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Casais já não investem nas relações

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Investimos cada vez menos nas relações a dois, alerta especialista, que não tem dúvidas: é preciso aprender a amar.

 

E se lhe disséssemos que a capacidade de amar, embora pareça instintiva, tem que ser aprendida? Ou que a sociedade em que vivemos está a mudar a forma como amamos? De facto, não somos nós que o dizemos, mas Fernando Mesquita, psicólogo clínico, especialista em sexologia e autor do livro Aprender a A.M.A.R. (edição Chá das Cinco), que não tem dúvidas: «o efémero está a passar para as relações».


Ao Destak, o especialista confirma que «as pessoas investem pouco na relação com os outros. Passamos horas a teclar com quem não conhecemos no Facebook, mas depois temos muita dificuldade, com aqueles que nos estão próximos, de estabelecer relações.»

 

O investimento é pequeno e a falta deste justifica também porque é que tantos casamentos acabam em divórcio.

 

«Assim que surgem as primeiras dificuldades, as pessoas têm tendência a virar costas.» O pior vem depois, em forma de arrependimento que, defende Fernando Mesquita, «é terrível». Mas evitá-lo não é assim tão difícil. Basta apenas apostar um pouco mais na relação.

 

Investir é preciso

 

A satisfação imediata é cada vez mais o principal objetivo. É assim na vida em geral e é assim também nas relações. Aqui, o conselho é «investir e esperar pelo proveito, que pode levar algum tempo. E que pode ter um sabor muito mais doce do que se só tentarmos a satisfação imediata.»

 

Aprender a amar é, pois, necessário e é isso que o especialista tenta ‘ensinar’ com o seu novo livro. Até porque é a falta deste ensinamento que torna mais difícil estabelecer laços afetivos com terceiros. Mas antes é preciso «uma auto-descoberta, que a pessoa se aceite a si mesma para poder aceitar o outro».

 

Carla Marina Mendes