, alteração dos afetos ou hostilidade na relação;trauma, físico ou psicológico, embora isso seja difícil de definir — “Imaginemos uma relação durante a qual foram vividos momentos traumáticos. Após o divórcio, e com o retomar da vida amorosa, pode existir dificuldade em relacionar-se com um novo parceiro/a. Mas também há traumas da infância e da adolescência, relacionados com o próprio desenvolvimento sexual, com a forma como lidamos com o corpo, etc. Há situações em que as pessoas ficam a pensar nos problemas durante anos sem nunca perguntar”;pornografia — “Não é bem uma diminuição de desejo sexual em si. A resposta sexual está intacta, mas a forma de realização sexual exclui a parceira. Pornografia não é realidade, é ficção”.
A estes pontos, Fernando Mesquita acrescenta a possibilidade de existir uma terceira pessoa ou, então, a experiência alargada da parceira/o como algo intimidante.
A discrepância do desejo sexual no casal, quando um tem mais vontade do que o outro, não é suficiente para diagnosticar o transtorno. A falta de desejo pode não ser mais do que expectativas desfasadas, alertava Patrícia Pascoal, responsável pela Consulta de Sexologia da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, num artigo do Observador datado de 2015. Quando isso acontece numa relação, instala-se o desequilíbrio. Nestes casos a terapia sexual conjugal pode ser uma ajuda válida.
“Não temos sempre o mesmo desejo”, alerta Marta Crawford. “O desejo vai-se alterando ao longo da vida. Só existe um problema quando a outra pessoa da relação sente que algo se alterou e identifique uma situação prolongada que cause mau-estar ao casal.
Muitos casais preocupam-se em saber qual a média “ideal” de relações sexuais por semana ou por mês, como se fosse preciso preencher uma quota. Fernando Mesquita faz questão de sublinhar que “não existe um número ideal, mas sim um número satisfatório para os dois”. O problema é precisamente quando existe uma diferença em termos de vontade. E quanto mais cedo se identificar o problema, melhor.
Carreira, família e amor. O desejo não sobrevive a tudo isto
Ana Alexandra Carvalheira, psicoterapeuta, sexóloga e investigadora no ISPA – Instituto Universitário, liderou um estudo em três países com vista a analisar os motivos por detrás pela falta de interesse sexual nos homens heterossexuais. O estudo publicado no Journal of Sexual Medicine teve por base um inquérito online feito a 5.255 homens com idades compreendidas entre os 18 e os 75 anos, oriundos de Portugal, da Croácia e da Noruega. A falta de interesse sexual prevalente por dois meses (pelo menos) foi relatada por 14,4% dos participantes, sendo que a associação mais recorrente foi a disfunção erétil (48,7%). A perda de desejo verificada foi maior na Noruega (22%) e menor em Portugal (10%).
“Homens com baixos níveis de confiança na função erétil, sem atração pela parceira e em relações de longa duração eram mais propensos a experimentar falta de desejo sexual do que os homens com elevados níveis de confiança, que se sentiam atraídos pelas parceiras e em relações de curto prazo”, lê-se no estudo disponibilizado ao Observador pela investigadora portuguesa.
"Até então sempre considerámos que o desejo sexual masculino, quando comparado com o das mulheres, era mais sólido, quase inquestionável, o que não é verdade."
Ana Alexandra Carvalho, sexóloga e investigadora no ISPA - Instituto de Lisboa
O stress profissional foi o motivo mais vezes relatado associado à falta de vontade sexual. As conclusões do estudo referem que a falta de desejo sexual entre os homens heterossexuais está associada a variáveis intrapessoais (como a confiança na função erétil), interpessoais (duração da relação, atração do parceiro) e socioculturais. No estudo também se determina que a falta de desejo sexual tem sido mais estudada nas mulheres em detrimento dos homens.
Ao Observador, a investigadora portuguesa explica que decidiu avançar com o estudo citado porque não raras vezes chegam-lhe ao consultório homens na casa dos 30 anos que relatam diminuição do desejo sexual. “Até então sempre considerámos que o desejo sexual masculino, quando comparado com o das mulheres, era mais sólido, quase inquestionável, o que não é verdade”, aponta Ana Alexandra Carvalheira, que explica que o desejo masculino é tão afetado quanto o feminino.
O estudo que liderou revela que a perda de desejo nos homens entre os 30 e os 40 anos está em grande parte relacionada com o investimento e a ascensão na carreira. “O stress profissional é um fenómeno dos tempos modernos”, diz, fazendo referência a uma sociedade que pressiona para nos realizarmos em todas as esferas da vida — da exigência de formação contínua à dimensão social, passando pelas pressões cultural, familiar, amorosa e ainda sexual. “O desejo não sobrevive a isto tudo.” A afirmação leva a crer que as gerações anteriores, que não enfrentaram este tipo de pressões, terão sido menos afetadas, com um desejo sexual particularmente mais estável. “A vida moderna está a afetar o desejo sexual dos homens. Há três razões que os homens apontam para esta diminuição: stress profissional, cansaço e fatores relacionais.”
Outro fenómeno dos tempos modernos, refere a investigadora, é a pornografia: “Há homens entre os 30 e os 40 anos com perda de desejo sexual porque mantêm um padrão de sexualidade a solo com o consumo de pornografia”. Ana Alexandra Carvalheira fala de uma sexualidade sem investimento erótico, solitária, fácil e rápida. “O homem acaba por utilizar o sexo como um escape para lidar com o stress.”
“Há casos de homens que procuram ajuda sozinhos por terem falta de desejo pela parceira ou pelo parceiro, estão mais direcionados para o uso da pornografia, para a masturbação”, diz também o terapeuta sexual Fernando Mesquita. A pornografia passa a ser um problema quando os homens preferem-na à interação sexual. “Às vezes, essa preferência é clara mas não é feita de forma consciente.”
Pornografia foi precisamente o problema que P.* teve de enfrentar. Depois de alguns encontros com o rapaz que conheceu no Tinder, finalmente ouviu a confissão de que há muito esperava: a falta de ereção era consequência do vício na pornografia. P. ainda ponderou se ele seria gay, mas as vezes que foi sexualmente recusada estavam apenas relacionadas com a ideia mais extrema que ele tinha do sexo. “Ele queria mais do que o sexo pela via tradicional. Cheguei a ser recusada e achar que não era atraente o suficiente”, conta ao Observador. P. sentia-se frustrada quando tentava fazer sexo oral e nada funcionava. “Era muito difícil estimulá-lo.”
