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Há alguma relação entre a sexualidade e sentido de vida?

08/10/2019

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Não é mito, o sexo faz mesmo bem à saúde

 

Queima calorias, faz bem ao coração e até pode adicionar anos de vida a uma pessoa. O sexo faz isto e muito mais, pelo que recordamos 10 benefícios já sustentados pela ciência.

 

Vamos falar de sexo. Mais precisamente de como a sua prática regular pode representar uma vida mais saudável. Um dia depois de se assinalar o Dia Mundial da Saúde Sexual, recordamos alguns dos benefícios que a ciência já demonstrou estarem associados às relações sexuais — desde fazer bem ao coração e deixar as pessoas mais bem dispostas, a fazê-las parecer mais novas. E não, não há nenhuma quantidade recomendável face ao número de vezes que um casal pode ou deve ter relações numa semana. O que interessa, assegura o terapeuta Fernando Mesquita, é que os dois encontrem um equilíbrio no que à vontade sexual diz respeito.

 

1. O sexo combate as doenças

Ele ou ela tendem a ficar doentes com facilidade? Se sim, o sexo parece ser um bom remédio. As pessoas que fazem sexo uma ou duas vezes por semana (em média) apresentam níveis mais elevados de Imunoglobulina A ou IgA — um anticorpo capaz de melhorar o sistema imunológico — do que aquelas que não são sexualmente ativas. Em causa está um estudopublicado na Psychology Report e citado pelo Telegraph, jornal que lembra ainda que a relação entre sexo e imunidade nem sempre é positiva: a mesma pesquisa mostrou que as pessoas com os menores níveis de Imunoglobulina A eram as que tinham sexo mais de duas vezes por semana.

 

2. Queima calorias

A ideia de que o sexo possa ser equiparado à prática de exercício físico é um tema debatível, assegura o site Live Science. No entanto, há estudos que comprovam que as relações sexuais podem, de facto, ajudar-nos a combater os quilos a mais. Em outubro de 2013, a publicação PLOS ONE dava conta de um estudo com as seguintes conclusões: o sexo queima uma média de 4.2 calorias por minuto num homem e 3.1 calorias por minuto numa mulher — isto considerando pessoas entre os 22 e os 28 anos e uma intensidade moderada. O site Live Science escrevia, então, que fazer sexo é melhor do que andar, mas não tão bom como correr.

 

3. Pode melhorar o sono

Segundo um estudo publicado pelo Daily Mail em janeiro de 2014, uma em cada seis mulheres britânicas (17%) dorme mais tempo e mais profundamente depois das relações sexuais. Mas o contrário também se verifica, isto é, uma noite bem dormida pode resultar em relações sexuais mais prazerosas, assegura o jornal New York Times que cita um pequeno estudo publicado no The Journal of Sexual Medicine. A pesquisa envolveu 171 estudantes universitárias e concluiu que, nas mulheres que estavam numa relação romântica, uma hora extra de sono correspondia a níveis mais elevados de desejo sexual; já as mulheres com uma duração média de sono mais longa reportaram maior lubrificação vaginal durante o sexo do que aquelas com uma média de sono mais curta.

 

4. Ajuda a reforçar os laços emocionais

Quando foi a última vez que mimou a sua cara metade? A pergunta tem razão de ser, dado que os casais que trocam mimos depois do sexo sentem-se mais satisfeitos com a sua vida sexual e, consequentemente, com a relação. A ideia é sustentada por um estudo datado de outubro de 2014 e publicado, então, na revista Archives of Sexual Behavior. Ainvestigação foi desenvolvida por um grupo de cientistas da Universidade de Toronto e mostrou que, para a grande maioria, a troca de afetos é mais importante do que os preliminares ou até que o próprio sexo. É tudo uma questão de boa disposição.

 

À data, a co-autora do estudo explicou que os mimos eram tidos como “uma recompensa positiva depois do sexo”. À revista Women’s Health Magazine, Amy Muise disse ainda: “Penso que os casais deviam ter consciência de que o período depois do sexo pode ser particularmente importante para criar uma ligação e que pode reforçar os sentimentos de satisfação sexual e relacional”.

 

5. Aumenta a boa disposição

Está provado que quem tem sexo fica mais bem disposto ao longo do dia”, diz ao Observador o sexólogo Fernando Mesquita. E o que quer isto dizer? Que, nestas circunstâncias, as pessoas conseguem encarar de forma mais positiva as situações de stress que tendem a surgir.

 

E porque o sexo é um tema cada vez menos tabu e cada vez mais estudado, recordamos ainda uma investigação de 2007 conduzida por académicos da Universidade do Texas que atesta que aumentar a autoestima era um dos motivos porque as pessoas fazem sexo.

 

6. Funciona como um analgésico natural

Já não é novidade que o orgasmo promove a libertação de endorfinas, a homorna que encerra em si um poder analgésico. É por isso que a desculpa das dores de cabeça não pega, atesta Fernando Mesquita, uma vez que o sexo pode ajudar a acabar de vez com esse problema. E como se dúvidas houvesse, o Telegraph cita uma investigação científica para explicar que as endorfinas atuam numa questão de minutos — o que é bastante mais rápido do que ir à farmácia e comprar os medicamentos convencionais.