"Aos homens foi transmitido que uma boa performance sexual é fundamental para a masculinidade. As mulheres tiveram uma socialização mais repressiva. Agora estamos a caminhar para um meio-termo."
Ana Alexandra Carvalheira, sexóloga e investigadora
O desejo sexual dos homens não é tão flutuante como o das mulheres, já que o desejo das mulheres varia em função do ciclo menstrual e do próprio ciclo de vida, como a gravidez ou a menopausa, diz ainda Ana Alexandra Carvalheira. Mas a investigadora faz um alerta: o desejo masculino não é nenhum super-herói. “Pode ser normal um homem fazer sexo menos vezes porque está cansado ou porque teve um dia difícil e, quando aterra no sofá, só quer é dormir. Mas também é verdade que os homens, mais do que as mulheres, usam o sexo para aliviar o stress. Já as mulheres não pensam assim”, acrescenta. “Aos homens foi transmitido que uma boa performance sexual é fundamental para a masculinidade. As mulheres tiveram uma socialização mais repressiva. Agora estamos a caminhar para um meio-termo.”
Tabu: os homens que não conversam entre si
“Os homens não falam entre si. Falam sobre o número de parceiras/os que tiveram, mas jamais comentam que perderam o desejo sexual ou a ereção”, destaca Ana Alexandra Carvalheira. Fanfarronices em detrimento das fragilidades, porque uma coisa é comentar experiências sexuais caricatas e/ou interessantes, outra é desabafar receios. “Eles não partilham porque são capazes de se sentir diferentes do que é mainstream”, tenta esclarecer Marta Crawford. “Em regra, os homens são menos participativos do que as mulheres.”
Em março de 2015, um artigo da publicação The Bustle dava destaque à iniciativa do Reddit, que procurou saber o quanto os homens realmente falam com os amigos sobre as respetivas vidas sexuais. A “cruzada” do Reddit não pode ser equiparada a um estudo rigoroso, de âmbito académico, mas não deixa de ser curioso analisar as respostas dadas: ao contrário do que possamos pensar, os homens podem não falar assim tanto de sexo. Exemplo disso é a resposta dada por de um homem com mais de 50 anos, que escreve que o cenário típico do nosso imaginário — “os homens a falar sobre sexo nos balneários” — “é capaz de ser o mito mais impreciso sobre a sexualidade masculina e as relações masculinas”.
Há homens que, numa fase inicial, tentam lidar com a situação em mãos sozinhos, assumem que o problema é deles e, por isso, tentam não envolver a parceira. O retrato é feito por Fernando Mesquita, com base na experiência em consultório. O terapeuta refere que os homens responsabilizam-se muito e sentem vergonha. “Acho que é uma questão cultural. O assumir que existe dificuldade é um risco para a masculinidade.”
"Parece que o sexo está disponível para quem quiser saber e perguntar, mas, por outro, é fundamental que a sexualidade seja conversada, mastigada e esclarecida."
Marta Crawford, sexóloga
Crawford salienta que sempre houve tabu relativamente ao sexo, mas que atualmente existe uma nova dinâmica: “O sexo está em todo o lado e toda a gente sabe procurar por respostas. Supostamente estamos todos muito esclarecidos, mas isso não é verdade. As informações que encontramos na internet são muito díspares e nem sempre os sites que as tratam são sérios. Por um lado, parece que o sexo está disponível para quem quiser saber e perguntar, mas, por outro, é fundamental que a sexualidade seja conversada, mastigada e esclarecida”.
Pessoas assexuais: quando o desejo não faz mesmo falta
Falar de desejo sexual é coisa que não se aplica de todo quando em causa estão pessoas assexuais. A definição de pessoa assexual refere-se a alguém “que não sente atração sexual pelo outro, independentemente do género“, explica ao Observador a antropóloga e a investigadora Rita Alcaire, que se encontra a desenvolver um doutoramento na Universidade de Coimbra voltado para a assexualidade e para os Direitos Humanos. As pessoas assexuais podem ter libido e masturbar-se, diz, porque “em termos fisiológicos, tudo funciona”. A diferença está na falta de vontade para ter relações sexuais. Ainda assim, toques e conversas íntimas são passíveis de acontecer.
Para o seu projeto de doutoramento, intitulado “The asexual revolution: discussing human rights in Portugal through the lens of asexuality”, Rita Alcaire entrevistou várias pessoas que se identificam como assexuais. Algumas delas tinham práticas masturbatórias — algo tido como mais “instrumental” e não ligado a fantasias sexuais.
Na demanda por testemunhos, Rita Alcaire pensou que ia encontrar mais mulheres do que homens. “Culturalmente, prevê-se que as mulheres não tenham tanto desejo como os homens. Pensava que ia encontrar mais mulheres disponíveis para falar comigo. A ideia caiu por terra. A diferença não foi significativa para se poder dizer que os homens têm mais interesse por sexo do que as mulheres.” Curiosamente, uma das entrevistadas da investigadora era bissexual e admitiu sentir mais compreensão por parte dos homens do que das mulheres nas vezes em que não queria ter sexo. “Esta pessoa sentia-se romanticamente ligada a ambos os sexos, mas não sentia atração sexual. Não queria sexo nas relações, mas a frequência era negociada.” Evitemos confusões, se possível: “Pessoas assexuais não são pessoas que obrigatoriamente não têm sexo. Depende do que é negociado em casal.”
Não é possível determinar quantas pessoas assexuais existem em Portugal, país onde o conceito “é largamente desconhecido”. A maioria dos estudos internacionais não são específicos para a população assexual, diz a investigadora. Só muito recentemente é que aquela que é considerada a maior comunidade do mundo realizou um censo para a população assexual — o processo começou há dois anos e ainda não está concluído.
* Estas pessoas entrevistas pelo Observador não quiseram ser identificadas
Fonte original: Observador
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DIFICULDADES SEXUAIS?]]>Fernando Mesquitahttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/06/22/DIFICULDADES-SEXUAIShttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/06/22/DIFICULDADES-SEXUAISFri, 22 Jun 2018 13:00:40 +0000
Está a sentir dificuldades sexuais?
Descubra o que poderá estar a afetar a sua vida sexual.
Aqui fica uma lista com 10 prováveis causas das Disfunções Sexuais. Seja qual for a causa, encare o problema e procure resolvê-lo!
1) PROBLEMAS DE SAÚDE EM GERAL – Algumas condições médicas (tais como, Diabetes, Colesterol e Hipertensão), bem como certas alterações hormonais (por exemplo, uma diminuição da produção de Testosterona), podem afetar a funcionalidade sexual. Muitas vezes, as dificuldades sexuais são o primeiro sinal de que existe um problema de saúde. Por isso, perante uma dificuldade sexual, é muito importante procurar ajuda médica o mais breve possível.
2) MEDICAÇÃO - Alguns medicamentos podem interferir na vida sexual (particularmente no Desejo Sexual, na capacidade de Ereção e na Ejaculação). Se está a ser medicado(a) e nota alguma diferença, na sua capacidade sexual, fale com o seu médico.
3) DEPRESSÃO – A depressão é conhecida por bloquear a sensação de prazer. Como resultado, nas pessoas deprimidas, tende a existir uma diminuição na disposição para fazer certas coisas, que antes davam prazer, incluindo o sexo!
4) OBESIDADE – Muitos dos problemas de saúde, associados à obesidade, tais como as doenças cardíacas, diabetes e hipertensão, acabam por influenciar a vida sexual. Por exemplo, os homens obesos tendem a apresentar mais dificuldades de ereção e as mulheres em atingir o orgasmo.
5) CONSUMO DE TABACO E ÁLCOOL – Algumas pessoas recorrem ao tabaco e/ou álcool para se sentirem mais relaxadas e desinibidas. Porém, o seu consumo excessivo, ou continuado, pode dar origem a várias Disfunções Sexuais, tais como a Diminuição do Desejo Sexual ou Disfunção Erétil. Por exemplo, o consumo de tabaco provoca o entupimento de algumas artérias, comprometendo a circulação sanguínea necessária para uma ereção.
6) STRESS - Todos nós estamos sujeitos a momentos de maior stress no trabalho, nas relações Sociais, ou em casa. Sexo e stress não dançam a mesma música!
7) QUALIDADE DO SONO – As noites mal dormidas levam a um aumento significativo dos níveis de cortisol (conhecida como a hormona do stress), e diminuição da produção de dopamina (hormona do prazer). Trabalhe nos seus hábitos de sono e, se isso não ajudar, procure um médico especializado.
8) RELAÇÃO AMOROSA – É natural que surjam diversas dificuldades sexuais nas relações onde predomina a falta de comunicação, as discussões, a desconfiança, ou traições. A intimidade é muito mais que sexo. Se a vossa vida sexual está a passar um momento “menos bom”, tentem passar mais tempo juntos, sem que exista sexo! Procurem formas de mostrar o amor que sentem um pelo outro.
9) FILHOS - A questão não está propriamente nos filhos! Não se perde o desejo por se ser pai ou mãe! O que acontece é que, muitas vezes, os casais passam a dedicar mais tempo às crianças, pela necessidade que elas têm de cuidados, e os parceiros ficam para segundo plano.
10) BAIXA AUTO-ESTIMA – A falta de autoconfiança afeta negativamente a vida sexual. Além disso, muitas vezes, uma baixa auto-estima é sinal de estado depressivo que necessita ser tratado.
Fonte, Você na TV
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Curar feridas amorosas]]>Fernando Mesquitahttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/05/30/Curar-feridas-amorosashttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/05/30/Curar-feridas-amorosasWed, 30 May 2018 09:08:40 +0000
Quando, numa relação amorosa, existe algum desentendimento, é aconselhável o casal tentar resolver o assunto, o quanto antes. É importante que evitem esconder os problemas “debaixo do tapete”. De seguida, deixo algumas sugestões do que podem fazer para “sacudir o tapete”:
1. Não permitam que a zanga interfira nos vossos sentimentos – O facto de não estarem de acordo, não significa que deixaram de se amar. As relações amorosas envolvem duas pessoas com historias de vida, formas de pensar e sentir diferentes. Portanto, é esperado que surjam divergências.
2. Respeitem-se – O facto de não estarem de acordo, não deve ser motivo para se atacarem verbalmente.
3. Fortaleçam a vossa capacidade empática e comunicativa – Procurem perceber o que cada um sente e pensa, em relação ao sucedido. Escutem-se, sem julgamentos de valor. Desta forma, será mais fácil terem uma visão clara do que causou o mal-entendido e como pode ser resolvido.
4. Aceitem que perdoar pode ser uma solução – Quando perdoamos permitimos que os sentimentos negativos diminuam de intensidade. Muitas pessoas têm medo de “perdoar”, pois receiam que isso signifique “esquecer”. Porém, são duas coisas bem diferentes!
5. Reconheçam a responsabilidade de cada um – Sempre ouvi dizer que “um teimoso nunca teima sozinho” ... se ambos aceitarem a quota-parte de responsabilidade, que tiveram no desentendimento, será mais fácil seguirem em frente!
6. Recordem os bons momentos – Recordar momentos agradáveis, que tiveram em conjunto, poderá ajudar a fortalecer a vossa relação.
7. Façam um balanço da relação – Se verificarem que, na vossa relação, imperam os desentendimentos e discussões, ponderem procurar ajuda de um Terapeuta Conjugal.
link: Você na TV
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Mitos e Verdades do Corpo Humano]]>Você na TV, TVIhttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/04/25/Mitos-e-Verdades-do-Corpo-Humanohttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/04/25/Mitos-e-Verdades-do-Corpo-HumanoSun, 29 Apr 2018 16:23:56 +0000
Participação na Rúbrica "Mitos e Verdades do Corpo Humano",
no progama "Você na TV", da TVI
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Sexualidade depois dos 70]]>Bernardo Mendonçahttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/04/20/Sexualidade-depois-dos-70https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/04/20/Sexualidade-depois-dos-70Sat, 21 Apr 2018 21:53:18 +0000
“Como é a sexualidade depois dos setenta? Os afetos e emoções não têm idade. Foi este o ponto de partida para o debate desta quinta-feira à tarde na Universidade Lusófona, em Lisboa. Em conversa com o Expresso, o psicólogo e sexólogo Fernando Mesquita, autor dos livros “Aprender a Amar” e “SOS Manipuladores” e um dos participantes, alertou para o facto de a sociedade portuguesa ainda não reagir com bons olhos a esta realidade
Ainda há muito tabu em volta da sexualidade na 3ª idade? Sim. Na nossa sociedade existe de facto algum preconceito em termos da sexualidade numa fase mais avançada da idade. Basta pensarmos que, no caso dos lares, muitas vezes os casais que estiveram a viver juntos alguns anos são separados. Até mesmo quando o parceiro ou parceira de alguém falece, e essa pessoa quer arranjar alguém, novo parceiro/a, os filhos muitas vezes veem isso de uma forma negativa. “Já não tens idade para arranjar outra pessoa.”, dizem os filhos às mães ou pais. E procuram de alguma forma impedir que o façam.
Procuram boicotar uma hipótese de uma nova relação dos pais? Exatamente. Muitas vezes são os filhos a procurar boicotar a sexualidade dos pais idosos. Acham que os pais já não têm idade para arranjar uma pessoa, que já não faz sentido naquela fase da vida estarem a meter-se ‘naquelas coisas’. E isto aplica-se tanto no caso dos homens mais velhos como das mulheres.
É como se fosse suposto já se terem reformado do sexo, do amor, dos afetos mais íntimos? Sim. Essa procura do afeto pelos mais velhos é ainda vista com maus olhos. Quando falamos de sexualidade, as pessoas associam só ao sexo. Mas de facto sexualidade é muito mais do que isso, é afecto, é emoção, são partilhas.
E ainda mais quando estamos a falar de sexualidade na 3ª idade, em que o corpo já não é o mesmo, o desempenho sexual já não é o mesmo, mas está lá a vontade de amar, não é? Exatamente. A parte emotiva continua lá. A sexualidade não se limita à parte genital, mas principalmente à parte emocional, relacional. Importa perceber que cada pessoa deve poder viver a sua própria vida como quer, com quem quer, independentemente da idade que tiver.
E os lares estão preparados para isso? Infelizmente não. Muitas vezes é mal encarado pelos responsáveis do lar se começa a surgir ali um relacionamento entre dois idosos que até então não se conheciam. Muitas vezes pensam que essas pessoas não estão na plena faculdade da sua consciência. E que não tem lógica nenhuma em idades avançadas estarem a procurar alguém.
Essas relações iniciadas numa fase madura, não resolvem os males da solidão? O isolamento sem dúvida é a causa de muitas depressões e angústia. Uma pessoa nessa fase da vida precisa de maior apoio e se uma relação afectiva lhe é impedida logo à partida, é complicado. Estas pessoas têm o direito a continuarem a serem felizes da forma que bem entenderem. E a solidão é mesmo um tema nesta fase da vida. Não é raro ouvirmos falar do abandono dos próprios filhos. Da falta de apoio das pessoas que são mais próximas. Por outro lado, muitos deles foram vendo partir muitos dos amigos e familiares que estavam com eles, com esse idosos. Portanto, cada vez mais as pessoas vão-se sentido isoladas. E, por vezes, querem voltar a criar laços emocionais, afetivos, para que não se sintam sós. Claro que também temos que ver que nem todas as pessoas com uma idade avançada procuram preencher uma parte afectiva. É aceitar que essas pessoas tenham controlo na sua vida. Não é por as pessoas estarem sozinhas na velhice que têm que encontrar obrigatoriamente alguém.
Uma sexualidade ativa até à velhice dá maior qualidade de vida? Apesar de se achar que a partir de determinada idade o homem vai ter disfunção erétil, ou a mulher vai deixar de ter desejo sexual, isso não é de todo verdade. Isso pode acontecer ou não. Depende da qualidade de vida que se teve até então. Uma pessoa que fumou, bebeu, que tem alguns problemas de saúde, se calhar vai ter maiores repercussões na sexualidade mais tarde do que uma pessoa que teve uma vida mais saudável.
É psicólogo e sexólogo. Chegam-lhe ao consultório casos destes, de pessoas ou casais depois dos 70 anos, a pedir apoio? Qual a principal motivação? Muitas vezes alguns casais mais idosos procuram ajuda psicológica e terapêutica porque os filhos ou familiares não vêem com bons olhos a nova relação que estão a viver. Uma situação que, por vezes, pode implicar questões económicas. Porque se o pai ou a mãe arranja alguém, um parceiro/a, então vai repartir aquilo que supostamente o filho ou a filha pensava que era só para si...
É muitas vezes a grande preocupação dos familiares… Sim, sim. Os filhos questionam: “Porque é que estás a gastar nisso, com essa pessoa? Não faz sentido.” Mas também encontramos filhos que dizem: O dinheiro é teu, estás à vontade.” O importante é cada pessoa viver cada dia como se fosse o último. E isto até o fim da vida.
Fonte original: Jornal Expresso
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Sexualidade depois dos 70]]>ULHT, PESELhttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/04/10/Sexualidade-depois-dos-70https://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/04/10/Sexualidade-depois-dos-70Tue, 10 Apr 2018 22:27:54 +0000
SAVE THE DATE: 19.04.2018
II DEBATE DA PLATAFORMA DE ESTUDOS SOCIAIS
SOBRE ENVELHECIMENTO E LONGEVIDADE (PESEL)
UNIVERSIDADE LUSÓFONA DE HUMANIDADES E TECNOLOGIAS
Sexualidade depois dos setenta: Afetos e emoções sem idade
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Os peludos são mais viris?]]>Revista HoraVIPhttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/04/02/Os-peludos-s%C3%A3o-mais-virishttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/04/02/Os-peludos-s%C3%A3o-mais-virisMon, 02 Apr 2018 10:36:09 +0000
Link: http://www.revistahoravip.pt/
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Os Portugueses e o Sexo]]>Manhã CM, CMTVhttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/03/15/Os-Portugueses-e-o-Sexohttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/03/15/Os-Portugueses-e-o-SexoThu, 15 Mar 2018 12:48:00 +0000
Como vai a sexualidade dos portugueses?
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Mitos e Verdades do Corpo Humano]]>Você na TV, TVIhttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/03/14/Mitos-e-Verdades-do-Corpo-Humanohttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/03/14/Mitos-e-Verdades-do-Corpo-HumanoWed, 14 Mar 2018 12:42:00 +0000
Esta quarta-feira, foi dia de Mitos e Verdades do Corpo Humano, no Você na TV da TVI.
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Estaremos a dar importância ao sexo?]]>Revista Saber Viverhttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/02/08/Estaremos-a-dar-import%C3%A2ncia-ao-sexohttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2018/02/08/Estaremos-a-dar-import%C3%A2ncia-ao-sexoThu, 08 Feb 2018 15:12:42 +0000
Podemos falar de sexo? Afinal, é ele o motor das relações e um dos pilares fundamentais que, ao longo do tempo, sustenta a ligação entre duas pessoas
O sexo é uma das bases da relação do casal. Mas estaremos nós a dar-lhe a devida importância? Não nos estaremos a esquecer dele na lista das prioridades do dia a dia? Que impacto pode ter a sua ausência na vida de um casal? Reunimos as respostas dos especialistas e revelamos-lhe tudo o que sempre quis saber sobre o tema. Está preparado?
Os estudos comprovam. Os especialistas confirmam. E nós podemos testar! Os benefícios do sexo não se refletem apenas nos nossos níveis de bem-estar, mas também na nossa imagem (ficamos mais bonitas e autoconfiantes), na nossa saúde (ajuda a prevenir doenças), na nossa energia (os desafios tornam-se mais fáceis) e na nossa relação (sentimo-nos mais ligadas ao nosso parceiro, mesmo que na hora antecedente tenhamos acabado de discutir).
A libertação das hormonas do prazer, nomeadamente da ocitocina, conhecida como sendo a hormona do amor, a par da de serotonina, a hormona da felicidade, que ocorre durante o sexo, podem tornar os nossos dias realmente mais felizes e, a longo prazo, podem reverter-se numa saúde mais robusta, numa aparência mais jovem e numa vida mais plena.
Por que não deve descurar o sexo
As necessidades e as expetativas sexuais variam de pessoa para pessoa e de acordo com múltiplos fatores que influenciam o desejo sexual. A idade, a duração da relação e, no caso das mulheres, a fase do ciclo menstrual são alguns exemplos relevantes. Por esta razão não é de admirar que, quando perguntamos aos especialistas «Quão importante é o sexo na vida de um casal?», tenhamos uma resposta unânime.
«Depende!», afiançam. A verdade é que não podem existir regras universais nem números fixos. Cada casal é único. No que toca à frequência sexual, por exemplo, a sexóloga Marta Crawford alerta que «mais importante do que olhar para o número de relações sexuais que o casal tem, é perceber se aquelas são de qualidade ou não».
«O sexo para ser bom não tem de acontecer três ou quatro vezes por semana, tem sim de ser de qualidade», afirma a sexóloga. Nas suas consultas de terapia de casal, Marta Crawford aconselha os casais a encararem a sexualidade como «um menu de degustação». Este é, segundo a especialista, um dos truques mais eficazes para estimular o desejo, aproximar o casal e obter uma vida sexual mais satisfatória.
«O casal deve saber aproveitar o sabor de um beijo ou de uma carícia, com tempo e sem pressões», elucida a sexóloga, realçando a importância da sexualidade no fortalecimento de uma relação. «O sexo é a bateria que recarrega as energias do casal e que vai ajudá-lo a enfrentar os desafios da vida», acrescenta.
O sexólogo Fernando Mesquita também vê a sexualidade como uma peça fundamental na esfera do casal. «O sexo é muito importante para criar uma sensação de ligação que pode reforçar os sentimentos de satisfação sexual e relacional», sublinha o especialista.
Quando o sexo passa para segundo plano
A falta de sintonia entre o casal e o desencontro de expetativas é um dos principais motivos que levam os casais a afastarem-se e a deixarem o sexo para segundo plano. Se, numa fase inicial do relacionamento, a novidade e a descoberta fazem com que o sexo seja a prioridade para os dois membros do casal, quando a relação estabiliza e a aventura da paixão se converte na previsibilidade do amor, o sexo deixa de estar na primeira linha dos desejos e necessidades do casal.
«Geralmente, na primeira fase do namoro, há um maior estímulo para a sexualidade. Nesta fase de conquista, a primeira prioridade é a vida sexual. Contudo, quando a relação começa a ficar estável e, principalmente, quando o casal começa a coabitar, a rotina que se instala diminui o desejo sexual e acaba por afastar os casais», constata a ginecologista Maria do Céu Santo, especialista em medicina sexual.
Mas a rotina não é a única responsável por este afastamento. A realidade difícil de gerir está relacionada com as necessidades sexuais do homem e da mulher, que variam bastante. «Normalmente, os homens têm mais desejo do que as mulheres», refere Marta Crawford.
«Geralmente, nos primeiros tempos de uma relação, a paixão, o desejo e a descoberta fazem com que o casal esteja em sintonia, mas ao final de algum tempo, são raros os casais que permanecem em sintonia. E é aí que reside o grande problema dos casais, no que toca à sexualidade», revela ainda a sexóloga.
Disfunção sexual ou disfunção de vida?
Com a rotina que se instala, ao fim de algum tempo no dia a dia do casal e, mais tarde, com a chegada dos filhos, muitas mulheres deixam de olhar para si enquanto mulheres e passam a ser exclusivamente mães. Este novo papel rouba-lhes tempo e disponibilidade mental para o sexo mas, de acordo com os especialistas, com as estratégias certas, é possível recuperar o desejo e voltar aos primeiros tempos da relação, já não de uma forma permanente, mas momentaneamente.
«Uma relação de longa data ideal deve caracterizar-se por picos de estabilidade e picos de paixão. Os picos de loucura típicos da fase da paixão são fundamentais para alimentar e oxigenar a relação ao longo do tempo», refere Maria do Céu Santo. O primeiro passo a seguir é reorganizar a sua rotina, de forma a que tenha tempo de qualidade para si e, posteriormente, para o seu parceiro.
«Muitas vezes, não há uma disfunção sexual no casal, mas sim uma disfunção de vida. As pessoas vivem completamente anestesiadas pela rotina e o sexo exige disponibilidade física e mental, requer energia que a maior parte das pessoas não tem», alerta a especialista.
Outro passo importante é reconhecer que a relação não está bem e procurar ajuda. «É importante que o casal não permita que as dificuldades se cristalizem. Quando as coisas se tornam mais complicadas, procurar a ajuda de um terapeuta sexual não deve ser motivo de vergonha», alerta Fernando Mesquita.
Quantidade é melhor do que qualidade?
Será que quanto mais sexo, melhor? Um estudo, publicado na revista científica Social Psychological and Personality Science, diz que não. O número mágico é nada mais que uma vez por semana. Isto vem contradizer aquilo que, durante décadas, se pensou ser verdade. Antes, o grau de felicidade de um casal e a estabilidade da sua relação eram avaliados pelo número de vezes que faziam amor.
Segundo Amy Muise, investigadora que liderou a pesquisa, a frequência dos envolvimentos sexuais deixou de ser um critério no cálculo da felicidade de um casal. Para chegar a esta conclusão, Muise analisou as respostas de mais de 25 mil norte-americanos a um inquérito que circulou entre 1989 e 2012. E constatou que, independentemente da idade e do sexo, os entrevistados disseram que fazer amor mais de uma vez por semana não lhes trazia mais felicidade.
A verdade é que temos menos sexo do que os nossos pais e não só. Queremos ter relações sexuais de melhor qualidade e queremos sentir-nos seguras. De acordo com um estudo publicado no Archives of Sexual Behavior, que analisou o número de parceiros sexuais de 33 mil pessoas, as da geração Y, nascidas entre meados da década de 1970 e meados da década de 1990, têm menos parceiros sexuais e fazem amor menos vezes do que as da geração dos pais.
A autora do estudo «What Is Behind the Declines in Teen Pregnancy Rates?», Heather D. Boonstra, ajuda a explicar esta tendência. Entre 1988 e 2013, o número de adolescentes e jovens-adultos sexualmente ativos caiu 14 por cento nas raparigas e 22 por cento nos rapazes. Porquê? Afinal a educação sexual tem algum efeito na consciência dos mais jovens.
Mais de 80 por cento dos entrevistados, em 2013, disseram que tinham receio de contrair doenças sexualmente transmissíveis e sabiam que usando contraceção e tendo menos parceiros sexuais corriam menos riscos. Em 1988, apenas 70 por cento admitiram usar um método contracetivo com regularidade.
8 benefícios do sexo
Saiba por que deve aproveitar sempre que a vontade oportunidade surgir:
1. Ajuda a relaxar e a lidar melhor com situações stressantes.
2. Sacia os centros de recompensa no cérebro tanto como o chocolate.
3. Queimamos cerca de cinco calorias por minuto.
4. Rejuvenesce a nossa aparência.
5. Previne constipações e a gripe, porque ajuda a produzir anticorpos.
6. Fortalece os músculos pélvicos, prevenindo a incontinência mais tarde.
7. Reduz a probabilidade de o seu parceiro desenvolver cancro da próstata.
8. Casais que estão juntos há vários anos fazem amor mais vezes do que os indivíduos que têm múltiplos parceiros.
Por: Sofia Santos Cardoso com Filipa Basílio da Silva, Madalena Alçada Baptista, Margarida Figueiredo e Rita Caetano – Saber Viver
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Detox Sexual]]>Dina Arséniohttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/09/28/Detox-Sexualhttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/09/28/Detox-SexualThu, 28 Sep 2017 23:05:03 +0000
Assim como a alimentação, o sexo pode nutrir ou intoxicar. Em alguns casos é necessário uma desintoxicação: uma mulher casada sem apetite sexual e um jovem de 28 anos viciado em pornografia contam a sua experiência.
Um artigo com a colaboração do Dr. Fernando Mesquita
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O cheiro e a atração ...]]>Rita Lealhttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/09/23/O-cheiro-e-a-atra%C3%A7%C3%A3o-https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/09/23/O-cheiro-e-a-atra%C3%A7%C3%A3o-Sat, 23 Sep 2017 14:17:58 +0000
Falamos em amor à primeira vista, e não em odor, porque a maior parte do cérebro reage primeiro a estímulos visuais. Mas, não há duvida que o olfacto continua a ser um sentido muito importante, para o amor, e que o odor de alguém pode ser uma das formas mais intensas de atração.
Descubra tudo no artigo "O cheiro dos homens e a atração", da Revista Maria, com a minha colaboração.
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Figurinha repetida Vale?]]>Carolina Pradohttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/09/15/Figurinha-repetida-Valehttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/09/15/Figurinha-repetida-ValeFri, 15 Sep 2017 22:38:31 +0000
Figurinha repetida vale?
Veja prós e contras de ir para a cama com o ex...
Fazer sexo com o ex é tipo comer biscoito recheado: uma vez que você abriu o pacote é difícil parar. E quando chega no último biscoito, geralmente, já estamos culpados por não ter comido só dois e guardado a embalagem de volta na despensa. Mas não precisa ser assim. Dá para embarcar nesse flashback ciente das vantagens e desvantagens, o que pode evitar a ressaca moral na manhã seguinte.
Prós
É uma transa descomplicada - A intimidade já existe, por isso vocês se sentem mais livres para explorar um ao outro e falar o que querem, sem meias palavras. Mandar um "me chupa daquele jeito que eu gosto" é muito melhor -- e menos trabalhoso -- do que ter que orientar o sexo oral do início ao fim.
A depilação (ou falta de) não é um problema - Se o seu estilo for o de manter os pelos da região íntima aparados, mas não deu tempo de realizar o serviço, isso não inviabiliza a transa. Você e ele, provavelmente, já fizeram sexo de meias, sem escovar os dentes pela manhã e com o cabelo desgrenhado.
A conchinha pós-sexo não é constrangedora - Vocês transam gostoso e ao fim, naturalmente, dormem abraçados, sem medo do que isso pode demonstrar. Afinal, sexo também é feito do "depois" e a sensação de aconchego em braços bem conhecidos pode ser deliciosa.
Você não gasta tempo e dinheiro à toa - Novos encontros são ótimos, mas exigem investimento financeiro e de tempo: gasta-se para se arrumar, na conta do restaurante ou bar ou balada, fora as horas de sono perdidas. E talvez, tudo isso seja em vão. Mas com o ex não há investimento de risco.
Você pode descobrir que o ex mudou - Um novo date com o ex pode mostrar que aqueles defeitos que, antes, você não tolerava já não estão mais lá. Isso é bom? Claro. Quer dizer, desde que vocês cogitem retomar a relação. Caso contrário, pode ser que essa nova versão só te deixe com gosto de quero mais.
Contras
Você pode gamar e ele não - O contrário também vale. Cada transa pode gerar uma expectativa enorme no outro, principalmente se os propósitos dos dois não estiverem alinhados. Por mais que exista um acordo ("vamos só transar de boa, sem compromisso"), relacionamentos não são tão práticos assim e as emoções podem colocar os combinados a perder.
Você pode sofrer - Se isso acontecer, é sinal de que os sentimentos não estavam mortos, como imaginou. E aí a transa casual pode machucar, por trazer à tona emoções fortes que você sentiu no término. Será o caso de pesar: o orgasmo vale a bagunça emocional?
Você não dá match com mais ninguém - Se envolver com ex é abrir mão de conhecer novas pessoas. Caso os dois não cogitem uma volta, essa pseudo relação pode ser uma perda de tempo para você. O velho é confortável, mas empaca a vida. Acredite, muitas relações terminam, simplesmente, porque tinham de acabar.
A transa pode resultar em um namoro ioiô - E essa dependência nunca é legal, porque, de novo, você perde a chance de escrever um novo capítulo da sua história amorosa. Para evitar que isso aconteça, tenha claro na sua cabeça os motivos do término -- especialmente, quando ele te manda aquelas mensagens provocantes, que você ama, no meio do dia.
Ele pode esperar que você fique para o café - Quando, na verdade, você só queria gozar e cair fora. Aqui, novamente, é uma questão de alinhamento de expectativas: é preciso jogar limpo sempre. Afinal, a ideia é de que ninguém se machuque e possa aproveitar o melhor desse sexo já reconhecido.
Fontes: Fernando Eduardo Mesquita, psicólogo clínico e mestre em Sexologia Clínica. Gustavo Alvarenga Oliveira Santos, professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Quetie Mariano Monteiro, sexóloga do Ambulatório de Medicina Sexual do Centro de Referência da Saúde da Mulher, do Hospital Pérola Byington.
Fonte original: BOL.NOTICIAS
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EMAG]]>Fernando Mesquitahttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/09/10/EMAGhttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/09/10/EMAGSun, 10 Sep 2017 14:49:16 +0000
Colaboração do Dr. Fernando Mesquita, na EMAG (Experts Meeting on Aesthetics Gynecology), com a apresentação do tema "Rejuvenescimento Vulvovaginal, Perspetiva Sexólogica"
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Por que o sexo de reconciliação é tão bom?]]>Francisco Correiahttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/09/08/Por-que-o-sexo-de-reconcilia%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-t%C3%A3o-bomhttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/09/08/Por-que-o-sexo-de-reconcilia%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-t%C3%A3o-bomFri, 08 Sep 2017 08:45:10 +0000
Não há dúvidas. O sexo depois daquela discussão que não terminou, ou até após uma separação, tem uma intensidade diferente do habitual. É um momento mais intenso, corporal e vibrante. Discutiram e, num estalar de dedos, vêem-se frente-a-frente, na cama. Para muitos homens e mulheres, o sexo de reconciliação (ou o “make-up sex”) é considerado um dos momentos para mais tarde recordar. Com isto, sabe por que é que este contexto torna o sexo tão bom e memorável para tantos casais. Será que faz mesmo bem à relação?
Teoria científica explica momento único
Estudos relatam que o sexo de reconciliação debita uma taxa de elevada excitação ao casal, que é proveniente das discussões. Estes casos geram zanga e raiva, mas também poderão transmitir, implicitamente, que temos carinho pelo nosso parceiro e não sabemos como o dizer. As emoções violentas misturam-se com o desejo e a atração física, levando a um clímax único. Quem o diz é Aaron Ben-Zeév, filósofo e um dos mais reconhecidos especialistas internacionais no estudo das emoções o autor da teoria da “transferência da excitação“. E não só…
Conexão sem igual. O sexo de reconciliação marca que o casal poderá ser capaz de “estar junto para tudo”. É uma troca de energias possivelmente nunca antes testemunhada e canalizada pelos dois. As tensões negativas dissipam e vão sentir-se mais ligados.
“Tudo em pratos limpos”. Depois do sexo incrível, poderão existir sinais de que ambos estão chateados. Porém, é aí que poderá surgir uma questão como: “para quê continuar a discutir?”. Caso tenhas sido tu a fazer algo mal, não hesites em ceder e pede desculpa. Aproveitem a boa onda para resolver as coisas, é a altura ideal. Poderão acabar numa conversa bastante produtiva de horas até adormecerem bem agarradinhos. Prepara-lhe o pequeno almoço na manhã seguinte, que tal?
Remédio santo? O verdadeiro sexo de reconciliação não surge com qualquer chatice pois revela ser mais intenso do que o normal. Como já é conhecido, as relações sexuais têm benefícios terapêuticos para o cérebro que irão contribuir para que ambos retomem a abordar o tema que vos levou a discutir, com mais calma.
No entanto, tem muito cuidado. Existem muitos riscos associados ao “make-up sex”. Este momento não se pode tornar rotina na tua relação. A causa do vosso conflito nunca é resolvida pois o sexo acaba por proporcionar apenas uma sensação ilusória de entendimento. Além disso, este comportamento mantido a longo prazo, poderá aumentar sentimentos de culpa e insatisfação. A eficácia e sucesso deste “método” de resolver problemas vai diminuir porque o sexo de reconciliação não promove o diálogo necessário. “A magia acaba” e não podes esperar que todas as relações acabem sempre na cama.
A ciência sexual comprova
O sexólogo Fernando Mesquita explica: “Para alguns casais “fazer as pazes com sexo” permite passar-se de um momento de raiva para um amor louco, apaixonado e intenso. Apesar de ser um artifício que resulta para alguns, não deve ser tomada como uma panaceia para todos os casais ou situações.
Depois de uma discussão mais acesa, as emoções estão à flor da pele, as pessoas sentem-se mais expostas e vulneráveis, dando a ilusão de ser o momento perfeito para uma ligação físico-emocional íntima e profunda. Numa discussão existe libertação de adrenalina e as áreas cerebrais ativadas estão muito próximas das da estimulação sexual o que pode dar uma sensação de aumento de excitação sexual. Tanto numa discussão quanto no sexo, a parte instintiva é ativada. Há intensificação das reações e das percepções (aumento da frequência cardíaca, elevação da pressão arterial, pupilas dilatadas, etc).
Embora muitas pessoas refiram que o sexo de reconciliação é incrivelmente explosivo, existem outras que ficam de tal forma magoadas e chateadas que “sexo” é a ultima palavra que lhes passa pela cabeça. Alguns homens recorrem ao sexo, como forma de reconciliação, pois sentem-se incapazes de dizer por palavras o que sentem e o quanto gostam da parceira. Usar o conflito para tornar as relações sexuais mais “picantes”, pode parecer muito estimulante mas, se for usado como único recurso, pode tornar-se muito desgastante e perigoso para a relação.
Além disso, é importante que o casal avalie se não está a refugiar-se no sexo como forma de evitar abordar assuntos que sejam motivo de discórdia entre ambos.”
Fonte: paraeles
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Feira do Livro de Lisboa]]>https://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/06/06/Feira-do-Livro-de-Lisboahttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/06/06/Feira-do-Livro-de-LisboaMon, 05 Jun 2017 23:03:09 +0000]]>No sofá de Júlio Machado Vaz e Fernando Mesquita]]>Anabela Cardoso, Revista Batonhttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/04/25/No-sof%C3%A1-de-J%C3%BAlio-Machado-Vaz-e-Fernando-Mesquitahttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/04/25/No-sof%C3%A1-de-J%C3%BAlio-Machado-Vaz-e-Fernando-MesquitaTue, 25 Apr 2017 15:00:45 +0000
Sentámo-nos no consultório de dois dos mais famosos sexólogos do país. Quisemos descobrir quais são, actualmente, as queixas mais frequentes das mulheres quando o assunto é sexo. Pelo meio, ainda desvendámos os "dramas" de alguns homens, que hoje em dia começam também a desejar resolver os seus problemas "na cama". Pela mão de Anabela Cardoso conheça as queixas mais íntimas.
Anabela Cardoso, Revista Baton ABR 2017
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Contracepção feminina]]>Impalahttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/03/13/Contracep%C3%A7%C3%A3o-femininahttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/03/13/Contracep%C3%A7%C3%A3o-femininaMon, 13 Mar 2017 09:57:33 +0000
A contracepção existe há milhares de anos. No dia da Mulher, fomos falar com dois especialistas que nos explicaram melhor os meandros da contracepção feminina. Gregos e egípcios foram os pioneiros a controlar a natalidade com métodos como o coito interrompido ou o cálculo dos picos de fertilidade da mulher, durante o seu ciclo. No entanto foi com a chegada da contracepção hormonal feminina que as mulheres deixaram de estar “dependentes da colaboração ou consentimento do parceiro, em relação ao controlo da natalidade”, explica-nos o sexólogo Dr. Fernando Mesquita.
Apesar do preservativo ter permitido a muitos casais iniciar um planeamento familiar, foi só em 1960 que a pílula representou uma verdadeira liberdade ( a vários níveis) para as mulheres. A contracepção hormonal feminina permitiu que as mulheres usufruíssem da sua sexualidade doutra forma, planear sozinhas quando é que querem ter filhos e consequentemente entrar no mercado de trabalho em (suposta) igualdade com os homens.
"Desta forma, a intimidade tornou-se mais democrática e igualitária, onde os parceiros se podem entregar mutuamente sem que existam este tipo de preocupações, como pano de fundo”, acrescentou o psicólogo clínico e sexólogo.
O uso da contracepção em jovens e mulheres maduras
Hoje em dia, estima-se que 70% das adolescentes portuguesas tenham educação sexual, verificando-se que este grupo de mulheres valoriza “mais a importância do uso do preservativo em associação com outros métodos contraceptivos (dupla protecção)”, garantiu a ginecologista, Dr.ª Filomena Sousa.
Também o facto de as jovens terem uma relação mais próxima com a Internet, do que as mulheres maduras , explica porque é que também as adolescentes portuguesas apresentam comportamentos mais responsáveis no que diz respeito à contracepção feminina.
“Aproximadamente, 60% das mulheres com mais de 30 anos usa algum método contraceptivo”, afirmou o Dr. Fernando Mesquita.
Mitos, escolhas e tendências
Com a evolução da medicina a contracepção feminina passou a poder ser utilizada para muito mais do que apenas controlo da natalidade. Nos dias de hoje é frequente mulheres recorrem a métodos de contracepção -sobretudo os hormonais- para por exemplo diminuírem para metade o risco de uma doença inflamatória pélvica, evitarem o risco de desenvolvimento de quistos nos ovários, reduzirem o fluxo menstrual ou aliviarem a dor associada à menstruação. “Algumas pílulas são usadas para tratamento de problemas hormonais, melhorando acne e hirsutismo”, explicou a ginecologista, Dr.ª Filomena Sousa.
No entanto, devemos ter em conta que vivemos numa sociedade multi-cultural e que, para além dos casais cristãos que recusam a utilização de qualquer meio de contracepção, existem também pessoas cuja cultura valoriza a fertilidade, pelo que a contracepção não representa uma opção. Mas crenças religiosas à parte, algumas mulheres escolhem não adoptar nenhum método de contracepção simplesmente por não querem aumentar de peso, ou ainda porque acreditam que a contracepção pode levar a problemas de infertilidade ou doenças cancerígenas, suportadas por relatos de familiares ou amigas.
Cada vez se reconhecem mais vantagens da contracepção de longa duração, como os dispositivos intra-uterinos e os implantes subcutâneos, pela maior eficácia e menor risco para a saúde das mulheres. A utilização de dispositivos intra-uterinos em mulheres sem filhos tem vindo a ser desmistificada”, disse ao nosso site a Dr.ª Filomena Sousa, ginecologista da Maternidade Alfredo da Costa.
Importa ainda referir que a maior parte dos métodos contraceptivos, como o coito interrompido, o diafragma, o DIU, a pílula, a laqueação de trompas e a vasectomia não tem qualquer efeito contra as DST (doenças sexualmente transmissíveis). Nunca será demasiado frisar que é importante que as mulheres recorram a uma protecção dupla, nomeadamente, utilizando os métodos referidos, que permitem que não ocorra um gravidez não desejada, mais a utilização do preservativo masculino e feminino que protegem contra a transmissão de doenças.
Fonte
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OS VÁRIOS SENTIDOS DO AMORFala Portugal, Record TVhttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/02/28/OS-V%C3%81RIOS-SENTIDOS-DO-AMORhttps://www.fernandomesquita.net/single-post/2017/02/28/OS-V%C3%81RIOS-SENTIDOS-DO-AMORTue, 28 Feb 2017 00:17:22 +0000